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CCXP 2025: O Guia Nostálgico para os Fãs de Supernatural e Game of Thrones

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CCXP 2025: 3 Jogos Retrô que Você Precisa Jogar Antes dos Painéis Históricos

Todo mundo só fala da CCXP 2025 e das filas gigantescas para ver os astros de Supernatural e O Cavaleiro dos Sete Reinos. Mas enquanto você espera na fila (ou no hype de casa), que tal aquecer os motores revisitando o passado dessas lendas? Na coluna retrô de hoje, separamos os clássicos esquecidos que deram origem a esse fanatismo todo.

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Olha, eu sou do tempo em que hype a gente chamava de ansiedade na porta da banca de jornal esperando a revista chegar, e spoiler era só aquele amigo sem noção contando o final do filme na fila da locadora. Mas confesso que ver a movimentação para a CCXP 2025 tem mexido com meu coração veterano (e com a minha coluna lombar também, porque encarar fila hoje em dia exige preparo físico de Cavaleiro do Zodíaco!). É fascinante ver como o mundo geek dominou o planeta, mas o mais curioso dessa edição é notar que, no fim das contas, a moda agora é olhar para trás.

E não estou falando só da nostalgia 8 bits que a gente ama aqui na coluna. A grande briga por ingressos deste ano é para ver os meninos de Supernatural comemorando 20 anos de estrada — sim, VINTE anos, o que faz a gente perceber que o tempo passou voando enquanto a gente caçava monstros e shippava casais impossíveis em fóruns de internet discada. Junte isso aos 90 anos do mestre Mauricio de Sousa, o homem que basicamente ensinou todo brasileiro da minha geração a ler, e temos uma CCXP que parece um abraço quentinho no nosso passado. Então, prepare o Dorflex, a garrafinha de água e vem comigo, porque antes desse glamour todo em 4K, a gente já era feliz com muito menos polígonos!

Supernatural na CCXP 2025: 20 Anos de Estrada, Sal Grosso e Aquela Nostalgia que Fã Raiz Não Esquece

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Parece que foi ontem que a gente ligava o computador de tubo, entrava em fóruns duvidosos e esperava horas para baixar um episódio em 240p, rezando para a legenda vir sincronizada. Mas a verdade é que lá se vão 20 anos desde que Sam e Dean entraram naquele Impala 67 e mudaram a nossa vida. Ver Jensen Ackles, Jared Padalecki e Misha Collins confirmados no palco Thunder da CCXP não é só um meet & greet, é a validação de uma era. Para quem acompanhou a série quando ela ainda era chamada de Sobrenatural na TV aberta de madrugada, ver esse trio reunido no Brasil é como reencontrar velhos amigos de escola que sobreviveram ao apocalipse (várias vezes, inclusive).

Mas vamos falar a verdade entre nós, nerds da velha guarda: Supernatural é um fenômeno curioso porque sobreviveu esse tempo todo sem nunca ter tido aquele jogão oficial que a gente sonhava. Enquanto a geração de hoje joga The Witcher para se sentir um caçador, a gente improvisava. A experiência gamer de Supernatural nos anos 2000 era puramente baseada em mods feitos por fãs. Quem nunca baixou uma skin do Dean para colocar no GTA: San Andreas ou tentou recriar o Impala no Need for Speed que atire a primeira pedra de sal. A gente criava nosso próprio universo porque a indústria ignorava o potencial absurdo dessa franquia.

E já que essa coluna é sobre escavar pérolas do passado, não posso deixar de citar o momento em que a série tentou flertar com o meu outro vício: animes. Vocês lembram de Supernatural: The Animation? Lançado lá em 2011 pelo lendário estúdio Madhouse (o mesmo de Death Note e One Punch Man), foi uma tentativa ousada e esteticamente incrível de transformar as caçadas em desenho japonês. Jared e Jensen dublaram os personagens em inglês na maioria dos episódios, e ver o Dean com traços de anime, fazendo expressões exageradas típicas do gênero, é algo que envelheceu como um vinho curioso — meio estranho, mas delicioso para quem curte as duas mídias.

