Elvis Terá um Novo Filme
Elvis Terá um Novo Filme – O novo trailer de EPiC: Elvis Presley in Concert, dirigido por Baz Luhrmann, deixa claro que o cineasta não está interessado em repetir fórmulas. Em vez de uma narrativa tradicional ou de mais uma reconstrução biográfica, o filme aposta em algo mais direto e sensorial: colocar o público frente a frente com Elvis Presley no auge de sua potência artística.
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Com estreia marcada para 27 de fevereiro de 2026, o documentário será lançado pela Neon e promete uma experiência pensada para salas IMAX, reforçando sua proposta de transformar material de arquivo em evento cinematográfico.
Não é uma biografia, é um encontro
Diferentemente de Elvis, lançado em 2022, EPiC não busca explicar a trajetória do cantor nem organizar sua vida em uma linha cronológica clássica. A proposta aqui é outra.
O filme reúne imagens inéditas da residência de Elvis em Las Vegas, período que marcou uma virada definitiva em sua relação com o palco, além de registros raros captados em 16mm durante turnês e filmagens caseiras em 8mm preservadas no acervo de Graceland. Esses materiais são costurados por gravações de áudio redescobertas do próprio Elvis, oferecendo ao espectador uma narrativa conduzida pela voz do artista.
O resultado se aproxima mais de um concerto cinematográfico do que de um documentário convencional. É menos sobre contextualizar e mais sobre sentir.
Trailer
O Elvis dos anos 1970 no centro da cena
O trailer evidencia que o foco do filme está nos anos finais da carreira de Elvis, especialmente sua fase em Las Vegas, muitas vezes reduzida a estereótipos. Aqui, no entanto, esse período ganha nova leitura.
Luhrmann parece interessado em mostrar um Elvis consciente de sua imagem, de seu legado e do peso que carregava. As performances exibidas no trailer revelam um artista ainda dominando o palco, vocalmente poderoso e completamente entregue ao espetáculo, mesmo em meio a contradições pessoais.

É um Elvis intenso, vulnerável e gigantesco ao mesmo tempo, apresentado sem filtros nostálgicos fáceis.
Um projeto que nasce do arquivo, mas pensa no presente
Ao trabalhar com imagens já existentes, Luhrmann assume um desafio duplo. Honrar o material histórico e, ao mesmo tempo, reinventá-lo para um público acostumado a estímulos visuais constantes.
A montagem dinâmica, o uso do som em escala monumental e o cuidado com a restauração das imagens sugerem que EPiC não é apenas um resgate, mas uma reconstrução artística. A escolha pelo IMAX reforça essa intenção de transformar memória em experiência física.
O filme não quer ser assistido passivamente. Ele quer ser vivido.
Recepção inicial indica força do projeto
Antes mesmo do lançamento comercial, EPiC: Elvis Presley in Concert teve sua estreia mundial no Festival Internacional de Cinema de Toronto de 2025. A recepção foi majoritariamente positiva, com críticos destacando a ousadia da proposta e a forma como o documentário evita o didatismo.

Atualmente, o filme mantém 86% de aprovação no Rotten Tomatoes, número expressivo para uma produção documental musical. Comentários elogiam especialmente a forma como o longa transforma imagens conhecidas em algo novo, sem cair na repetição ou na reverência excessiva.
A produção é assinada pela Sony Music Vision, pela Bazmark e pela Authentic Studios, combinação que une peso institucional e liberdade criativa.
Luhrmann e sua obsessão por ícones maiores que a vida
EPiC também reforça uma característica recorrente na filmografia de Baz Luhrmann. O diretor demonstra fascínio por figuras históricas que ultrapassaram sua própria época, sejam elas músicos, escritores ou personagens mitológicos.
Esse interesse continuará em seu próximo projeto, Jehanne d’Arc, drama épico sobre Joana d’Arc que já se encontra em fase de pré-produção. O filme será estrelado por Isla Johnston e terá roteiro coescrito por Luhrmann e Ava Pickett.
Em todos esses projetos, há um padrão claro. Luhrmann não está interessado em figuras pequenas. Ele busca personagens que carregam mito, excesso e contradição.
Um convite para redescobrir Elvis
Em um momento em que o consumo cultural se fragmenta em vídeos curtos e playlists algorítmicas, EPiC: Elvis Presley in Concert propõe algo quase anacrônico. Sentar em uma sala escura, ouvir, observar e se deixar envolver por uma presença maior do que a tela.
Não se trata apenas de rever Elvis. Trata-se de reencontrá-lo.
Para fãs do cantor, o filme promete material raro e uma nova perspectiva. Para quem conhece Elvis apenas como símbolo, EPiC surge como uma porta de entrada poderosa, direta e emocional.
Se o trailer é indicativo do todo, Baz Luhrmann não quer apenas preservar a memória do Rei do Rock. Ele quer recolocá-lo, mais uma vez, no centro do palco.
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