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Superman Legacy: O Reinício do Universo DC

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Superman Legacy é um Novo Começo para a DC

Superman Legacy é um Novo Começo para a DC – O aguardado filme Superman, dirigido por James Gunn, não é apenas mais uma adaptação do icônico herói da DC Comics. Marcado para estreia nos cinemas brasileiros em 10 de julho de 2025, a produção é o alicerce do novo DC Universe (DCU) e promove uma reinvenção audaciosa do Homem de Aço, equilibrando ação espetacular com profundidade emocional.

Com um orçamento estimado em US$ 225 milhões, o longa tem a missão de revitalizar a franquia após anos de altos e baixos no universo estendido da DC .

Um Superman Jovem e Humanizado

Diferente das versões anteriores, David Corenswet interpreta um Clark Kent por volta dos 25 anos, mais jovem que a encarnação de Henry Cavill, mas já estabelecido como repórter do Daily Planet e como o Superman. Gunn optou por não refazer a origem do personagem, focando em seu dilema central: reconciliar sua herança kryptoniana com a vida humana em Smallville, Kansas. Peter Safran, produtor do filme, descreve essa versão como a “personificação da verdade, da justiça e do jeito americano”, destacando a bondade como virtude fundamental em um mundo cínico.

A abordagem humanizada é reforçada pela dinâmica com Lois Lane (Rachel Brosnahan), apresentada como uma repórter “ferozmente inteligente” e moderna. Brosnahan consultou jornalistas reais para construir uma versão atualizada da personagem, que desafia Clark tanto profissionalmente quanto romanticamente . Já o vilão Lex Luthor (Nicholas Hoult) é retratado como um gênio científico obsessivo, inspirado em interpretações dos anos 1950 e na versão de Michael Rosenbaum em Smallville. Hoult buscou tornar o antagonista uma “ameaça crível” ao explorar seu ódio por Superman como um símbolo de poder não alinhado a suas crenças .

Inspiração nos Quadrinhos e Expansão do Mundo DC

Gunn baseou o roteiro principalmente na graphic novel All-Star Superman (2005–2008), de Grant Morrison e Frank Quitely, mas incorporou elementos de Superman for All Seasons, que explora perspectivas variadas sobre Clark Kent. Essa influência dual permite uma narrativa que mescla grandiosidade cósmica com intimidade dramática.

O filme também introduz diversos heróis da DC, sinalizando a ambição de construir um universo interconectado:

  • Mister Terrific (Edi Gathegi), um inventor ateu que “acredita na justiça”.
  • Metamorpho (Anthony Carrigan), com habilidades de transmutação corporal.
  • Guy Gardner (Nathan Fillion), um Lanterna Verde abrasivo e sem filtro.
  • Hawkgirl (Isabela Merced), uma heroína alada traumatizada por memórias de vidas passadas .
    Além disso, o Supercão Krypto aparece como um aliado fiel com poderes idênticos aos de Superman, tratado com humor e afeto – um elemento da Era de Prata dos quadrinhos jamais explorado em live-action antes .

Conflitos Éticos e Visuais Inovadores

Os trailers revelam que Superman enfrentará questões morais complexas. Em uma cena pivotal, ele intervém militarmente em Boravia, uma nação fictícia em guerra, gerando debates sobre soberania e as consequências não intencionais de suas ações. Lois Lane adverte: “Sua escolha de agir não é simples… você pode ser visto como um representante do governo dos EUA“. Essa trama ecoa temas do Universo Estendido DC (DCEU), mas Gunn os aborda sem cinismo, focando na jornada de Clark para conquistar a confiança pública.

Visualmente, o filme homenageia tradições ao mesmo tempo que inova. O Daily Planet mantém seu globo art déco, mas a Metrópolis integra elementos de Cleveland (cidade natal dos criadores do Superman) e referências modernas. O traje do herói combina o clássico com texturas realistas e a insígnia inspirada em Kingdom Come.

Expectativas e Legado

Com pré-vendas indicando estreia entre US$ 125–145 milhões nos EUA, Superman é visto como um teste crucial para o DCU de James Gunn e Peter Safran. Seu sucesso pode definir o futuro do estúdio na concorrência com a Marvel . A aposta é clara: unir espetáculo (como cenas de batalha contra kaijus) e coração (através dos dilemas de Clark e seu vínculo com Krypto), resgatando o otimismo essencial do personagem sem ignorar suas contradições.

Para Gunn, mais que lançar uma franquia, trata-se de reafirmar um ícone: “Superman é sobre esperança e gentileza em um mundo que as vê como antiquadas“. Resta ao público, a partir de julho, decidir se essa visão elevará o herói a novos patamares, ou se o legado de Krypton permanecerá terreno instável para o cinema.

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