Resident Evil Requiem não será Mundo Aberto
Novos detalhes oficiais sobre Resident Evil Requiem acabam de ser divulgados, colocando um fim definitivo aos rumores que circulavam na comunidade gamer nas últimas semanas. A informação vem diretamente de uma entrevista exclusiva concedida ao portal Game Informer, onde a liderança do projeto esclareceu a estrutura do aguardado título da Capcom.
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A especulação de que a franquia tomaria um rumo semelhante a jogos de open world modernos gerou debates acalorados nas redes sociais. Fãs puristas do gênero Survival Horror temiam que a expansão do mapa diluísse a tensão característica da série.
Felizmente, para aqueles que prezam pela atmosfera claustrofóbica e narrativa dirigida, a confirmação oficial traz um alívio. O foco continua sendo a imersão e o design de níveis meticulosamente planejado.
A estrutura de jogo de Resident Evil Requiem
Em conversa recente, o diretor de Resident Evil Requiem foi categórico ao negar a existência de um mundo aberto tradicional no novo capítulo da saga. Segundo ele, embora o jogo ofereça áreas mais amplas para exploração, a progressão segue uma linha lógica e estruturada.

A decisão criativa visa manter o controle sobre o ritmo da narrativa. Em jogos de mundo aberto, é comum que o jogador perca a urgência da história principal ao se distrair com missões secundárias distantes. Para um jogo de terror, essa quebra de ritmo pode ser fatal para a experiência.
O diretor explicou que o termo correto para a estrutura do jogo seria “Wide Linear” (Linear Amplo). Isso significa que, embora existam caminhos alternativos e segredos a serem descobertos, o jogador nunca estará vagando sem rumo em um mapa gigantesco e vazio.
Diferenças entre Mundo Aberto e o estilo Metroidvania
É importante distinguir o que a Capcom está propondo. Ao contrário de títulos como Grand Theft Auto ou The Witcher, Resident Evil Requiem deve beber da fonte do estilo Metroidvania em 3D, algo que a franquia já fez com maestria no passado.
Isso implica em:
- Mapas interconectados que exigem backtracking inteligente.
- Desbloqueio de novas áreas através de itens chave ou resolução de quebra-cabeças.
- Design de ambiente focado em contar histórias (environmental storytelling).
Por que a linearidade favorece o terror
A escolha por não seguir a tendência de mundo aberto é vista por especialistas como um grande acerto para Resident Evil Requiem. O medo depende, fundamentalmente, do design restritivo. Corredores apertados, ângulos de câmera limitados e a sensação de não ter para onde fugir são pilares do gênero.

Em um cenário de mundo aberto, a fuga é quase sempre uma opção viável, o que diminui a ameaça dos inimigos. Ao confinar o jogador em ambientes desenhados à mão, a equipe de desenvolvimento consegue orquestrar momentos de susto e tensão com precisão cirúrgica.
A evolução da RE Engine
Outro ponto de destaque na entrevista foi a menção às capacidades da RE Engine. O motor gráfico da Capcom continua evoluindo para entregar visuais fotorrealistas. Em ambientes controlados, é possível elevar o nível de detalhe gráfico ao máximo, algo que muitas vezes precisa ser sacrificado em mapas de escala massiva para manter a performance.
Para saber mais sobre a história da franquia e seus desenvolvedores, você pode consultar a página oficial da série no Portal Resident Evil.
O legado de Resident Evil Village e RE4 Remake
A abordagem adotada em Resident Evil Requiem parece ser uma evolução natural do que vimos em Resident Evil Village e no aclamado Resident Evil 4 Remake. Ambos os jogos apresentaram zonas semi-abertas que davam a ilusão de liberdade, mas mantinham o jogador focado no objetivo.

Essa fórmula provou ser um sucesso comercial e de crítica, equilibrando a exploração gratificante com sequências de ação e horror scriptadas. O novo título promete refinar ainda mais essa mecânica, oferecendo o maior nível de interatividade com o cenário já visto na série, sem cair na armadilha da repetição de conteúdo comum em jogos de mundo aberto.
Conclusão
Com o esclarecimento oficial, as expectativas para Resident Evil Requiem se realinham. O jogo promete ser uma experiência densa, atmosférica e aterrorizante, fiel às raízes que consagraram a franquia no mercado.
A recusa em seguir tendências de mercado apenas por popularidade demonstra a confiança da Capcom em sua visão artística. Resta agora aos fãs aguardarem por mais vídeos de gameplay que demonstrem esse conceito de “linearidade ampla” em ação.
E você, prefere jogos de terror em mundo aberto ou gosta da estrutura clássica mais linear? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!
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Fonte: Gameinformer.com
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