Novo Resident Evil é uma Carta de Amor
Novo Resident Evil é uma Carta de Amor – A franquia Resident Evil sempre foi sinônimo de tensão, sustos e narrativas sombrias envolvendo laboratórios secretos e corporações misteriosas. Mas agora, a Capcom quer testar algo completamente diferente. Resident Evil: Survival Unit chega como um jogo de estratégia em tempo real, desenvolvido em parceria com a JOYCITY e a Aniplex, prometendo revisitar o legado da série sob uma perspectiva inusitada.
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Desta vez, o jogador não estará apenas fugindo de zumbis em corredores estreitos. Em vez disso, terá de construir bases, gerenciar recursos e comandar unidades de personagens clássicos da franquia, como parte de uma narrativa que mescla ação e planejamento. É um salto ousado e, segundo o portal Polygon, um movimento totalmente voltado para o “fan service”.
Nostalgia em cada detalhe
Segundo a prévia publicada pelo Polygon, Resident Evil: Survival Unit é “uma carta de amor aos fãs de longa data”. O jogo promete trazer locações icônicas, personagens históricos e eventos paralelos aos grandes marcos da cronologia oficial.
Imagine reencontrar Jill Valentine e Leon S. Kennedy em missões conjuntas, reconstruindo bases táticas em meio a cidades devastadas por vírus biológicos. Essa é a proposta: usar a familiaridade do universo Resident Evil para dar nova vida ao gênero de estratégia.

O conceito de Survival Unit gira em torno de planejamento e sobrevivência, onde o jogador organiza esquadrões, fortifica bases e enfrenta hordas de inimigos em batalhas estratégicas. O diferencial está na presença de personagens conhecidos uma mistura entre nostalgia e novas possibilidades.
O retorno dos clássicos com uma nova roupagem
Para os veteranos da franquia, o apelo é imediato. A Capcom parece entender que Resident Evil não é apenas sobre zumbis, mas sobre memórias de personagens que moldaram o gênero de terror moderno nos games.
O jogo promete revisitar momentos e locais emblemáticos, como a Mansão Spencer, Raccoon City e o laboratório subterrâneo da Umbrella, tudo reinterpretado em estilo tático. As cutscenes trarão interações inéditas entre protagonistas de diferentes gerações, algo que sempre fascinou os fãs em teorias e fanfics.
É, em essência, um produto desenhado para quem cresceu acompanhando a saga e quer reviver suas emoções sob um novo formato.
O desafio de equilibrar nostalgia e inovação
Apesar de toda a empolgação, há também um desafio claro: como equilibrar o fan service com uma experiência sólida de jogo?
Historicamente, Resident Evil é uma franquia que oscila entre inovação e tradição. Sempre que se arriscou fora do gênero principal, como com Umbrella Corps ou Resistance, recebeu reações mistas. Dessa vez, porém, o cenário parece mais promissor.

A JOYCITY, responsável pela co-produção, tem experiência em jogos de estratégia mobile, o que indica um cuidado técnico maior. Ainda assim, o público permanece cauteloso. A comunidade teme que o título caia na armadilha das microtransações excessivas, um problema recorrente em jogos do gênero para celulares.
Se o equilíbrio for bem administrado, Survival Unit pode se tornar um marco. Mas, se exagerar na monetização, corre o risco de ser lembrado apenas como um “experimento de marketing”.
O que dizem os fãs
Nas redes sociais, o sentimento é uma mistura de curiosidade e nostalgia. Fãs de longa data destacam a empolgação em ver personagens clássicos juntos novamente. “Se tiver Jill, Leon e Claire na mesma equipe, já ganhou meu coração”, escreveu um usuário no X (antigo Twitter).
Outros, porém, preferem esperar. “A Capcom é mestre em nos empolgar com trailers incríveis, mas o que importa é o gameplay”, comentou outro.
Essa divisão reflete uma verdade sobre a comunidade Resident Evil: ela é apaixonada, mas também exigente. O carinho pelo universo é enorme e qualquer tentativa de explorar esse amor precisa ser feita com respeito e profundidade.
O legado que continua
Com mais de 25 anos de história, Resident Evil se tornou um dos maiores fenômenos da indústria dos games. E Survival Unit chega justamente para celebrar esse legado, transportando o terror e a estratégia para novas plataformas.
A Capcom aposta em algo que, se bem executado, pode ampliar o alcance da franquia. Afinal, levar o horror e a tática para dispositivos móveis é também uma forma de conquistar novas gerações, sem perder quem esteve lá desde o início, explorando cada corredor escuro da mansão de 1996.

Em outras palavras, Resident Evil: Survival Unit parece menos um spin-off e mais uma homenagem. Uma tentativa de conectar o passado e o presente por meio da nostalgia, mas também de uma nova forma de jogar.
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