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10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs

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Dragon Ball é mais do que um mangá ou um anime: é um fenômeno cultural que atravessa gerações, fronteiras e mídias. Criada por Akira Toriyama, a obra se consolidou como um dos pilares da cultura pop mundial, influenciando desde artistas e roteiristas até a forma como Shonen são construídos até hoje. Mas quando o material oficial chegou ao fim — ou deixou lacunas narrativas — algo curioso aconteceu: os próprios fãs decidiram continuar essa história.

É nesse ponto que surgem algumas das 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs mais importantes já criadas. Obras que não são canônicas, mas que carregam paixão, estudo profundo do universo original e, em alguns casos, impacto real dentro da própria indústria. Antes de mergulhar em cada uma delas, é fundamental entender o conceito que sustenta grande parte dessas produções.


Dragon Ball além do cânone: o poder dos doujinshi

Dragon Ball além do cânone: o poder dos doujinshi

O termo doujinshi (同人誌) se refere a obras independentes criadas fora do circuito editorial tradicional japonês. Diferente do que muitos imaginam no Ocidente, doujinshi não significa apenas paródia ou conteúdo amador: trata-se de uma vertente essencial da cultura criativa japonesa. Muitos autores profissionais começaram suas carreiras produzindo doujinshi, seja com histórias originais, seja reinterpretando universos consagrados.

No caso de Dragon Ball, os doujinshi surgiram como resposta direta à ausência de novas histórias oficiais em determinados períodos. Fãs-artistas e roteiristas passaram a criar continuações, universos alternativos, prequelas e “e se?” narrativos, sempre partindo de um profundo respeito pela obra de Toriyama. Algumas dessas produções alcançaram tamanha relevância que influenciaram debates, tendências visuais e até decisões criativas no material oficial anos depois.

As 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs que você verá a seguir não são apenas fanfics soltas. Elas representam diferentes momentos do fandom, diferentes propostas narrativas e, principalmente, a prova de que Dragon Ball é um universo vivo — mantido também por sua comunidade.


1. Dragon Ball AF — o mito que nasceu do vazio

1. Dragon Ball AF — o mito que nasceu do vazio

Poucas histórias feitas por fãs alcançaram o status quase lendário de Dragon Ball AF. Surgida no período posterior ao fim de Dragon Ball GT, a saga nasceu em meio a um verdadeiro deserto de informações oficiais. Revistas especializadas japonesas e internacionais, como a V-Jump e publicações europeias focadas em anime, passaram a alimentar rumores e especulações sobre uma suposta continuação da franquia.

Dragon Ball AF nunca foi uma obra oficial, mas durante anos muitos fãs acreditaram que fosse. Parte disso se deve à ausência de esclarecimentos claros na época e à circulação de artes impressionantes, principalmente envolvendo o Super Saiyajin 5. O design exagerado, com cabelos longos e traços selvagens, viralizou antes mesmo do conceito de “viral” existir como conhecemos hoje.

Mais do que uma história, Dragon Ball AF se tornou um símbolo do poder da imaginação coletiva. Ele moldou expectativas, inspirou outros autores e ajudou a manter Dragon Ball em evidência durante um período crítico. Dentro das 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs, AF ocupa um lugar único: não pela coesão narrativa, mas pelo impacto cultural.


2. Dragon Ball New Hope — quando Kuririn vira o pilar da esperança

2. Dragon Ball New Hope — quando Kuririn vira o pilar da esperança

Dragon Ball New Hope parte de uma das perguntas mais angustiantes possíveis: e se Gohan tivesse perdido para Cell? A partir dessa divergência, a saga constrói um cenário devastador, no qual Cell derrota os Guerreiros Z e deixa Kuririn vivo apenas por considerá-lo indigno de ser morto.

É justamente esse desprezo que move a história. Kuririn, frequentemente tratado como coadjuvante, assume o papel de mentor e símbolo de resistência. Ele passa a treinar Goten, apresentado aqui como a última esperança real da Terra. A narrativa abandona o conforto do heroísmo tradicional e aposta em reconstrução, trauma e legado.