Essa reunião na CCXP também traz à tona o quanto a dinâmica de fandom mudou. Hoje em dia, tudo é imediato no Twitter/X, mas a base de fãs de Supernatural foi forjada no fogo das fanfics longuíssimas e nas teorias de conspiração do Orkut. A gente analisava cada frame, cada olhar, cada música de rock clássico que tocava no rádio. O fato de a série ter durado 15 temporadas é prova de que, muito antes dos algoritmos mandarem no que assistimos, a paixão dos fãs (nós, as supernáticas e agregados) já tinha o poder de salvar uma série do cancelamento. Eles nos devem essa visita, e nós devemos a eles nossa audiência fiel.

Então, se você estiver lá no meio da multidão gritando quando começar a tocar Carry On Wayward Son, lembre-se: você não está apenas celebrando uma série de TV. Você está celebrando as noites em claro, as amizades virtuais que viraram reais e aquela sensação única de pertencer a algo maior. Ver os Winchesters no palco em 2025 é a prova de que, no fim das contas, a gente nunca deixou de acreditar. E se o apocalipse vier (de novo), pelo menos estaremos todos juntos, com nossos ingressos na mão e o porta-malas cheio.

O Cavaleiro dos Sete Reinos na CCXP: A Volta da Fantasia Raiz e os RPGs que Nos Prepararam para Westeros

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Se tem uma coisa que a gente, que cresceu jogando RPG de mesa com papel e caneta (e comendo salgadinho de isopor), entende bem, é a estrutura de O Cavaleiro dos Sete Reinos. Enquanto todo mundo na CCXP vai se acotovelar para ver o elenco dessa nova série derivada de Game of Thrones, meu olhar de veterana brilha por um motivo diferente: a premissa é pura essência de jogo de aventura clássico. Diferente das intrigas palacianas complexas da série original, aqui temos Dunk, um cavaleiro andante, e Egg, seu escudeiro, rodando o mundo e aceitando missões. Fala sério, isso não soa exatamente como o início de qualquer campanha de D&D ou aquele jogo de SNES que a gente alugava na sexta-feira?

A expectativa para esse painel da HBO é gigantesca porque promete trazer de volta a escala humana da fantasia. E isso ativa na minha memória afetiva as lembranças de Dragon Age: Origins. Eu sei, eu sei, 2009 nem parece tão longe assim para alguns, mas no tempo da internet isso é pré-história! Aquele jogo da BioWare capturou a sujeira, a política e o sangue nos olhos de Westeros muito antes da série de TV virar febre mundial. Quem jogou sabe: tomar decisões difíceis que afetavam o final do jogo era o nosso Casamento Vermelho particular. A gente sofria na frente do monitor de tubo, torcendo para o PC não travar no meio da cutscene.

E já que o assunto é Cavaleiro Andante, é impossível não sentir uma pontada de nostalgia pelos clássicos beat ‘em ups medievais como Golden Axe ou os RPGs isométricos como Baldur’s Gate (os originais, do final dos anos 90, não o novo bonitão de agora!). A dinâmica de Dunk e Egg é a mesma de quando você e seu irmão se juntavam no sofá: um tanque para aguentar a porrada e um mago ou ladino para resolver os problemas técnicos. A série promete focar na jornada, na estrada de terra batida, e isso é música para os ouvidos de quem gastou horas grindando nível em florestas virtuais pixeladas.

O que eu espero ver nesse painel da CCXP — além de um trailer que faça a gente arrepiar — é se eles vão conseguir capturar essa magia da side quest. Na nossa época, não precisávamos de dragões CGI custando milhões de dólares a cada segundo; a gente precisava de uma boa história e um sistema de batalha que não fosse injusto (tá, às vezes era). George R.R. Martin, no fundo, é um Mestre de RPG sádico que a gente ama odiar, e ver essa obra menor e mais intimista ganhando a tela grande é a prova de que as histórias de começo de carreira, nível 1, ainda têm muito poder.

Então, enquanto a garotada discute teorias complexas sobre a linhagem Targaryen no Twitter, eu sugiro que você tire a poeira do seu console antigo ou emulador. Jogue um Chrono Trigger (pela amizade), um Final Fantasy Tactics (pela política) ou um Skyrim (pela exploração). Eles foram o nosso treinamento. Quando a série estrear, nós, nerds de 40+, estaremos assistindo com aquele sorriso de canto de boca, pensando: Eu já vivi essa aventura antes, só que segurando um controle com fio e assoprando a fita para funcionar.

