Filmes e Séries

Do VHS à Tela Plana: 5 Filmes Brasileiros que Envelheceram como Vinho — Clássicos que Continuam Imperdíveis!

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5 Filmes Brasileiros que Seguem Brilhando

5 Filmes Brasileiros que Seguem Brilhando – Se você é do tipo que ama aquele cheirinho de filme antigo e acredita que o passado tem um charme que o presente nunca vai alcançar… vem cá, que essa lista é pra você! Reunimos 5 filmes brasileiros que são verdadeiras relíquias — daquelas que marcaram gerações, fizeram história e ainda emocionam como se tivessem sido lançados ontem. Tem drama, tem crítica social, tem risada com sotaque e muita brasilidade raiz.

Prepare o coração, o café passado na hora e bora embarcar nessa viagem no tempo com obras que mostram por que o cinema nacional é um tesouro que nunca envelhece!

5 Filmes Brasileiros que Seguem Brilhando

Do VHS à tela plana, Há um tempo não tão distante, os títulos brasileiros viviam à sombra das grandes produções de Hollywood. Mesmo com roteiros criativos, elencos talentosos e muita dedicação nos bastidores, o reconhecimento era tímido — afinal, o brasileiro sempre teve um certo fascínio pelo que vem de fora. Mas nossos heróis da telinha e telona nunca desistiram! Mais persistentes que o Super-Homem e mais rápidos que o Flash na hora de correr atrás de patrocínio, eles seguiram firmes, provando que aqui também se faz arte de primeira. E temos provas vivas disso: Fernanda Montenegro e Fernanda Torres, esse combo mãe e filha que representa gerações inteiras de talento, não me deixam mentir!

Mas chega de papo e vamos ao que interessa! Foi difícil, confesso, escolher só sete obras nesse mar de produções maravilhosas — afinal, sou apaixonada pelo nosso cinema. Tem lançamento fresquinho, tem clássico de respeito e tem muita emoção brasileira em cada história. Então aqui vai o meu Top 7 títulos brasileiros pra você maratonar, se emocionar, rir, chorar e se ver nas telas. Porque o Brasil é isso: um país de histórias que merecem ser contadas — e assistidas!

Meu Nome Não é Johnny: o retrato chocante (e dançante) de uma juventude fora do controle


Se tem um filme brasileiro que eu considero simplesmente perfeito, é Meu Nome Não é Johnny. Lançado em 2008, ele é baseado numa história real e mostra como o João Guilherme Estrella, um jovem de classe média alta do Rio de Janeiro, acaba se tornando um dos maiores traficantes da zona sul — meio sem querer, meio sem perceber. O roteiro é envolvente e muito fácil de acompanhar, mesmo tratando de um tema pesado como o tráfico internacional de drogas. E o mais curioso: em vez de ser só mais uma história sobre crime, o filme é sobre escolhas, ilusões e as voltas malucas que a vida dá.

O elenco está brilhante. Selton Mello dá um show como João Estrella, com uma atuação cheia de camadas — ora carismático, ora desesperado, mas sempre humano. Cleo Pires aparece lindíssima como Sofia, uma cartomante moderna e misteriosa, que traz aquele temperinho especial pro roteiro. E Júlia Lemmertz como a mãe de João… nossa. Com os olhos marejados e uma doçura firme, ela representa tantas mães brasileiras que veem seus filhos se perderem, mas nunca deixam de amar. Só por esse trio, o filme já valeria a pena.

Agora, tem uma cena que é simplesmente impagável! Quando João vai preso, a gente pensa: Ih, agora ele vai se dar mal, playboy na cadeia vai sofrer! Mas não, o cara acaba fazendo sucesso lá dentro! Tem uma sequência maravilhosa em que ele precisa traduzir o que os gringos presos estão dizendo e, olha… é de chorar de rir! A situação, a entonação, a reação dos outros presos… tudo é hilário! É aquele tipo de humor inesperado que aparece no meio do caos e dá leveza sem tirar a seriedade da história. Duvido você assistir essa parte sem dar pelo menos uma gargalhada. Sério, é uma das minhas cenas preferidas.

E falando em clima, a trilha sonora é um espetáculo à parte. Com clássicos como A Minha Alma do Rappa, Felicidade do Cidade Negra e até O Calhambeque do Roberto Carlos, o filme consegue nos transportar direto pros anos 90. As músicas embalam festas, dramas e até momentos de reflexão, criando uma atmosfera intensa e muito brasileira. Teve até álbum lançado só com as músicas do filme — e é claro que eu tenho o meu guardado até hoje.

Meu Nome Não é Johnny é mais do que um dos melhores títulos brasileiros — é um clássico moderno, daqueles que você assiste, se diverte, se emociona e ainda fica pensando depois. Ele não tenta justificar o que o João fez, mas convida a gente a entender como alguém aparentemente com tudo na vida pode se perder tão fácil. E mais: como é possível recomeçar. Se ainda não viu, coloca na sua lista urgente. E se já viu… vê de novo, porque vale cada segundo!