Dentro das 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs, New Hope se destaca por valorizar personagens humanos e por trabalhar consequências reais. É uma história mais contida, emocionalmente pesada e muito respeitada por quem busca profundidade psicológica no universo Dragon Ball.


3. Dragon Ball Kakumei — a revolução pós-Super

3. Dragon Ball Kakumei — a revolução pós-Super

Dragon Ball Kakumei se propõe a continuar diretamente os eventos de Dragon Ball Super, explorando caminhos que o material oficial optou por não seguir. O foco aqui é a ruptura: mortais questionando deuses, anjos sendo colocados em xeque e um universo que começa a reagir às decisões tomadas no Torneio do Poder.

O tom é mais sério e político, algo raro na franquia. Kakumei trabalha bem as consequências do poder absoluto e discute até que ponto a ordem cósmica é justa. Visualmente, o mangá impressiona pelo cuidado artístico e pela composição de cenas grandiosas.

Entre as 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs, Kakumei representa a maturidade do fandom moderno: leitores que cresceram com a obra e desejam vê-la evoluir junto com eles, sem perder sua essência.


4. Dragon Ball Sai e Super Vegeta Den — o “e se?” definitivo

4. Dragon Ball Sai e Super Vegeta Den — o “e se?” definitivo

Dragon Ball Sai e Super Vegeta Den fazem parte de uma mesma linha narrativa baseada em uma ideia simples e poderosa: e se Vegeta tivesse caído na Terra no lugar de Goku? A partir disso, toda a estrutura moral da história é invertida.

O Príncipe dos Sayajins assume o papel central, e o leitor acompanha seu desenvolvimento psicológico em um ambiente completamente diferente daquele que moldou Kakarotto. A narrativa explora orgulho, redenção e escolhas, dando ao personagem uma profundidade raramente vista fora do cânone.

O autor, Dragon Garow Lee, construiu uma reputação sólida como doujinshi no Japão. Anos depois, esse reconhecimento o levou a ser selecionado pela Dragon Ball Room da Shueisha para criar Dragon Ball: That Time I Got Reincarnated as Yamcha. Dentro das 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs, esta é uma das mais importantes por provar que talento vindo do fandom pode alcançar o oficial.


5. Dragon Ball Zero — a origem de um autor canônico

5. Dragon Ball Zero — a origem de um autor canônico

Dragon Ball Zero é, sem exagero, uma das obras mais relevantes já feitas por fãs. Criada por Toyble — que mais tarde se tornaria Toyotaro, autor de Dragon Ball Super — a saga funciona como uma prequela focada em personagens esquecidos, como Raditz, além de aprofundar a cultura Saiyajin.

A história acompanha missões de conquista, relações entre guerreiros e os primeiros contatos entre figuras como Vegeta e Nappa. Toyble demonstrava não apenas domínio técnico, mas um profundo respeito pela lore original, algo que se tornaria sua marca registrada.

Posteriormente, influenciado pelos rumores do Super Saiyajin 5 e pelo impacto de Dragon Ball AF, Toyble criou sua própria versão de AF, com o vilão Zaiko. Apesar de ideias interessantes, a narrativa se tornava confusa em alguns momentos, misturando fillers e filmes como cânone. Ainda assim, foi nesse período que seu traço se refinou drasticamente.

O projeto acabou sendo interrompido quando Toyble foi contratado pela Shueisha. O resto é história. Dentro das 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs, Dragon Ball Zero é a ponte definitiva entre fandom e cânone.


6. Dragon Ball Kame — aventura acima de tudo

6. Dragon Ball Kame — aventura acima de tudo

Ambientado dez anos após a derrota de Majin Boo, Dragon Ball Kame aposta na nova geração. Pan, Bra e outros jovens da próxima geração treinam para se tornar os próximos Guerreiros Z, enquanto os veteranos estão fora do planeta.

O diferencial está no protagonismo de Mestre Kame e Bulma, responsáveis pelo treinamento por instrução direta de Goku. Isso permite um desenvolvimento de personagens mais humano e resgata o espírito de aventura que marcou o início de Dragon Ball.