Mauricio de Sousa 90 Anos: O Verdadeiro Super-Herói Brasileiro e as Fitas que Alugamos Mil Vezes

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No meio de tantos astros internacionais, efeitos especiais de Hollywood e estandes milionários, o coração da CCXP 2025 vai bater mais forte por um motivo puramente nosso, tupiniquim, com cheiro de gibi novo. Celebrar os 90 anos de Mauricio de Sousa é, para a nossa geração, muito mais do que uma homenagem; é um obrigado coletivo. Antes de sabermos o que era um X-Men ou um Vingador, a gente já sabia quem era a Mônica, o Cebolinha e o Cascão. Eles foram nossos primeiros amigos de papel, os responsáveis por nos alfabetizar (muitas vezes antes da escola!) e por nos ensinar que ter dentes grandes ou trocar letras não era defeito, era charme.

E como essa coluna é sobre a nossa arqueologia gamer, eu preciso exaltar o fato de que a Turma da Mônica nos deu um dos maiores presentes da era 8-bits: Mônica no Castelo do Dragão. Eu sei, eu sei, tecnicamente era um hack de Wonder Boy in Monster Land. A Tectoy pegou o jogo original, trocou os sprites e boom: mágica brasileira. Mas na nossa cabeça de criança, aquilo era NOSSO. Ver a Mônica dando coelhada em monstros na TV de tubo da sala era a coisa mais empoderadora que existia. Quem precisava de espada laser quando se tinha um Sansão azul encardido?

A genialidade de Mauricio não parou nas bancas. Ele entendeu, muito antes de qualquer conglomerado de mídia gringo, que seus personagens precisavam estar onde as crianças estavam. O jogo Turma da Mônica em: O Resgate (o famoso Wonder Boy III modificado) é, até hoje, considerado por muitos (inclusive esta colunista que vos fala) superior ao original japonês. Por quê? Porque salvar a Mônica que foi raptada (sim, o jogo invertia os papéis e a gente jogava com a Turma para resgatar a Dentuça) tinha um peso emocional que nenhum cavaleiro genérico conseguiria transmitir. Era a nossa turminha ali, pixelada, colorida e desafiadora.

Ver o Mauricio subir ao palco Thunder aos 90 anos vai ser aquele momento em que o pavilhão inteiro, do cosplayer de Cyberpunk ao colecionador de Action Figures de luxo, vai parar para aplaudir de pé. Ele é o nosso Stan Lee, o nosso Walt Disney, mas com a vantagem de que ele entende a nossa alma brasileira como ninguém. Ele criou o Horácio para falar de si mesmo, e acabou falando de todos nós: pequenos dinossauros tentando achar seu lugar no mundo, filosofando sobre a vida e procurando alfaces.

Então, prepare o lenço. Essa homenagem não é só sobre o criador, é sobre a criatura que nós nos tornamos graças a ele. Se hoje eu escrevo sobre cultura pop, se hoje você lê sobre heróis e vilões, é porque lá atrás, sentados no chão da sala ou na biblioteca da escola, abrimos uma revistinha e lemos um PLOC!, CABRUM! ou SMACK!. Mauricio de Sousa nos ensinou a sonhar colorido. E não existe gráfico de última geração, Ray Tracing ou 4K que supere a resolução infinita da nossa imaginação de criança. Parabéns, Mestre. E obrigado por tudo.

E por hoje é só, pessoal

Se tem uma coisa que essa CCXP 2025 provou é que o geek raiz venceu — e ainda está de pé, mesmo depois de anos carregando mochila pesada, encarando filas de 3 horas e pagando caro em refrigerante quente de pavilhão! Supernatural completando 20 anos, Game of Thrones voltando às origens com O Cavaleiro dos Sete Reinos, Mauricio de Sousa soprando 90 velinhas… é praticamente um portal do tempo nerd sendo aberto no meio do Expo São Paulo. Quem viveu a era do download em 240p, da fita que a gente assoprava e do gibi que saía da banca embrulhado no jornal, sabe: essa edição não é só um evento. É reencontro, é catarse, é terapia coletiva de fandom.

Então já separa a garrafinha de água, o Dorflex e o tênis confortável, porque 2025 não vai perdoar ninguém que deixar pra depois! Marca o amigo que dividia o controle do Super Nintendo com você, manda esse post praquele primo que sabe todas as temporadas de Supernatural de cor e já vai aquecendo os dedos pra gritar no painel do Thunder. A CCXP 2025 promete ser histórica — e você não vai querer assistir esse episódio só pelos stories dos outros, né? Vem comigo, porque esse ano a nostalgia vai pegar fogo! 🔥🎮

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