Nova expansão de The Witcher 3 em 2026
A recente e intensa especulação sobre uma suposta expansão de The Witcher 3 agendada para o ano de 2026 tomou conta das redes sociais e fóruns de jogos nesta semana, mas a realidade dos fatos aponta para uma direção diferente.
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É crucial separar o desejo dos fãs da logística de desenvolvimento de um estúdio do porte da CD Projekt Red. Embora a ideia de retornar ao Continente com Geralt de Rivia na atual geração de consoles seja sedutora, uma análise aprofundada do cronograma da empresa e de suas mudanças tecnológicas sugere que tal lançamento é altamente improvável.
A verdade por trás da suposta expansão de The Witcher 3
Para compreender por que uma nova expansão de The Witcher 3 é logisticamente inviável, precisamos observar a origem dos boatos e contrastá-los com as declarações oficiais. O rumor, que ganhou tração após listagens não verificadas e discussões em comunidades online, sugere um conteúdo inédito massivo a ser lançado mais de uma década após o jogo original. No entanto, investigações conduzidas por veículos internacionais, como a Eurogamer, indicam que não há movimentação concreta nos bastidores que suporte essa tese.

O primeiro ponto de conflito é o envolvimento do talento de voz. Doug Cockle, a voz icônica de Geralt na versão em inglês, tem sido bastante transparente sobre seus trabalhos atuais. Embora ele esteja confirmado para reprisar o papel na animação The Witcher: Sirens of the Deep e, presumivelmente, no futuro The Witcher Remake, não houve indicação de sessões de gravação para uma nova campanha de história para Wild Hunt. Em produções deste calibre, a captura de voz e movimento ocorre com anos de antecedência, e o silêncio absoluto sobre o tema é um forte indicativo da inexistência do projeto.
O obstáculo tecnológico: REDengine vs. Unreal Engine 5
O argumento mais forte contra o rumor é de natureza técnica. The Witcher 3: Wild Hunt foi construído na REDengine 3, uma tecnologia proprietária da CD Projekt Red. No entanto, o estúdio anunciou publicamente uma mudança estratégica monumental: todos os seus futuros projetos, incluindo a nova trilogia de The Witcher (codinome Project Polaris) e a sequência de Cyberpunk 2077 (codinome Project Orion), estão sendo desenvolvidos na Unreal Engine 5.

Retornar à REDengine antiga para criar uma expansão em 2026 exigiria que o estúdio desviasse recursos humanos e técnicos cruciais que já estão treinados e focados na nova engine da Epic Games. Manter duas pipelines de tecnologia distintas — uma obsoleta e uma de ponta — é ineficiente e contraproducente para uma empresa que busca evitar os erros de lançamento do passado. O foco atual da engenharia da CDPR é dominar a Unreal Engine 5 para entregar a próxima geração de RPGs de mundo aberto.
O roteiro oficial da CD Projekt Red
Ao olharmos para o roteiro oficial divulgado para os investidores, a agenda da desenvolvedora polonesa já está incrivelmente cheia, sem espaço para projetos legados não anunciados. Atualmente, os esforços estão divididos entre:
- Project Polaris: O início da nova trilogia de The Witcher, que está em fase de pré-produção avançada e é a prioridade máxima.
- Project Sirius: Um spin-off desenvolvido pela The Molasses Flood, que oferecerá uma abordagem diferente ao universo, possivelmente com elementos multiplayer.
- The Witcher Remake: Uma recriação completa do primeiro jogo, desenvolvida pela Fool’s Theory na Unreal Engine 5.
Considerando que o Project Polaris é esperado para entrar em produção total em breve, lançar uma expansão para o jogo antigo em 2026 criaria uma canibalização de marketing. A CD Projekt Red iria competir consigo mesma, dividindo a atenção do público entre um conteúdo para um jogo de 2015 e o início de sua nova grande saga.
Conclusão: O legado já está completo
É compreensível que o rumor tenha gerado entusiasmo. The Witcher 3 permanece como um marco na história dos videogames. Contudo, o lançamento da atualização “Next-Gen” para PlayStation 5 e Xbox Series X foi, efetivamente, o canto do cisne para o título. Aquela atualização serviu para preservar o jogo para o futuro, não para reiniciá-lo como um serviço contínuo.

Portanto, enquanto não houver um anúncio oficial — o que é altamente improvável — os fãs devem tratar as notícias sobre uma expansão em 2026 com extremo ceticismo. O futuro da franquia é brilhante, mas ele reside em novos horizontes e novas tecnologias, não em revisitar capítulos que já foram concluídos com maestria.
Fonte: Eurogamer.net
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