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5 Séries de família: porque rir das tretas alheias pode salvar a sua sanidade

5 Séries de família: porque rir das tretas alheias pode salvar a sua sanidade
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Séries de família são tipo aquele parente que fala besteira, mas no fundo tem razão. Você começa assistindo só pra dar risada, e quando percebe, tá refletindo sobre sua própria vida. Porque, convenhamos, nada mais terapêutico do que ver outra família passando pelos mesmos perrengues que a sua – mas com trilha sonora e roteiro engraçado. Desde Tal Mãe, Tal Filha nos ensinando que mães solo também surtam no banheiro (e tudo bem!), até Big Mouth jogando na nossa cara que a puberdade é um filme de terror disfarçado de comédia, essas séries mostram que todo caos pode virar aprendizado… ou pelo menos um bom meme.

5 Séries de família: porque rir das tretas alheias pode salvar a sua sanidade

A arte imita a vida, mas e se a gente começasse a imitar a arte? Porque convenhamos, seria bem mais fácil atravessar os surtos diários se encarássemos tudo como se estivéssemos dentro de uma série de família. Imagina só: ao invés de se estressar porque seu filho esqueceu a toalha molhada na cama pela milésima vez, você solta uma frase sarcástica digna de Lorelai Gilmore, dá um gole no café e segue a vida. Ou então, ao invés de surtar com a adolescência caótica do seu irmão você lembra de Big Mouth e pensa: Ok, ele não é um monstro. São só os hormônios fazendo a festa. De repente, tudo fica menos insuportável e mais… roteirizado.

A verdade é que quando a gente assiste esses seriados, vê os problemas por outro ângulo – e muitas vezes eles nem parecem tão impossíveis de resolver assim. Então, por que não aplicar essa lógica no dia a dia? Se a vida fosse mais como uma sitcom, talvez a gente aprendesse a rir do próprio caos, a levar os dramas com mais leveza e a entender que no fim, toda família é meio maluca mesmo. O importante é transformar as tretas em histórias engraçadas, porque se não for pra rir depois, qual é a graça?

1. Big Mouth: A série que transforma os surtos adolescentes em risadas e reflexões

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Vamos falar sobre Big Mouth? adolescentes não vêm com manual de instruções, e é por isso que essa animação virou praticamente um guia para quem convive com os aborrecentes. A série é uma verdadeira montanha-russa hormonal, com direito a surtos do nada e momentos de gente, não aguento mais, que todo adolescente protagoniza e nos faz ficar doidas de tão incontroláveis. E o melhor de tudo? Ela traz à tona o que está realmente por trás desses surtos: os hormônios! Depois de assistir a algumas cenas, a gente respira fundo, lembra que é só o famoso monstro hormonal e fica mais tranquila. Porque, sim, essa série é aquele empurrãozinho que a gente precisa para entender e lidar com os dramas da adolescência de uma forma mais leve e engraçada.

Mas, como toda boa série, Big Mouth não é só risada. Ela foi criada por Nick Kroll, Andrew Goldberg, Mark Levin e Jennifer Flackett, e estreou na Netflix em 2017, logo conquistando corações e risadas ao redor do mundo. A série é baseada nas experiências reais dos criadores, então, já dá para entender o nível de sinceridade e, claro, de besteira que rolou no processo. A trama foca nos perrengues da puberdade, acompanhando um grupo de adolescentes que, com a ajuda (ou não) de monstros hormonais, vão tentando lidar com as mudanças físicas e emocionais. E o que é mais hilário? Esses monstros são basicamente metáforas visuais para as confusões internas dos adolescentes, como o Mosquito da Ansiedade e o Mago da Vergonha. A série vai fundo em temas tabus, como masturbação e menstruação, com um humor sem freios, que vai fazer qualquer um rir e refletir ao mesmo tempo.

