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Mundial de Clubes 2025: o sonho antigo que começou no videogame lá em 1900 e Guaraná com rosca.

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Mundial de Clubes 2025 já existia no coração gamer desde o tempo do cartucho

O Mundial de Clubes 2025 pode até parecer novidade com esse formato grandioso de 32 times e jogos nos EUA, mas quem cresceu soprando cartucho e tomando Q-Suco já sonhava com isso lá nos tempos de International Superstar Soccer e Winning Eleven. Nessa matéria, a gente mostra como o futebol internacional já era vivido intensamente nos videogames, muito antes da FIFA organizar essa festa toda. Se prepara pra uma viagem gamer no tempo — direto da Master League até o MetLife Stadium.


O Mundial de Clubes 2025 está dando o que , cheio de craques, estádios cheios, transmissão em 4K e um formato que mais parece final de Copa do Mundo. Mas pra quem cresceu jogando futebol no videogame com gráficos quadradões, narração só na cabeça e botão travando no controle do Mega Drive, esse mundialzão aí já existia há muito tempo — e era MUITO mais democrático. A gente botava o Milan pra enfrentar o Flamengo, o Manchester contra o São Paulo, e inventava nosso próprio torneio intergaláctico, tudo isso ao som de chutes pixelados e aquela música eletrônica frenética de menu de jogo.

Antes da FIFA sonhar com 32 clubes brigando pelo topo do mundo, a gente já fazia isso em International Superstar Soccer, Winning Eleven, Pelé’s Soccer ou até naquele Futebol 3D do Windows 98 (quem lembra?). O joystick era o troféu, o sofá era o estádio e o grito de “é campeão!” ecoava na casa toda. Agora que o Mundial virou realidade nesse formato megalomaníaco, é hora de revisitar os bons tempos em que a gente criava o próprio torneio de clubes no game e ainda fazia tabelinha com o primo do lado. Sem mais delongas, vamos relembrar os clássicos e os novos jogos que etão fazendo a nossa paixão nacional nos tornar cada vez mais craques de sofá e técnicos de quaintal.


⚽ Soccer (1973): o Mundial de Clubes das cavernas do fliperama

Antes de EA Sports FC, PES, ou até do glorioso International Superstar Soccer gritar GOOOOOOOL!, existiu Soccer, da Taito. Lançado em 1973, esse ancestral digital do futebol moderno pode parecer mais primo do PONG do que do Neymar, mas foi ele quem deu o pontapé inicial no sonho de ver a bola rolando nas telinhas. Foi o primeiro jogo de futebol da história dos videogames e já estava nos fliperamas muito antes da FIFA sequer cogitar organizar um Mundial de Clubes.

O visual? Bem… digamos que era roots. Os jogadores eram representados por bastões verticais, parecendo aqueles palitinhos do pebolim com fome. Nada de chuteiras da Nike, cabelo estilizado ou estádio lotado. O campo era uma tela verde chapada e sem firula, e você controlava apenas dois bastões: um era seu atacante e o outro, o goleiro. Um esquema tipo sou tudo no time, bem brasileiro nos rachões de domingo.

Mesmo com essa simplicidade toda, o game da Taito tinha seu charme e já trazia uma ideia de competição que lembra o que a gente sente assistindo ao Mundial de Clubes 2025: marcar gol e ser o campeão. A bola até respondia diferente dependendo de onde tocasse no bastão — um embrião das físicas modernas que hoje impressionam nos jogos realistas. E olha que o bicho era competitivo: ganhava quem fizesse nove gols primeiro. Resumindo: era tiro, porrada e chute de palito.

Soccer pode não ter tido licenças, nem times famosos, mas ele foi o Pelé dos games de futebol, abrindo caminho pra tudo que veio depois. Em 1973, o sonho de ver clubes do mundo inteiro se enfrentando ainda era fantasia, mas nos fliperamas japoneses, essa fantasia já tinha forma, som (monossônico, mas tinha!) e torcida — nem que fosse só a molecada da esquina esperando a sua vez na máquina.


