Nova DLSS NVIDIA é Revelada na CES 2026
A tecnologia NVIDIA DLSS 4.5 foi oficialmente apresentada ao mundo nesta manhã de quarta-feira durante a CES 2026, estabelecendo um novo padrão de performance para a indústria de hardware e entretenimento digital.
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Em uma conferência que parou o Las Vegas Convention Center há pouco menos de duas horas, a gigante dos semicondutores demonstrou o poder de sua nova arquitetura de Inteligência Artificial, projetada especificamente para trabalhar em simbiose com a recém-anunciada linha de placas gráficas RTX 5090.
O salto tecnológico da NVIDIA DLSS 4.5
A promessa central desta nova interação é, no mínimo, audaciosa. Segundo os dados técnicos apresentados pela equipe de engenharia da NVIDIA, a nova versão do Deep Learning Super Sampling é capaz de gerar cinco quadros artificiais (interpolados via IA) para cada quadro nativamente renderizado pela GPU. Isso resulta em uma multiplicação efetiva da taxa de quadros por seis, um feito que supera largamente as capacidades do antigo Frame Generation introduzido na série 40.

Essa “Multi-Frame Generation” representa uma mudança de paradigma na forma como os jogos de alta fidelidade são processados. O objetivo declarado é viabilizar a jogabilidade em resolução 4K com taxas de atualização que ultrapassam os 240Hz, algo que, até então, exigia um poder computacional bruto muitas vezes inviável mesmo para máquinas entusiastas.
Otimização para a arquitetura Blackwell e além
Durante a demonstração no palco principal, executivos da empresa, liderados pelo CEO Jensen Huang, exibiram demos técnicas rodando em tempo real na nova GeForce RTX 5090. A fluidez visual apresentada em cenários de alta densidade poligonal e Ray Tracing completo (Path Tracing) sugere que o gargalo da CPU — um problema recorrente em gerações passadas — pode ser drasticamente mitigado, uma vez que a GPU assume a responsabilidade de criar a vasta maioria da informação visual exibida no monitor.
Para os entusiastas que buscam entender a fundo as especificações técnicas, a página oficial da NVIDIA já começou a ser atualizada com os white papers da nova arquitetura. A tecnologia utiliza os novos núcleos Tensor de quinta geração presentes na série 50, o que levanta questões sobre a retrocompatibilidade com as séries RTX 40 e RTX 30, um detalhe que a empresa prometeu esclarecer nas sessões técnicas ao longo da semana.
Latência e Qualidade de Imagem
Uma das maiores preocupações de jornalistas e jogadores profissionais com tecnologias de geração de quadros sempre foi a latência de entrada (input lag). Se o jogo exibe quadros que a lógica do jogo ainda não “processou”, a resposta aos comandos pode parecer desconectada. A NVIDIA afirma que o DLSS 4.5 integra uma versão aprimorada do NVIDIA Reflex, que agora opera em nível de driver com previsão de movimento baseada em IA para reduzir a latência total do sistema a níveis competitivos, mesmo com a geração de quadros ativada.

Visualmente, a promessa é de que os artefatos visuais — os pequenos erros gráficos comuns em imagens geradas por IA em movimentos rápidos — foram reduzidos em 80% comparados à versão 3.5. O algoritmo foi treinado em um dataset exponencialmente maior, permitindo que a IA compreenda melhor a física de partículas e a iluminação volumétrica complexa, elementos comuns em motores gráficos modernos como o Unreal Engine 5.4.
Impacto no mercado de jogos AAA
A revelação chega em um momento crucial. Com o lançamento iminente de títulos de mundo aberto massivos previstos para o final de 2026, desenvolvedoras como a CD Projekt Red e a Ubisoft já confirmaram suporte à tecnologia no dia do lançamento de seus próximos projetos. A capacidade de rodar jogos em 4K nativo sempre foi o “Santo Graal” do PC Gaming, mas o custo de performance do Ray Tracing tornava isso difícil. Com a proporção de 1:5 (um quadro real para cinco gerados), a NVIDIA está efetivamente desvinculando a taxa de quadros da complexidade da renderização geométrica.
Analistas presentes na CES 2026 apontam que este movimento coloca uma pressão significativa sobre a concorrência. Enquanto a AMD e a Intel têm suas próprias soluções de *upscaling*, a geração de múltiplos quadros consecutivos com alta fidelidade é uma barreira técnica que a NVIDIA parece ter transposto primeiro com a linha RTX 5090.

Resta agora aguardar os testes independentes. A promessa de multiplicar o desempenho por seis é impressionante no papel, mas o comportamento da tecnologia em cenários variados e a sensação de controle do jogador serão os verdadeiros juízes desta nova era.
Fonte: Ign.com









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