E a crítica? Ah, ela não foi nada tímida! Big Mouth foi aplaudida por sua honestidade e, claro, pela capacidade de abordar assuntos delicados com muito bom humor. Muitos críticos elogiaram a qualidade da animação, que é mais do que só colorida e divertida, e destacaram o talento do elenco de dubladores, incluindo nomes como Maya Rudolph e Jason Mantzoukas. Além disso, a série foi vista como uma excelente ferramenta para pais e filhos conversarem sobre os dilemas da puberdade, principalmente porque trata de temas de uma forma acessível e sem frescura. E se você está se perguntando se Big Mouth também representa a diversidade, a resposta é sim! A série conta com personagens LGBTQ+ e de diferentes origens étnicas, o que a torna ainda mais relevante no cenário atual. Se você é pai, mãe ou está apenas curioso para dar umas boas risadas sobre a adolescência, essa série é um prato cheio!

2. Tal Mãe, Tal Filha: A série que nos ensina a quebrar padrões e transformar a maternidade em uma amizade saudável

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haaaaade Tal Mãe, Tal Filha… eu amo essa serie, vou confessar uma coisa aqui pra vcs, eu comecei a ver essa serie antes de ter filhos, e toda vez que eu assistia nas madrugadas do SBT, eu pensava : quando eu crescer eu vou ser uma mãe assim… inocencia de criança kkkkk Ah, essa série, essa sim é um manual sobre a dinâmica mãe e filha que todos precisamos! A relação de Lorelai e Rory é muito mais que uma simples conexão familiar, é uma amizade que transcende os desafios da vida. O que me encanta é a maneira como elas mostram que, por mais difícil que seja, quebrar padrões familiares é uma escolha poderosa. Nem sempre o convencional é o melhor, e isso estamos vendo cada vez mais, especialmente quando se trata de emoções. Afinal, uma boa parceria, cheia de respeito e até uma dose de amizade, pode tornar qualquer relação familiar saudável e maravilhosa. Lorelai nos ensina que ser mãe solteira e independente não significa perder a conexão com a filha, e Rory, com sua inteligência e ambição, prova que mãe e filha podem crescer juntas de formas diferentes, mas igualmente fortes.

A série traz uma dose generosa de risos, dramas e reflexões sobre a vida, o amor e as complexidades da maternidade. Em Tal Mãe, Tal Filha, o humor sarcástico de Lorelai e a jornada de Rory em busca de sua identidade mostram que, mesmo com todos os desafios que uma mãe e filha podem enfrentar, a amizade entre elas torna tudo mais leve. E o que dizer da cidade de Stars Hollow, onde as duas enfrentam as dificuldades de um jeito único, sem abrir mão do amor e da compreensão? É lá que vemos como as escolhas de Lorelai, suas visões não convencionais e sua capacidade de rir dos próprios dilemas moldam a relação com a filha e nos ensinam que, sim, é possível ser mãe e amiga ao mesmo tempo.

E se você acha que esse tipo de relação é só ficção, é porque ainda não assistiu Tal Mãe, Tal Filha! A série recebeu aplausos por sua habilidade de abordar questões como maternidade solo, amizade e a busca pela identidade com muito mais profundidade do que a comédia leve poderia sugerir. A química entre Lauren Graham (Lorelai) e Alexis Bledel (Rory) é incrível, e as lições que elas deixam sobre criar laços fortes, livres de padrões e com bastante humor, continuam a inspirar novas gerações. Porque, no final das contas, quem não quer ter uma amizade de mãe e filha assim, não é?

3. One Day at a Time: Porque família complicada e risada nunca saem de moda!

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One Day at a Time? A família Álvarez pode não ser brasileira, mas é impossível não se sentir cubano com todos os altos e baixos dessa turma. Eles nos mostram que os problemas familiares e as complicações de lidar com a dinâmica entre gerações e dentro de um lar não são exclusividade de ninguém — são, na verdade, um reflexo do que vivemos. E é exatamente isso que torna a série tão encantadora e verdadeira: ela trata questões universais, mas com uma leveza que só One Day at a Time tem. E claro, o toque de humor é sempre certeiro, fazendo a gente se questionar: por que estou levando tudo tão a sério? Afinal, até nas situações mais complicadas, a vida pede uma pausa para rir.

