A pressa é inimiga do Headshot! Conheça SUPERHOT o FPS mais inovador dos últimos anos.


Superhot chamou atenção de muitos antes mesmo do lançamento da sua versão final, isso se deve principalmente por se tratar de uma experiência inédita e inovadora.

Sua proposta: “o tempo só se move quando se movem”. É um conceito simples, porém original, embalado em um FPS com um visual bem minimalista. O primeiro Max Payne criou o conceito do “Bullet-Time”, mas Superhot pega essa ideia e a leva para um outro nível.

A história de Supehot começa quando “o jogador” recebe uma mensagem do seu amigo lhe oferecendo uma cópia supostamente vazada de um novo jogo chamado Superhot.exe, o amigo alega que a única maneira de acessá-lo é com um “crack”. Depois do “jogador” passar por diversos níveis aparentemente desconectados de diferente pontos de vista, todos baseados em matar “seres” hostis, após isso o game desliga e desconecta. Depois desse “acidente”, o amigo lhe envia uma versão atualizada do arquivo .exe, teoricamente uma nova versão do jogo que corrige as “falhas”. Situações como essas voltam a se repetir acompanhadas de outras bizarrices, e com o passar dos acontecimentos as coisas realmente ficam bem estranhas, e parece que alguém ou alguma coisa está no controle da situação.

 

Pontos positivos

O enredo

O título não irá lhe surpreender apenas no gameplay, provavelmente na história também. Com o desenrolar da história muitas questões são levantadas e acompanhadas de pontos de vistas e de interrogações. A narrativa do jogo funciona em vários níveis metanarrativos, por conta disso temos um enredo que vai além dele mesmo, assim dando a oportunidade ao jogador de interpretar, filosofar e refletir. Uma inspiração visível aqui é no filme “Matrix” criado por Lana Wachowski e Andy Wachowski.

O gameplay

Há muito que admirar em Superhot, e quase tudo está ligado à mecânica principal que manipula o tempo. Quando você pára, tudo pára, e quando se move, tudo em sua volta se movimenta junto. Ande com cautela e as balas vão voar em câmera lenta, porém, se houver descuido e acelerar os passos, as balas vão disparar em grande velocidade e geralmente uma delas acaba sempre acertando o alvo, alvo esse que pode ser você!

 

 

O jogador pode usar objetos do cenário como uma garrafa para lançar em um inimigo e atordoa-lo por alguns segundos e pegar a sua arma para usar contra ele mesmo. Conforme você avança no game novas possibilidades ficarão disponíveis e uma delas é controlar os corpos dos adversários. Mesmo levando em consideração que podemos morrer com único tiro, essas possibilidades nos dão uma maravilhosa sensação de poder.

Direção de arte

Nesse quesito o game é bastante minimalista, ou seja, simples! E isso é ruim? Não, nem um pouco, este vai ser o jogo mais bonito que você vai ver no estilo “clean”. As fases são todas brancas e os adversários, o jogador e os rastros das balas são vermelhos. O fato dos rastros serem desta cor ajudam ao jogador a escolher a melhor direção para desviar das balas. Quando alguém é atingido por uma bala, aquela região no corpo que foi acertada ela se desfaz em cristais vermelhos estilhaçados, assim gerando um belo efeito de imagem. Apesar de faltar mais detalhes como texturas, o visual combina muito bem com a ideia do game e o que está sendo mostrado na tela é bem modelado. Os efeitos de iluminação e de sombras são excelentes também.

Superhot não contém uma trilha sonora. A falta de música e apenas a presença dos efeitos sonoros bons acabam sendo mais um elemento que casa bem com a proposta do título.

Modos extras

Por se tratar de uma produção “indie” da pra relevar a sua baixa duração, e também por conta dos desenvolvedores terem introduzido modos extras para prolongar a vida útil do game. São dois modos que podemos concluir os mais diferentes desafios, como terminar o jogo sem morrer, usar somente a katana, jogar na dificuldade impossível, terminar os níveis com o melhor tempo possível, entre outros. Os modos são liberados após finalizar a campanha.

Realidade Virtual

O título contém suporte para “VR”  nas versões de PC e PS4. A impressão que passa é que Superhot foi pensando desde o inicio para realidade virtual, é incrível como ela multiplica tudo de bom neste game. A imersão é tão grande que é recomendado tomar cuidado, quando terminarem o jogo “não atirem em suas próprias cabeças”.

 

Pontos negativos

Duração

Infelizmente é possível concluir Superhot em 3 horas e meia aproximadamente. As primeiras fases acabam servindo de tutorial, já que elas ensinam a mecânica do jogo.

 

Dicas e curiosidades
  • Bullet-time: É um efeito especial que deixa a cena em câmera lenta durante alguns segundos.
  • Metanarrativa: É um termo filosófico e literário que de maneira simplificada significa uma narrativa dentro de outra ou uma narrativa que vai além dela mesma.
  • Superhot ganhou muitos prêmios e alguns antes mesmo do lançamento da versão final.
  • Uma outra curiosidade interessante sobre este game, são os “depoimentos” espalhados pela internet de pessoas comuns e especialistas que terminaram o jogo, as duas frases mais repetidas: “Eu nunca joguei nada igual em minha vida” e “Esse com certeza é o FPS mais inovador dos últimos anos”.
  • Se for jogar com algum óculos de realidade virtual este título, também recomendamos cautela.
Ficha técnica
  • Desenvolvedora: Superhot Team
  • Distribuidora: Superhot Team
  • Ano de lançamento: 2016 (PC e Xbox One) e 2017 (PS4)
  • Gênero: FPS

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