Avatar Fogo e Cinzas Domina as Bilheterias
Avatar Fogo e Cinzas Domina as Bilheterias – A indústria cinematográfica voltou a respirar com mais tranquilidade graças ao desempenho dominante de Avatar: Fogo e Cinzas, terceiro capítulo da saga criada por James Cameron.
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O épico de ficção científica liderou as bilheterias pela terceira semana consecutiva e ultrapassou a impressionante marca de US$ 1 bilhão em arrecadação mundial em apenas três semanas de exibição, um feito que reacende a confiança no poder dos grandes eventos cinematográficos.
A força de Pandora e o apelo da experiência coletiva
Somente no terceiro fim de semana em cartaz na América do Norte, Avatar: Fogo e Cinzas arrecadou US$ 40 milhões, segundo estimativas divulgadas pelos estúdios neste domingo. O número, por si só, já seria relevante. Mas, em um contexto de recuperação gradual do público, ele ganha um peso ainda maior.

Mais do que um sucesso financeiro, o filme reafirma a força da franquia ambientada em Pandora e reforça a percepção de que o público ainda responde, e muito, quando o cinema oferece algo que vale a ida até a sala escura. Em um mercado cada vez mais pressionado pelo streaming, Fogo e Cinzas surge como prova de que a experiência coletiva continua sendo um diferencial poderoso.
O impacto internacional que transforma o filme em fenômeno global
Se o desempenho doméstico chama atenção, é fora dos Estados Unidos e do Canadá que Fogo e Cinzas atinge proporções ainda mais expressivas. Até o momento, o longa já soma US$ 777,1 milhões no mercado internacional, consolidando-se como um verdadeiro fenômeno global.
A The Walt Disney Company, responsável pela distribuição, celebrou oficialmente a marca bilionária, classificando o resultado como “mais uma conquista monumental para a franquia inovadora de James Cameron”. A declaração não é apenas protocolar: ela reflete o peso estratégico da saga Avatar em um momento crucial de reconstrução do setor.
Um feriado que beneficiou todo o circuito exibidor
O sucesso, no entanto, não se restringiu apenas aos números de Avatar. O período inteiro de festas foi altamente lucrativo para os cinemas, impulsionado pelo recesso escolar em diversos países e por uma programação que conseguiu dialogar com públicos variados.
Além de grandes épicos, o público encontrou animações, thrillers e produções de médio orçamento capazes de dividir a atenção nas salas de exibição. Esse equilíbrio é visto por analistas como um sinal positivo de saúde do mercado.
“Zootopia 2” e a força das animações no calendário
Um dos grandes destaques desse cenário foi Zootopia 2. Lançada ainda em novembro, a animação da Disney demonstrou uma impressionante capacidade de permanência em cartaz. No último fim de semana, o filme ficou em segundo lugar no ranking, arrecadando US$ 19 milhões, com uma queda mínima de apenas 4% em relação à semana anterior.

Em seis semanas, Zootopia 2 já alcançou US$ 1,59 bilhão em arrecadação mundial, tornando-se o segundo filme de animação mais lucrativo da história da Disney, atrás apenas do fotorrealista O Rei Leão (2019). O resultado reforça o papel das animações como pilares de estabilidade para os estúdios, especialmente em períodos de férias prolongadas.
Thrillers e estrelas garantem diversidade de público
Entre os sucessos do período também está o thriller A Criada, estrelado por Sydney Sweeney e Amanda Seyfried. O filme arrecadou US$ 14,9 milhões no fim de semana e já soma US$ 75,7 milhões nos Estados Unidos.
Com um orçamento de produção relativamente modesto, estimado em US$ 35 milhões, o longa se consolidou como um acerto da Lionsgate, registrando ainda US$ 57,3 milhões no mercado internacional. O desempenho mostra que há espaço para produções adultas bem posicionadas mesmo em meio a grandes franquias.
Timothée Chalamet e o fôlego do cinema autoral
Outro nome que ajudou a aquecer as bilheterias foi Timothée Chalamet, protagonista de Marty Supreme, produção da A24. Em seu terceiro fim de semana, o filme arrecadou US$ 12,6 milhões e já acumula US$ 56 milhões na América do Norte, superando o desempenho de Joias Brutas, trabalho anterior do diretor Josh Safdie.
O resultado reforça que o cinema autoral, quando impulsionado por estrelas populares, ainda consegue dialogar com o grande público.
Quedas moderadas indicam um mercado mais estável
A estabilidade marcou praticamente todo o circuito exibidor. A comédia de ação Anaconda, estrelada por Jack Black e Paul Rudd, registrou queda de 31% em seu segundo fim de semana, arrecadando US$ 10 milhões. Já Song Sung Blue, da Focus Features, caiu apenas 17%, somando US$ 25 milhões no mercado doméstico.
No total, as vendas de ingressos cresceram 26,5% em relação ao mesmo período de 2025, segundo dados da Comscore.
Depois de um 2025 fraco, um otimismo cauteloso para o futuro
O contraste com o ano anterior é evidente. Em 2025, as bilheterias dos Estados Unidos e do Canadá totalizaram US$ 8,9 bilhões, cerca de 20% abaixo dos níveis pré-pandemia, mesmo com o aumento no preço médio dos ingressos. O número de entradas vendidas caiu de mais de 800 milhões em 2024 para aproximadamente 780 milhões.
Apesar das incertezas, incluindo o acordo de US$ 83 bilhões que prevê a venda da Warner Bros. para a Netflix, ainda sujeito à aprovação regulatória, o clima em Hollywood é de otimismo cauteloso. Com um calendário robusto pela frente, repleto de franquias como Toy Story, Vingadores, Homem-Aranha, Super Mario Bros. e Duna, a indústria aposta em uma retomada consistente.

E, se depender do embalo de “Avatar: Fogo e Cinzas” e da diversidade de títulos em cartaz, 2026 já começa como um forte candidato a se tornar o melhor ano de bilheteria da década.
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