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Netflix confirma fim de The Witcher em 2026 e prepara despedida definitiva do Continente

Depois de anos de batalhas, monstros, disputas políticas e divisões entre fãs, The Witcher caminha oficialmente para seu encerramento. E, desta vez, não há mais dúvidas

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Netflix confirma fim de The Witcher

Netflix confirma fim de The Witcher – A Netflix confirmou que The Witcher chegará ao fim com sua quinta e última temporada, prevista para estrear ainda em 2026. A confirmação veio por meio da própria plataforma, que listou a série como lançamento futuro na seção “em breve” de seu site oficial.

A temporada final chega pouco tempo depois da quarta, lançada no final de outubro do ano passado, reforçando a ideia de que o encerramento da saga foi planejado como um único arco narrativo dividido em duas partes. Para muitos fãs, trata-se de um adeus aguardado. Para outros, é o ponto final de uma relação que se desgastou ao longo dos anos.

“O fim está próximo”: a promessa de um encerramento épico

A sinopse divulgada pela Netflix não esconde o tom de despedida. “O fim está próximo”, diz o texto oficial. Segundo a descrição, forças sombrias se unem por todo o Continente com planos malignos para Ciri, enquanto Geralt e Yennefer enfrentam o maior desafio de suas jornadas.

Netflix confirma fim de The Witcher

Mesmo que consigam proteger a jovem e atender ao último desejo de se reunirem como família, os personagens precisarão enfrentar obstáculos e inimigos mais perigosos do que nunca. A promessa é de um desfecho grandioso, centrado nos laços familiares e no peso das escolhas feitas ao longo do caminho.

É uma tentativa clara de resgatar o coração emocional da história, algo que parte do público sentiu se perder nas temporadas mais recentes.

Duas temporadas tratadas como uma única história

A expectativa de que a quinta temporada chegaria logo após a quarta não surgiu por acaso. A showrunner Lauren Schmidt Hissrich já havia afirmado anteriormente que as duas temporadas foram pensadas como uma narrativa contínua.

Segundo Hissrich, a equipe criativa encarou a quarta e a quinta temporadas como “uma única grande história”, estruturada em dois blocos. Essa visão foi reforçada pelo ator Joey Batey, intérprete de Jaskier, que comentou em entrevista ao ScreenRant que a quarta temporada parece funcionar como a primeira metade de um arco maior.

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É como se fosse a parte 1 e a parte 2”, explicou o ator. A declaração ajuda a entender por que a Netflix optou por não prolongar a série além do necessário, mesmo sendo uma de suas produções mais conhecidas no campo da fantasia.

Queda de audiência marca trajetória da série

Apesar de sua estreia impactante em 2019, The Witcher enfrentou uma queda consistente de audiência ao longo das temporadas. Mesmo durante o período em que Henry Cavill ainda interpretava Geralt de Rívia, os números apresentaram declínio progressivo.

A diferença se tornou ainda mais evidente com a quarta temporada, a primeira a contar com Liam Hemsworth no papel principal, substituindo Cavill. Nos primeiros quatro dias de exibição, a quarta temporada registrou 7,4 milhões de visualizações. Para efeito de comparação, a terceira temporada alcançou 15,2 milhões, enquanto a segunda chegou a 18,5 milhões no mesmo período.

O contraste com a estreia da série é ainda mais significativo. Na época do lançamento da primeira temporada, a Netflix informou que 76 milhões de residências haviam assistido a pelo menos dois minutos da produção. Mesmo considerando mudanças na metodologia de medição da plataforma, a tendência de queda é clara.

A saída de Henry Cavill e o desgaste criativo

Para muitos fãs, o ponto de ruptura definitivo foi a saída de Henry Cavill. Conhecido por seu apreço declarado pelos livros de Andrzej Sapkowski, o ator era visto como um dos principais defensores da fidelidade ao material original.

Sua substituição por Liam Hemsworth dividiu ainda mais a base de fãs e intensificou críticas sobre decisões criativas, ritmo narrativo e afastamento do espírito da obra literária. Embora a produção tenha tentado reposicionar a série, o impacto negativo nos números sugere que parte do público simplesmente deixou de acompanhar.

Entre o cansaço e a esperança de um final digno

O sentimento em torno do encerramento de The Witcher é ambíguo. Há quem lamente o fim de uma série que começou com tanto potencial. Outros veem a decisão como necessária, considerando o desgaste acumulado ao longo das últimas temporadas.

Encerrar em vez de prolongar indefinidamente pode ser a melhor escolha possível neste momento. Ao assumir que a história tem um fim claro, a Netflix abre espaço para um desfecho mais coeso e emocionalmente satisfatório, sem a pressão de manter a série viva apenas por seu nome.

Uma despedida que tenta resgatar o que ficou pelo caminho

Com a quinta temporada, The Witcher tem a oportunidade de corrigir rumos, fortalecer seus personagens centrais e entregar uma conclusão à altura do universo que construiu. Geralt, Ciri e Yennefer seguem como o eixo emocional da narrativa, agora confrontados não apenas por ameaças externas, mas pelas consequências de tudo o que viveram.

Resta saber se o público que se afastou ao longo dos anos estará disposto a retornar para esse último capítulo. Para quem permaneceu até aqui, o fim representa a chance de fechar um ciclo. Para quem abandonou a série no caminho, talvez seja o momento de decidir se vale a pena voltar ao Continente uma última vez.

O tempo do fim está próximo. E, desta vez, não parece haver retorno.

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