🕹️ Mundial de Clubes 2025? O Magnavox Odyssey já sonhava com isso… em 1972!

Muito antes do Mundial de Clubes 2025 virar realidade e encher estádios nos Estados Unidos, o futebol já dava seus primeiros passos eletrônicos — ou melhor, quadradinhos — no Magnavox Odyssey, o primeiro console doméstico da história. Em pleno 1972, o bichinho já trazia um cartucho com o jogo Hockey!/Soccer!, provando que, desde o início dos videogames, a vontade de simular um jogo entre clubes era real. Era como se o futebol virtual já fizesse parte do DNA gamer.

A jogabilidade? Uma obra-prima da abstração. Nada de Messi, Haaland ou grama 3D. Os jogadores eram pontos quadrados na tela. A bola? Outro ponto. O campo? Bem… dependia de você colar um plástico colorido (overlay) na sua televisão! Isso mesmo: o Odyssey usava películas de vinil transparente com desenhos de campo, trave e torcida, que você grudava direto na tela da TV. Sem isso, era só uma guerra silenciosa entre pixels perdidos numa tela preta e branca.

E quando eu digo silenciosa, é literal: o Odyssey não tinha som. Zero. Nenhum. E também não tinha placar. Os jogadores tinham que anotar o resultado na mão, com caderno e caneta do lado do controle. Era quase uma mistura de futebol digital com RPG de mesa — a diversão vinha da imaginação e da vontade de ver o esporte ganhar vida ali, com o mínimo de recursos possíveis. E mesmo assim, era mágico.

No fim das contas, Hockey!/Soccer! não era exatamente uma simulação fiel do esporte, mas funcionava como uma sementinha plantada no coração gamer. A ideia de competir, de fazer gols, de imaginar que você era o craque do seu time — tudo isso já estava ali, ainda que com uma tecnologia que hoje pareceria saída da Idade da Pedra. Se o Mundial de Clubes 2025 representa a era da realidade virtual no futebol, o Odyssey era a era da realidade imaginada.


🎮 Mundial de Clubes 2025? A EA Sports já previa esse hype desde 1993

A EA Sports já estava pavimentando o caminho para a simulação perfeita do futebol digital com o lançamento de FIFA International Soccer em 1993. Esse jogo foi um chute certeiro rumo à revolução: em vez de mostrar o campo por cima ou de lado, como os games da época faziam, a EA trouxe a perspectiva isométrica, que mudaria tudo. Foi ali que o futebol virtual deixou de ser apenas diversão arcade e passou a flertar com o realismo.

Essa visão 3D disfarçada dava profundidade ao gramado, movimentação convincente aos jogadores e deixava a gente com a sensação de estar realmente no controle de uma partida. E não parou por aí: os gráficos eram refinados, os sons das torcidas davam um clima de final de campeonato, e os movimentos — para os padrões de 1993 — eram uma revolução. Era como se o futebol que a gente criava na imaginação com bastões e pixels agora tivesse corpo, cor e personalidade.

A franquia cresceu rápido e logo lançou títulos marcantes como o FIFA 95, que refinou a fórmula e cravou a visão isométrica como padrão da série. Mas foi com o FIFA 98: Road to World Cup que a EA ganhou o mundo: times licenciados, modo eliminatórias, todos os países da FIFA disponíveis, narração, torcida, gráficos 3D e até a trilha sonora icônica com Song 2 do Blur. Quem jogava isso sentia que estava disputando uma Copa — e sonhando com o tal Mundial entre clubes que ainda não existia, mas que o game já permitia imaginar.

O mais incrível é que esse desejo de viver a experiência de um Mundial de Clubes já estava nos consoles muito antes da FIFA oficializar o torneio em grande escala. A EA Sports entendeu cedo que o torcedor queria mais do que um amistoso: queria levantar taça, vencer campeonatos e escrever a própria história digital. Em 2025, o futebol real só está alcançando um sonho que os games já viviam há décadas.


⚽ Mundial de Clubes 2025? Eu só queria meu Actua Soccer e a galera suada da rua em casa!

