Hades 2 Não Merece o GOTY
Hades 2 Não Merece o GOTY – Hades II (ou Hades 2) é a sequência do aclamado roguelike Hades (2020), desenvolvido e publicado pela Supergiant Games, estúdio independente americano fundado em 2009 por Amir Rao e Gavin Simon.
Trailer
Geral
Nele, você controla Melinoë, filha de Hades e irmã de Zagreus, a princesa imortal do Submundo, que usa feitiçaria sombria para batalhar contra o Titã do Tempo, Cronos, em um mundo mítico grego expandido, com combate rápido, progressão roguelike, diálogos afiados e alta rejogabilidade.
Lançado em acesso antecipado em maio de 2024 para PC, o jogo atingiu a versão 1.0 completa em 25 de setembro de 2025, também para Nintendo Switch e Switch 2 (exclusividade temporária de consoles), com ports para PS5 e Xbox planejados para depois.

Greg Kasavin atuou como diretor criativo e roteirista, liderando o design narrativo e de gameplay, como nos títulos anteriores da Supergiant (artista Jen Zee é diretora de arte, e Amir Rao é diretor do estúdio).
No Metacritic, exibe notas altíssimas: 94/100 geral (baseado em ~30 críticas), 95-96 no PC, 95 no Switch e 94 no Switch 2 — superando o original (93) e tornando-se um dos jogos mais bem avaliados de 2025.
Gameplay
A gameplay de Hades 2 mantém o núcleo roguelike do original, mas evolui para um combate mais tático e complexo, com Melinoë como protagonista — uma feiticeira que usa ataques básicos, especiais, Omega moves (versões carregadas que consomem Magick, o novo recurso de mana), Cast (agora essencial para controle de multidões, como congelar ou puxar inimigos) e Sprint (segurar dash para movimento contínuo, em vez de spam de dash como em Hades 1).
Você seleciona uma das seis Armas Noturnas no hub Crossroads (Staff, Blades, Axe, Flames, Skull e uma sexta desbloqueável), cada uma com Ataque (rápido), Especial (lento/poderoso), Omega versions e Aspects (upgrades que alteram movesets, como projéteis extras ou invulnerabilidade).

Boons dos deuses (Zeus/Blitz, Poseidon/Wave, Aphrodite/Weak, Hestia/Scorch, etc., mais novos como Apollo/Nova e Hera) modificam ataques com efeitos elementais, status e duos/legendários sinérgicos — priorize core boons cedo para builds explosivas, como Hestia em armas rápidas ou Zeus em lentas.
No hub, Arcana Cards (25 no total, custo Grasp via Psyche) dão passivas permanentes como +Death Defiance ou regen Magick; Incantations no Cauldron desbloqueiam ferramentas de coleta, aspects e upgrades; Fear (novo Heat) adiciona modificadores para desafio; duas rotas (Submundo e Superfície) com bosses como Hecate, Cerberus e Chronos exigem adaptação.
Runs duram 20-40min, com alta rejogabilidade: falhas alimentam progressão meta (recursos para upgrades), diálogos reagem a builds/mortes, e o combate premia posicionamento, gerenciamento de Magick e CC via Cast/Omega, superando o “dash spam” do primeiro para algo mais estratégico.
Qual o Problema?
Na minha experiência com o game, eu encontrei um problema que me fez deixar o jogo de lado, a repetibilidade. Este quesito torna tudo mais pesado com o passar do tempo, fazendo com que todos o seu desenvolvimento na última run, se torne praticamente nulo, com melhor ou pior desenvolvimento, o gamer terá que passar pelos mesmos desafios e Boss, tornando a aventura árdua e stressante.

Sim, eu entendo, que está é uma ideia conceitual do gênero Roguelike, todavia, em alguns são apresentado portais para irmos a determinados locais, o que auxiliaria em muito a progressão.
Ao meu ver, Hades 2 tem uma ideia similar ao conceito de muitos jogos da era 8 bits, a dificuldade artificial para dar a impressão de um título extenso, mas na verdade ele só é difícil e repetitivo.
Vale a Pena?
Não há como negar, Hades 2 é um jogo memorável, todavia, tropeça nas próprias pernas. Sua gameplay, estilo gráfico e dinâmica trazem ótimas percepções a obra, mas, sua repetibilidade tratada com romantismo, atrapalha todo o conjunto da obra.
A aventura vale a pena, mas o hype, ao meu ver não. Ele fica muito atrás da proposta de progressão apresentada por outros concorrentes ao GOTY, especialmente Exepedition 33 e Silksong. Este último citado, também tem um nível considerável de dificuldade, mas é algo que leva o usuário a uma visível progressão e não a uma sensação de evolução passando sempre pelos mesmos obstáculos.
Ou seja, a diversão é trocada pela repetibilidade forçada, algo que aguça uns, mas a mim trouxe desagrado e desapontamento, e por isso e acho que – Hades 2 Não Merece o GOTY.

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