O Homem do Futuro: E se você pudesse voltar no tempo (com trilha da Legião Urbana)?


O Homem do Futuro: E se você pudesse voltar no tempo (com trilha da Legião Urbana)?

Ahhh… esse filme me pegou de jeito. Sabe quando você não espera tanto, e de repente tá lá, rindo, chorando e cantando Legião Urbana no sofá, tudo ao mesmo tempo? Pois é. O Homem do Futuro não é só um filme — é praticamente uma viagem no tempo pra quem viveu os anos 90, pra quem amou errado, e pra quem vive se perguntando o que faria diferente se pudesse voltar lá atrás.

Estrelado por Wagner Moura (um gênio em qualquer universo, real ou paralelo), o longa mistura ficção científica, comédia romântica e drama existencial, tudo isso regado a uma trilha sonora que… meu Deus! Só quem já sentiu o coração bater mais forte ouvindo Tempo Perdido sabe. Aliás, essa música não é só pano de fundo, ela é personagem da história, marca momentos cruciais e faz a gente lembrar dos nossos próprios “tempos perdidos”.

A história gira em torno do cientista João, que virou o Zero depois de um vexame épico numa festa da faculdade, onde perdeu o grande amor da vida, a Helena (interpretada por uma Alinne Moraes linda e perfeita, como sempre). Amargurado e obcecado com o passado, ele acaba inventando uma máquina do tempo sem querer, e volta pro dia do trauma. Claro que ele tenta consertar tudo… e, claro, dá ruim — porque mudar o passado é um baita campo minado emocional.

O filme tem aquele climinha de Sessão da Tarde com roteiro inteligente, efeitos especiais que surpreendem pra uma produção brasileira, e um elenco afinado: Maria Luísa Mendonça, Gabriel Braga Nunes, Fernando Ceylão, Gregório Duvivier e outros nomes que completam a química da história. Tudo amarrado por um roteiro que faz você pensar: será que mudar o passado muda mesmo o futuro… ou só complica mais ainda?

O Homem do Futuro é aquele tipo de filme que a gente vê, se apaixona e depois quer indicar pra todo mundo com um: Confia em mim, assiste!. E pra quem curte um bom drama romântico com cérebro e trilha sonora de peso, é parada obrigatória.

E você, se pudesse voltar no tempo… o que mudaria?


Lázaro Ramos brilha em O Homem que Copiava: um clássico brasileiro cheio de charme, golpe e paixão

Se você ainda não assistiu O Homem que Copiava, é hora de correr atrás do prejuízo! Lançado em 2003 e dirigido por Jorge Furtado, o filme é um daqueles tesouros do cinema nacional que mistura romance, crime e comédia com a leveza e inteligência que só um bom roteiro brasileiro consegue entregar. E pra completar, temos Lázaro Ramos em uma das atuações mais marcantes da carreira.

A história se passa em Porto Alegre e gira em torno de André, um jovem que trabalha numa copiadora, leva uma vida pacata e nutre uma paixão platônica pela vizinha Sílvia, vivida por Leandra Leal. Até aí, tudo bem. Só que o amor pode levar a gente a fazer loucuras — e no caso do André, a loucura é começar a copiar dinheiro com uma impressora caseira. A partir daí, ele se envolve em um emaranhado de mentiras, crimes e planos malucos, tudo narrado por ele mesmo, com aquele jeitinho introspectivo e cheio de imaginação.

A grande sacada do filme é o tom de fábula moderna. Jorge Furtado conseguiu transformar um romance urbano e até trágico em uma narrativa engraçada, poética e crítica, sem ser chata nem forçada. A narração em off de André convida o público a ver o mundo pela lente de um sonhador tímido que só queria ser notado — e, de quebra, mostra como a linha entre o certo e o errado pode ser borrada quando a gente ama e sonha grande.

O elenco de apoio também é de peso: Leandra Leal, Pedro Cardoso, Luana Piovani e Júlio Andrade embarcam nessa história cheia de reviravoltas e dão um show à parte. A trilha sonora, com destaque para Como um Ladrão na voz da Adriana Calcanhotto, embala perfeitamente o clima entre melancolia e esperança. E a ambientação em Porto Alegre? Um charme à parte, que dá personalidade e sotaque à trama.

Se você gosta de histórias que fogem do óbvio, com personagens complexos, planos mirabolantes e aquele toque de humor inteligente e brasileiríssimo, O Homem que Copiava é obrigatório. E por favor: da próxima vez que falar desse filme, lembre-se — o protagonista é Lázaro Ramos! E ele não só copia: ele rouba a cena inteira.

Faroeste Caboclo: o filme que transformou poesia em pólvora e sonho em realidade

Sou completamente apaixonada por essa música da Legião. Quem cresceu nos anos 90 ou 2000 provavelmente também passou noites ouvindo Faroeste Caboclo com os olhos fechados, imaginando cada cena como se fosse um filme. Pois bem… em 2013, o filme chegou, e embora não tenha sido exatamente como eu sonhei na adolescência, o resultado ficou TOP demais! Com um elenco incrível e a força absurda da canção como pano de fundo, não tinha como dar errado.