Com humor inspirado em Toriyama e participações especiais como Arale, Dragon Ball Kame se destaca entre as 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs por lembrar que Dragon Ball também é a levezade uma boa aventura, cheia de descoberta e diversão.


7. Dragon Ball Multiverse — o projeto mais ambicioso do fandom

7. Dragon Ball Multiverse — o projeto mais ambicioso do fandom

Criado em 2008 por Gogeta JR. e Salagir, Dragon Ball Multiverse ignora GT e Super para funcionar como uma continuação direta de DBZ. Seu grande trunfo é a introdução precoce do conceito de multiverso, com dezenas de linhas temporais alternativas.

A história gira em torno de um torneio multiversal, reunindo versões radicalmente diferentes de personagens conhecidos. Lutas como Vegetto vs. Broly e Pan vs. Kakarotto Maligno se tornaram icônicas dentro da comunidade.

Com mais de 15 anos de publicação, Multiverse é ambicioso, detalhista a ponto de ser por vezes, um pouco excessivo. Embora isso não prejudique a obra, Ainda assim, dentro das 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs, é impossível ignorar seu impacto e sua influência conceitual.


8. Dragon Ball Saiyan Legacy — a mitologia em primeiro plano

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Dragon Ball Saiyan Legacy nasceu da vontade de explorar os Saiyajins além das batalhas. A saga mergulha na cultura, política e história da raça guerreira, tratando-os como uma civilização complexa.

Voltada para fãs de lore e construção de mundos, a obra se destaca por sua abordagem quase histórica. Entre as 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs, é uma das mais apreciadas por quem busca compreensão profunda do universo.


9. Dragon Ball Absalon — fanfic em forma de animação

9. Dragon Ball Absalon — fanfic em forma de animação

Dragon Ball Absalon é um caso raro: uma fanfic animada. Criada por Mellavelli, a saga apresenta um futuro pós-apocalíptico com trilha sonora original e atmosfera sombria.

Apesar das limitações técnicas, Absalon conquistou respeito pela ousadia e sucesso no YouTube. Dentro das 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs, ela representa o ápice do esforço audiovisual independente.


10. Dragon Ball Z Elsewhere — possibilidades infinitas

10. Dragon Ball Z Elsewhere — possibilidades infinitas

Para finalizar nossa lista, vamos falar de Dragon Ball Z Elsewhere que funciona como uma antologia de universos alternativos. Cada história explora um cenário diferente, sem compromisso com uma narrativa contínua.

Embora menos impactante que outras sagas, Elsewhere mostra como Dragon Ball pode ser reinterpretado de inúmeras formas. É um encerramento coerente para a lista das 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs.

Menção honrosa: Legend: A Dragon Ball Tale

Menção honrosa: Legend: A Dragon Ball Tale

Legend: A Dragon Ball Tale é uma das produções fanmade mais respeitadas quando o assunto é fidelidade estética e narrativa ao espírito de Akira Toriyama. Trata-se de um curta-metragem animado independente que aposta menos em exageros de poder e mais em atmosfera, simbolismo e emoção. Desde o primeiro frame, fica claro o cuidado extremo com enquadramentos, trilha sonora e ritmo, remetendo diretamente à fase clássica de Dragon Ball Z, especialmente aos momentos mais contemplativos da obra.

A narrativa é simples, quase minimalista, mas extremamente eficiente. Em vez de tentar expandir o universo com múltiplas transformações ou conceitos cósmicos, Legend trabalha a ideia de legado, sacrifício e esperança — temas centrais de Dragon Ball desde seus primórdios. O curta não depende de longos diálogos ou explicações expositivas; ele confia na força visual e na bagagem emocional que o público já carrega com a franquia, algo raro até mesmo em produções oficiais.

É uma menção honrosa que reforça a autoridade do fandom como guardião criativo de Dragon Ball.


Conclusão

As 10 sagas de Dragon Ball feitas por fãs provam que o legado de Akira Toriyama vai além do material oficial. São obras criadas com respeito, estudo e paixão pelo fandom — algumas delas, inclusive, ajudaram a moldar o futuro canônico da franquia.

Dragon Ball é eterno porque sua comunidade nunca deixou a chama se apagar.

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