Para muitos, a ideia de que os jogos mobile são uma alternativa mais barata aos títulos de console é um senso comum. No entanto, uma análise recente sugere que essa percepção pode não corresponder totalmente à realidade. Bertel King, jornalista do site How to Geek, ao refletir sobre seus gastos com jogos após adquirir um Nintendo Switch 2, notou uma similaridade nos custos em todas as plataformas, desafiando a premissa inicial de economia no mobile.
A questão central, conforme apontado, não reside apenas no preço de tabela dos jogos. Embora títulos como Morphite possam custar US$ 8 na Play Store e US$ 15 no Nintendo eShop ou Steam, a dinâmica de vendas em consoles e PCs muda o cenário. Frequentemente, os preços de jogos digitais para essas plataformas são drasticamente reduzidos em promoções, atingindo valores comparáveis ou até menores que suas versões mobile. King exemplifica isso com jogos como Figment 1 & 2 e The Forest Quartet, adquiridos por valores mais baixos no Switch 2 durante liquidações em relação às suas versões para dispositivos móveis.

A verdadeira distinção de custos parece estar no tipo de jogo. Jogos independentes tendem a ser acessíveis em todas as plataformas, especialmente em promoção. Contudo, são os títulos “AA” e “AAA”, mais comuns em consoles e PCs, e raramente portados para dispositivos móveis, que elevam significativamente o investimento em jogos nessas plataformas. King cita Mario Kart World (US$ 80), Kunitsu-Gami: Path of the Goddess (US$ 40) e Donkey Kong Banaza” (US$ 70) no Switch 2 como exemplos de gastos que superam o valor de dezenas de jogos Android.
Em conclusão, a análise sugere que a economia no universo dos jogos não está atrelada à plataforma em si, mas sim às escolhas de títulos. Não é onde se joga, mas o que se joga que determina o impacto financeiro para o consumidor.
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