O grande destaque da série, sem dúvida, vai para a vovó Lidia, uma mulher cubana de valores fortes, mas com uma simpatia e humor que encantam. E, claro, o caçula da família, o adorável Papito, que é o preferido da avó e sempre tem uma resposta engraçada na ponta da língua. Mas o que mais emociona na série é a jornada da Helena, a filha mais velha de Penélope, que se descobre gay no início da temporada. A forma como sua família lida com isso é sensível, e nos faz refletir sobre a importância de apoio e compreensão. Mesmo com tantos desafios, a série consegue abordar questões tão reais de forma leve, sempre com aquele toque cubano que traz conforto e risadas ao mesmo tempo.

Em One Day at a Time, os temas são profundos, mas nunca faltam momentos de humor e leveza. Desde a luta de Penélope, uma mãe solteira e veterana de guerra, até os desafios da juventude de Elena, a série não apenas narra as peripécias de uma família, mas também nos faz pensar nas nossas próprias dinâmicas familiares. Se você ainda não assistiu, prepare-se para rir, se emocionar e, acima de tudo, sentir que não está sozinho (ou sozinha) com os problemas da vida. É uma lição sobre o valor da família e o poder de transformar desafios em momentos de aprendizado.

4. Os Kyle: A Família Que Nos Faz Perguntar Por Que Estou Levando Tudo Tão a Sério?

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Se tem uma família que seria uma verdadeira loucura ter como vizinhos, esses são os Kyle de Eu, a Patroa e as Crianças. Imagina só: o Michael Kyle, aquele pai que acha que pode controlar tudo e todos na casa com suas lições de vida e uma dose generosa de humor meio tóxico. O cara é tipo o professor de como usar a moeda da ironia para educar os filhos. E, claro, nada sai do jeito que ele planeja! Quando o Junior vai contar para os pais que engravidou a namorada bem no dia da formatura e tinha uma viagem para o Japão na mira, você espera o pior, mas é o tipo de momento que só a família Kyle poderia transformar numa mistura de emoção e um baita sufoco! E quem não riu com o Michael e o Jay empurrando a cabeça do Junior, como se ele fosse uma bola de futebol, bem no ápice da revelação?

O legal de Eu, a Patroa e as Crianças é que, por mais exagerados que sejam os clichês, todo mundo consegue se identificar. Não tem como não dar risada das situações mais absurdas em que os Kyle se metem, especialmente quando a Janet, a esposa e mãe mais pé no chão da história, tem que dar um basta nas ideias do Michael. É a típica série que te faz pensar: Por que estou levando tudo tão a sério?, porque no final, quem não se diverte com os caóticos momentos familiares dos Kyle? Eles nos lembram, com humor e um toque de loucura, que a vida é muito mais divertida quando a gente aprende a rir de tudo, até das trapalhadas do dia a dia.

Então, se você ainda não se entregou à vibe da família Kyle, talvez seja hora de pegar um café (ou um chá gelado, para os mais tranquilos) e dar boas risadas com esse clássico da TV, que mesmo anos depois, continua arrancando sorrisos. Porque, vamos ser sinceros, depois de ver o Michael tentando dar conselhos e criando caos em casa, você vai ficar pensando: Ok, ele até tem razão… mas eu não faria isso do jeito dele!