Actua Soccer (1995) talvez não seja o mais citado quando se fala em clássicos do futebol digital, mas pra mim ele é memória pura. Nunca fui das peladas digitais — meu coração sempre esteve nos socos do Mortal Kombat ou nos hadoukens de Street Fighter — mas foi só ver a tela de abertura desse jogo que eu já fui transportada direto pra minha adolescência. Era meu irmão chegando com uma tropa de meninos da rua, tudo suado, gritando, rindo, cuspindo no copo de guaraná e passando pro próximo como se fosse isotônico comunitário. Ah, anos 90… que época!

O jogo foi um marco: totalmente em 3D, com jogadores poligonais, ângulos de câmera estilosos e até narrador britânico de verdade (Barry Davies, chiquérrimo). E o mais doido: os movimentos eram capturados de jogadores reais — algo que, pra época, parecia coisa de filme futurista. O FIFA ainda tava com o pezinho no 2D e o Actua já tava botando jogador pra correr em três dimensões, com câmera girando e tudo. Era como se a TV tivesse engolido um fliperama.

A jogabilidade era meio esquisita? Era. Os botões pareciam embaralhados e a inteligência artificial às vezes se achava mais esperta que a gente. Mas quem ligava? O foco era a bagunça, a gritaria, a zoeira e o orgulho de ver um jogo que parecia de verdade rodando ali no PlayStation ou no PC velho com monitor de tubo. O Actua Soccer não precisava ser perfeito — ele só precisava juntar a galera, e nisso ele foi campeão do bairro, do mundo, da galáxia.

Mesmo sem licenças da FIFA, sem times brasileiros certinhos, e com gráficos que hoje parecem feitos de papel machê, o Actua Soccer (1995) é parte do DNA gamer de quem cresceu na década de ouro da gambiarra feliz. Talvez o Mundial de Clubes 2025 seja o auge do futebol moderno… mas em 1995, bastava uma TV 29, o Actua rodando, e uma sala lotada de meninos gritando toca logo, doido! pra gente sentir que já tava na final.

⚽ Mundial de Clubes 2025? Nos anos 2000 a treta era FIFA contra Winning Eleven na locadora!


Os anos 2000 já estavam pegando fogo no mundo dos games com uma rivalidade digna de final de campeonato: FIFA vs. Winning Eleven/PES. Foi nessa década que os jogos de futebol realmente deixaram de ser brincadeira de criança e passaram a simular o esporte com um realismo impressionante. A tecnologia dos consoles como PlayStation 2, Xbox, e depois PS3 e Xbox 360, trouxe gráficos de cair o queixo, sons de estádio arrepiantes e uma jogabilidade que fazia qualquer um gritar é pênalti, juiz!

De um lado, a EA Sports refinava o FIFA com licenças oficiais, menus bonitos e trilhas sonoras internacionais que grudavam na cabeça. Do outro, a Konami lançava o Winning Eleven, ou Pro Evolution Soccer (PES), com jogabilidade simplesmente viciante. Era como jogar futebol de verdade, só que com polegares afiados. O modo Master League virou obsessão: montar seu time, contratar jogador fictício com nome estranho, ganhar a segunda divisão e dominar o mundo era quase uma religião gamer. E quem nunca jogou um PES 6 na locadora com Ronaldinho do lado e o primo do outro, que atire o primeiro controle.

Mesmo com nomes genéricos tipo Man Red em vez de Manchester United, e camisas que pareciam do uniforme da escola, o PES conquistava pelo gameplay. Era a física da bola, a IA dos goleiros, os chutes colocados com curva, os carrinhos que davam medo real de tomar cartão. As partidas tinham emoção, tática e improviso. Já o FIFA, nessa época, ainda buscava o equilíbrio entre realismo e diversão, mas perdia no feeling da jogada. Era tipo aquele time bonito no papel, mas que não dava liga em campo.

O auge? Provavelmente entre PES 4, 5 e 6 — verdadeiras lendas do PS2 e Xbox clássico. As partidas noturnas na casa do amigo, as zoeiras, os gritos, os controles com botão afundado… tudo isso criou um ambiente que nenhum Mundial oficial podia superar. Talvez o Mundial de Clubes 2025 seja um espetáculo tecnológico, mas foi ali, no tapete da sala e no memory card compartilhado, que a verdadeira paixão digital pelo futebol nasceu pra uma geração inteira.