Dirigido por René Sampaio, um fã declarado da música desde os tempos de colégio, o longa faz um trabalho quase cirúrgico ao adaptar cada verso da letra. E convenhamos, não é qualquer letra — são mais de 150 versos que narram uma saga de amor, vingança, pobreza, tráfico, revolta e redenção. Com isso, o filme ganhou uma estrutura única, misturando drama, romance, ação e um certo clima de faroeste urbano, tudo isso com ares bem brasileiros.

O destaque absoluto é Fabrício Boliveira, que dá vida ao lendário João de Santo Cristo com uma entrega visceral. Sua química com Ísis Valverde, que interpreta Maria Lúcia, faz a história de amor parecer ainda mais trágica e real. E, claro, Felipe Abib como Jeremias, o vilão que a gente ama odiar, fecha o triângulo com tensão e intensidade. As atuações, somadas à direção firme de René e à trilha sonora densa, criam uma atmosfera de agonia e beleza, como só a Legião conseguiria inspirar.

Apesar da expectativa dos fãs em ouvir a música inteira durante o filme, ela aparece de forma sutil, apenas em momentos estratégicos — principalmente nos créditos finais. E isso faz sentido: o filme não queria ser um videoclipe de luxo, mas sim uma obra autônoma que respeita a música e a expande visualmente. Ainda assim, cada cena parece um verso ganhando carne, suor e bala.

Faroeste Caboclo é, acima de tudo, um tributo cinematográfico à genialidade de Renato Russo, que escreveu uma canção que mais parece um roteiro pronto para as telas. E o mais bonito? A gente que sonhou com esse filme durante anos, finalmente pôde vê-lo acontecer. É como se a adolescência tivesse sido ouvida — e homenageada — em 1h45 de pura emoção. Quem viveu esse sonho sabe: não é só cinema, é poesia com revólver na cintura.

A Dama da Lotação: A Pornochanchada Que Não Era Só Piadinha de Duplo Sentido

Se você é muito jovem, talvez nunca tenha visto A Dama da Lotação. Mas com certeza já esbarrou por aí com o nome pornochanchada — e achou que era só um monte de filme bobo com peitinho e piada de tio do churrasco. Mas não se engane, meu bem: por trás das perucas, dos closes e dos roteiros espertinhos, estava um cinema brasileiro criativo, provocador e, sim, cheio de conteúdo. E A Dama da Lotação, com a gigante Sônia Braga, é prova disso.

O filme, dirigido por Neville d’Almeida e baseado num conto de Nelson Rodrigues (sim, ele mesmo, o rei da tragédia suburbana e do incômodo literário), chegou chutando a porta da moralidade em plena ditadura militar. Mostrando uma mulher traumatizada por um casamento violento e que busca na liberdade sexual uma forma de lidar com a dor, o longa não só dividiu opiniões como lotou as salas — com mais de 6 milhões de espectadores. Isso mesmo, foi um fenômeno!

É claro que o tema é pesado, e o filme trata de dor, repressão e hipocrisia. Mas o faz com um olhar que mistura erotismo e crítica social, ousadia e poesia. O corpo da mulher ali não é só objeto: é linguagem, é revolta, é denúncia. E mesmo com toda a polêmica, A Dama da Lotação se destacou não só pelo escândalo, mas pela arte. Sônia Braga entrega uma atuação que é pura entrega e profundidade. É impossível não sentir a força da personagem mesmo nas cenas mais silenciosas.

E olha só: quando Hollywood veio com aquele 50 Tons de Cinza, cheio de Christian Grey milionário, contratos e tapinhas coreografados… a gente já tinha explorado o caos da alma humana com muito mais verdade e menos Photoshop emocional. A diferença é que aqui tinha contexto, crítica social e um toque de cordel urbano — do nosso jeitinho brasileiro, entre o trágico e o cômico. Se é pra falar de desejo e trauma, A Dama da Lotação já fez isso com coragem há mais de 40 anos.

A pornochanchada pode até ter sido vista como vulgar por críticos da época, mas foi um fenômeno cultural. Com pouca grana e muita criatividade, diretores como Reginaldo Faria, Pedro Carlos Rovai e tantos outros conseguiram atrair milhões ao cinema. Era a época em que rir, ousar e provocar se misturavam — e o público ia junto. Os filmes eram acessíveis, populares e, querendo ou não, abriram espaço para o cinema nacional sair da caixinha elitista.

Então, antes de torcer o nariz, dá uma chance. A Dama da Lotação pode surpreender. Talvez não pela estética (que envelheceu, como todo VHS), mas pela ousadia. E pelo recado claro: o desejo feminino existe, o trauma existe, e o cinema brasileiro sempre esteve pronto pra falar disso — mesmo quando o mundo ainda preferia fingir que não.


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