Prepare o coração e acelere os olhos: Bullet/Bullet é o novo anime de corrida e sobrevivência que faz uma aposta insana de ação e velocidade. Criada por Sunghoo Park, o aclamado diretor de Jujutsu Kaisen e Jujutsu Kaisen 0. Desta vez, ele troca maldições por motores turbinados, lutas coreografadas por tiroteios sobre rodas e trazendo uma experiência que mistura anime, corrida e distopia em uma combinação explosiva.
Bullet/Bullet

A história é ambientada em um mundo onde a civilização virou pó e a única lei é a da velocidade, Bullet/Bullet se desenrola num universo onde a sobrevivência depende de reflexos rápidos, decisões brutais e coragem para acelerar sem olhar para trás. Com animação fluida, estética estilizada e uma trilha sonora pulsante, esse anime original é voltado para quem está entediado com fórmulas recicladas ou cansado de isekais genéricos e romances escolares previsíveis.
Bullet Bullet promete ser um destaque em 2025, com sua identidade própria, energia bruta e atmosfera intensa; um grito punk em meio à calmaria das temporadas atuais — perfeito para quem sente falta de uma história repleta de ação insana, personagens quebrados e mundos que parecem colapsar a cada episódio.

Um Mundo em Ruínas, Uma Corrida Sem Fim
Bullet/Bullet se passa em um futuro onde tudo colapsou — governos, satélites, torres de comunicação e até a esperança. A tecnologia, antes onipresente, virou poeira e sucata. O que restou foram as estradas, e nelas, a sobrevivência é decidida a cada curva. O planeta agora é um cenário árido, desolado e brutal, habitado por tribos urbanas mutantes, mercadores de peças ilegais e clãs de corredores armados até os dentes.
Nesse mundo hostil, cada cidade-fortaleza é como uma bolha em ruínas, cercada por quilômetros de areia, destroços e violência. Para se locomover entre esses pontos, não existem trens nem aviões — só as rotas do caos, dominadas por gangues motorizadas, drones caçadores e armadilhas que transformam asfalto em campo de guerra.
A lei? Não existe. O que manda é a velocidade. Se você não acelera, vira alvo. Se freia, vira história.
Conheça os protagonistas

O trio principal de Bullet/Bullet se destaca pela química única e pela forma como movimenta a narrativa em um mundo onde velocidade e sobrevivência andam lado a lado. Gear, o protagonista, é um jovem que trabalha em uma loja de sucata e lidera um pequeno grupo dedicado a recuperar itens injustamente tomados. Ele é veloz, prático e tem uma postura de líder relutante — sempre no limite entre fazer o que é certo e o que é necessário para continuar vivo. Quando um roubo o coloca na mira de milícias e corporações, Gear se vê no centro de uma conspiração tecnológica maior do que esperava.
Ao lado dele está Shirokuma, um urso polar antropomórfico com um passado envolto em caos e apostas ilegais. Shirokuma é o “tank” da equipe: poderoso, imponente, mas com um senso de humor surpreendente e uma lealdade que se revela aos poucos. Ele traz um contraste importante para a impulsividade de Gear — funciona como âncora moral e também como alívio cômico, sem nunca perder a brutalidade nas cenas de combate.
Fechando o trio está Qu-0213, um andróide multifuncional equipado com múltiplas personalidades — cada uma ativada em situações específicas. Entre elas estão Nosa-ane, que age como uma irmã mais velha superprotetora com Gear; Kau-ane, de temperamento rebelde; Naka-ani, despreocupado e caótico; e Ei-baba, a versão maternal que cuida da cozinha e da moral do grupo. Essa IA excêntrica e mutável adiciona um elemento imprevisível à equipe e levanta questões sobre identidade e afeto em meio ao colapso tecnológico. Juntos, os três formam um núcleo dinâmico que sustenta tanto a ação quanto a alma de Bullet/Bullet.
Velocidade, Tiros e Conspiração

Ao longo dos episódios, Gear descobre que o roubo foi muito mais do que uma simples jogada para enriquecer. O item que roubou pode conter a chave para reiniciar o mundo, ou acabar de vez com o que sobrou dele. Com perseguições alucinantes em estradas quebradas, intensos tiroteios em trens abandonados e alianças arriscadas com inimigos inesperados, Gear não está mais correndo apenas por dinheiro. Ele está correndo pela própria redenção — e, talvez, pela última chance de restaurar o que resta de um mundo em colapso.
E o mais interessante? Bullet/Bullet não perde tempo em se lançar na ação. Nos primeiros minutos, somos arremessados em uma sequência intensa de eventos, sem pausas para explicações longas. O anime não enrola: ele nos joga direto no caos, onde a adrenalina é a única constante. É o tipo de série que promete manter você na ponta da cadeira desde o primeiro segundo.
Os Mestres por Trás de Bullet/Bullet