⚽ Mundial de Clubes 2025? No mundo dos games, a final continua: EA Sports FC vs eFootball

Mesmo com o brilho do Mundial de Clubes 2025 e as superproduções do futebol moderno, a rivalidade digital entre EA e Konami continua firme — só que de cara nova. A antiga batalha entre FIFA e PES evoluiu para um novo capítulo: EA Sports FC vs eFootball. E se antes era uma guerra de locadora, hoje ela se desenrola online, com milhões de jogadores montando times, disputando torneios e atualizando seus elencos sem sair do sofá.

De um lado, a EA Sports deu adeus à parceria com a FIFA após quase 30 anos e lançou, em 2023, o EA Sports FC 24, abrindo uma nova fase para a franquia. O jogo manteve o que tinha de melhor: licenciamento oficial, gráficos ultrarrealistas, e o famoso modo Ultimate Team, onde os jogadores montam seus próprios esquadrões dos sonhos. Com tecnologias como o Hypermotion, que captura movimentos reais de partidas para aplicar nos jogadores virtuais, o FC 25 busca entregar não só um jogo, mas uma experiência quase cinematográfica — como se o usuário estivesse assistindo a um jogo na TV em 4K.

A EA também vem apostando em inovações sociais, como o modo Clubs (ex-Pro Clubs), a inclusão de futebol feminino em mais modos, e a estreia do modo 5v5 Rush, mais dinâmico e casual. Tudo isso cria uma plataforma vibrante, sempre conectada, que se expande como um universo futebolístico digital completo — uma espécie de Mundial de Clubes interativo e diário.

Do outro lado, a Konami radicalizou: em 2021, aposentou oficialmente o nome PES e transformou sua franquia em eFootball, agora com modelo free-to-play. A ideia era atrair um público global oferecendo acesso gratuito e atualizações constantes em vez de novos títulos anuais. Apesar de enfrentar uma recepção difícil no início — com gráficos criticados e bugs hilários —, o eFootball manteve sua alma: jogabilidade tática, física da bola refinada e partidas online competitivas, tudo sem cobrar um centavo do jogador.

A rivalidade, claro, mudou de tom. Hoje, não é mais sobre quem tinha o Ronaldinho mais parecido, mas sobre quem oferece mais conteúdo, realismo e jogabilidade consistente. O EA Sports FC reina em autenticidade e produção cinematográfica; o eFootball batalha com uma proposta acessível, mais focada na essência do futebol jogado. No fim das contas, o espírito daquela disputa dos anos 2000 ainda vive — agora com novos nomes, novas plataformas, mas com o mesmo coração gamer que pulsa forte a cada gol marcado no controle.

🕹️ E por hoje é só, pessoal…

Dos palitinhos do Odyssey até os gramados digitais em 4K do EA Sports FC 25, passando por PES, Actua Soccer e tardes suadas de refrigerante compartilhado, o futebol nos videogames sempre foi muito mais do que apenas pixels e controles. Foi reunião de amigos, briga de irmãos, campeonato na sala e Mundial inventado na cabeça — antes mesmo da FIFA colocar 32 clubes pra brigar de verdade.

O Mundial de Clubes 2025 pode ser a cereja no topo do futebol moderno, mas quem viveu a magia de montar time no Master League com jogadores genéricos ou fazer gol de bicicleta no PES 6 sabe que a verdadeira final sempre foi jogada no tapete da sala, com torcida improvisada e controle com fio.

E agora a bola tá com você, torcedor raiz!
Qual foi o jogo de futebol que mais marcou sua vida gamer?
Você era #TeamFIFA ou #TeamPES? Ou era do time do só assisto meu irmão jogar?
Conta pra gente nos comentários e bora reviver essas histórias que fazem parte da nossa memória afetiva gamer. Porque, no fim das contas, não importa o gráfico — o que vale mesmo é o gol na alma.

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