5. Todo Mundo Odeia o Chris: A Série Que Nos Transporta Para os Anos 80 e Nos Faz Rir das Dificuldades da Vida!

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Todo Mundo Odeia o Chris é uma verdadeira viagem nostálgica para quem viveu os anos 80, especialmente para os brasileiros que, ao sintonizarem na TV, viam a família Rock com seus altos e baixos enquanto ainda usávamos aqueles videogames que pegavam na TV de tubo, e a internet era só um sonho distante. A série, baseada na adolescência do comediante Chris Rock, traz o humor afiado do protagonista, que vive os dramas da infância em Brooklyn, enfrentando desde o bullying na escola até os perrengues financeiros de uma família que tenta sobreviver sem um centavo no bolso e sem a modernidade de smartphones ou Wi-Fi. Como todo bom adolescente da época, ele lida com suas crises existenciais, mas sem Instagram ou WhatsApp para desabafar, o jeito era mesmo contar com os amigos – como o Greg, o melhor amigo branquelão e desajeitado, ou com a proteção de sua mãe, Rochelle, que não aceitava injustiça nem debaixo d’água, como quando ela mandou Chris fazer o ajuste de conta com o carteiro no episódio mais hilário.

O que a série tem de realista e reflexiva, com a situação financeira da família Rock e os desafios do racismo nos anos 80, ela compensa com uma boa dose de humor negro e situações impagáveis. O pai de Chris, Julius, é o verdadeiro rei da economia, sempre arrumando um jeito de fazer as compras com um dólar a menos, enquanto Rochelle, sua esposa, luta para manter a casa sob controle. O humor é embalado por expressões memoráveis, como as surras galáxias, e as piadas sobre como o Chris vivia em um mundo onde não tinha celular, mas ele sempre estava conectado à sua realidade, lidando com a adolescência de forma inusitada. Aliás, quem não lembra do isso é um golpe, ou das sequências hilárias onde Chris se metia em confusões com a irmã Tonya e com o irmão Drew, que parecia ser sempre o queridinho da mamãe? Ah, os anos 80, onde tudo podia ser resolvido com um bom grito ou uma vergonha pública ao vivo!

A trama, além do humor inconfundível, também aborda temas muito sérios, como o racismo e as dificuldades de uma família negra em uma época em que esses problemas ainda eram profundamente enraizados na sociedade. No entanto, a genialidade da série está em equilibrar essas questões com o riso – e a atuação de Chris Rock, narrando toda a história, nos dá aquele toque de memórias de infância que deixa todo mundo com aquele gostinho de querer voltar para aquela época simples. A série, além de ter conquistado os corações dos brasileiros com seus episódios memoráveis, também se tornou um clássico das comédias, recheada de referências à cultura pop dos anos 80. E, se você também não teve um celular, não entendia o que era selfie, e aprendeu a ser criativo com uma fita cassete, então com certeza já se pegou rindo de situações como Chris tentando conquistar uma garota com a grana que ele não tinha ou tentando entender o funcionamento da escola sem saber o que era um “meme”. “Todo Mundo Odeia o Chris” é uma verdadeira máquina do tempo!

E Por hoje é Só Pessoal…

No fim, quem nunca se viu em uma dessas famílias malucas e com a sensação de estar vivendo em uma sitcom? Entre discussões sobre a janta, brigas para escolher o filme e aquele parente que sempre aparece na hora errada, é bom saber que estamos todos no mesmo barco. Se é para passar por momentos constrangedores, que sejam com a galera que vai rir de você depois, né? E, convenhamos, se em algum momento da sua vida você não foi o “Junior” da família, com aquele momento de desespero ao contar algo épico e desastroso, você realmente não viveu a verdadeira experiência de ser parte de uma família.

Entre confusões, conselhos, e piadas que só a sua família entenderia, o importante é perceber que, no fundo, tudo isso faz parte da comédia da vida real. Afinal, cada momento hilário, cada lição de vida torta e cada “não acredito que isso aconteceu de novo” só faz com que a convivência familiar seja única e inestimável. No final das contas, família é aquela loucura que a gente ama e, às vezes, até se sente grato por ela… ou pelo menos depois que passa a tempestade!

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