Produzido com uma paleta vibrante e animação fluida, Bullet/Bullet mistura estética retrô com elementos cyberpunk. Os veículos são verdadeiras aberrações mecânicas, e as cidades lembram uma mistura entre ferro-velho e neons decadentes.
A trilha sonora é outro destaque, com batidas eletrônicas sujas, guitarras distorcidas e momentos de puro silêncio antes da pancadaria. A direção de Sunghoo Park brilha especialmente nas cenas de ação, que são dinâmicas, criativas e extremamente cinematográficas.
A direção de arte fica por conta de Takahiro Yoshimatsu, uresponsável por títulos como Hunter x Hunter (2011), Overlord e Goodbye, Don Glees!. Seu trabalho em Bullet/Bullet traz uma fusão perfeita entre detalhes meticulosamente desenhados e uma estética crua, que captura a essência de um mundo em decadência e caos.
A direção de animação ficou a cargo de Kazuhiro Furuhashi, outro nome de peso na indústria, responsável por títulos icônicos como Rurouni Kenshin e 91 Days. A energia que Furuhashi imprime nas sequências de ação, combinada com a tensão visual nas cenas de perseguição, cria uma experiência que é tanto visceral quanto emocionante.
Combinando as influências do design futurista e pós-apocalíptico, a equipe de cenários e ambientes, liderada por Yuji Ikeda, também desempenha um papel crucial. Ikeda, conhecido por sua contribuição em Steins;Gate e Psycho-Pass, cria cenários que evocam não apenas um mundo devastado, mas um que ainda pulsa com vida, apesar de suas feridas. As paisagens desérticas e as cidades quebradas falam por si mesmas, transmitindo a sensação de um futuro onde a sobrevivência é uma luta constante.
No departamento de música, a composição de Yuki Kajiura, conhecida por seu trabalho em Fate/Zero e Madoka Magica, eleva a experiência sonora. Suas trilhas são épicas, combinando uma fusão de instrumentos eletrônicos com arranjos orquestrais, intensificando a tensão nas cenas de ação e trazendo uma melancolia inesperada nas transições mais introspectivas.
Ousadia no Streaming: Aposta da Disney+

Sim, você leu certo: Bullet/Bullet será lançado no Disney+. A escolha pode surpreender um pouco, mas essa aposta mostra que a Disney está determinada a conquistar seu espaço no universo otaku. Nos últimos anos, a gigante do entretenimento tem ampliado seu catálogo com animes de qualidade voltados para um público mais maduro, e agora abraça uma obra original repleta de ação, violência estilizada e temas intensos.
Títulos como Summer Time Rendering, Tatami Time Machine Blues e Heavenly Delusion (Tengoku Daimakyo) já pavimentaram o caminho, o que mostra um interesse real em investir no gênero. Com Bullet/Bullet, a Disney reforça seu compromisso com animes autorais e estilizados, capazes de competir com os catálogos da Netflix, Crunchyroll e Amazon Prime. Essa nova direção diversifica a oferta da plataforma, como também pode abrir as portas para uma leva inédita de produções originais com liberdade criativa — o que no final de tudo vai agradar os fãs.
Por Que Você Precisa Ficar de Olho em Bullet/Bullet

- Direção do mestre da ação Sunghoo Park
Após elevar o padrão da ação em Jujutsu Kaisen e God of High School, Sunghoo Park retorna com uma obra autoral, onde cada cena pulsa com energia, ritmo e impacto visual. Aqui, a adrenalina não é um efeito — é parte da linguagem. - Personagens carismáticos, intensos e cheios de contraste
Em Bullet/Bullet, o trio principal rouba a cena com personalidades marcantes e dinâmicas interessantes. Gear é o rebelde veloz com passado nebuloso; Shirokuma, o urso modificadocom senso de humor e força bruta e um e Qu-0213, o andróide analítico com uma IA de múltiplas personalidades, é o cérebro frio da operação. Juntos, enfrentam um mundo onde velocidade e lealdade são tudo. - Estética visual ousada e combate de tirar o fôlego
Com direção de arte inspirada em Mad Max e cenários decrépitos cheios de estilo, o anime entrega sequências de luta e perseguição que são coreografadas como se fossem dança — brutal, rápida e impecável. - Trama que mistura corrida e sobrevivência
Muito além da ação, Bullet/Bullet oferece uma narrativa de sobrevivência e transformação, onde segredos tecnológicos podem decidir o destino de um mundo já em ruínas. - Anime original e inédito para Disney+, mostrando novas apostas do streaming
Parte da nova leva de animes adultos da Disney+, Bullet/Bullet representa um investimento ousado em produções inéditas que desafiam o status quo e ampliam o espaço para obras autorais no streaming global.
A Nova Febre da Temporada?

Se Redline tivesse um filho com Cyberpunk: Edgerunners, o resultado seria Bullet/Bullet — um anime que combina velocidade extrema, estética agressiva e drama visceral em um futuro sem freios. A série é um espetáculo visual de cores saturadas, explosões mecânicas e cenas de ação que parecem arrancadas direto de um sonho febril movido a gasolina e desespero.
Mais do que um show estiloso, Bullet/Bullet entrega substância: seu mundo quebrado serve como palco para uma história de sobrevivência, fuga e escolhas impossíveis. Se você vibra com protagonistas que vivem no limite, perseguições insanas e uma trilha sonora que faz o chão tremer, é hora de apertar o cinto — essa viagem vai te marcar em 2025.
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