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Um dia ela chegou em casa, toda moderna, não precisava de estabilizador, podia ser ligada junto com o chuveiro elétrico(consumia menos energia), e o seletor de canais era mudado com um leve toque, éramos então digitais.

Veja o trailer:

Pensa no brilho dos olhos quando vimos as suas cores! Eu sempre gostei de cores , todos os livros que lia , criava os cenários na cabeça , vestia as personagens e idealizava as paisagens com minha imaginação, mas sem fugir ao enredo. Máximo respeito ao autor e a obra.

E ela….bom quando eu vi suas cores passei a questionar, “isso não combina!”, ” esse diretor tá louco?!” , “quem usa isso?!”…a televisão me deixou crítica? Creio que não! O hábito de observação foi adquirido nos livros. Sim, a leitura aumenta o senso crítico, a observação, a criatividade, reflexão e o entendimento de mundo.

Era acolhedor ouvir os hinos de natal, ou até mesmo da Estrela, o mundo era uníssono vindo daquela caixinha….todos padronizados.

Quem determinava o padrão? Como éramos nivelados?

Crianças assistem desenhos comandados por loiras libidinosas, donas de casa assistem a programas culinários comandados por mulheres que não cozinham em suas casas e nem vivem disso, onde tudo sempre da certo, adolescentes bombardeados por série americanas de loiras magérrimas e rapazes atléticos comedores de hambúrguer com coca-cola e “briga-briga-briga”. E os homens? Jogos primavera-verão-outono-inverno , mais Municipal,Estadual e Mundial. Dentro da caixinha é isso. Tem uns recheios como filmes, novelas e shows, mas o esqueleto é esse…

E assim seguimos dentro da caixinha até o advento da internet.

O maior grupo do Orkut foi: “Eu odeio cebola!”. Gente pára tudo! Passamos décadas vendo revistas e programas de culinária, comendo cebola e odiando? Quase tudo ia cebola, com exceção dos pudins…

Odiar cebola é coisa do passado, o povo tá odiando mesmo é a Netflix…

A série Messiah já começou, ao invés de despertar o amor, como foi a 2000 anos atrás, está despertando o ódio!

O que eu vi foi figura de linguagens, gritando na tela junto aos seus personagens.

Achar que a perspectiva é religiosa , mostra uma leitura rasa sobre, teoria da comunicação, metáforas, fotografia, geografia, história e artes.

“Isso é maior do que podemos imaginar!” , sinaliza o autor.

Sim ali tudo ocorre no campo da imaginação. Michelangelo tirou as imagens que emprestou as personagens bíblicas nas tabernas e becos escuros de roma. O resto foi imaginação.

Há várias informações na série, mas deixemo-na caminhar. A questão política e histórica está além muito além da questão religiosa, Messiah não é a personagem principal, e pelo trailer já se percebe que ele só recebe esse nome por que é um mensageiro.

Principal é o “Pai”. E após ele ter feito um “milagre”, a primeira ordem foi :

– Abafe o quanto puder!

Então os clientes ávidos por briga, antes de tudo, dêem uma lida nas Teorias de Comunicação, volte a ler o significado de mensagem e observe que todos os meios de comunicação estão presentes,todos. Ainda que seja só um trailer, observe que ninguém sabe de onde ele vem. É uma personagem sem registro, provavelmente uma alusão pra dizer que ele está fora da matrix. Não tem celular, não possui perfil em rede social, etc. Irá surgir algo sobre física quântica? Sim, bem provável.

O leitor que foi pra caixinha eletrônica e agora está nas redes , sempre terá uma leitura abrangente de tudo. Por isso, todas as linguagens são bárbaras, mas a leitura continua essencial.


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