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De Hongdae aos palcos globais, The Rose emociona em Come Back to Me

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O documentário The Rose Come Back to Me chega aos cinemas brasileiros dia 14 de Fevereiro apresentando uma imersão na trajetória da banda sul coreana The Rose, um dos nomes mais respeitados do k rock contemporâneo. A produção acompanha a história do grupo desde os primeiros passos na cena indie de Seul até a consolidação de uma carreira internacional marcada por resistência, autonomia e conexão profunda com os fãs.

Formada por Woosung, também conhecido como Sammy, Dojoon (Leo) Hajoon (Dylan)Taegyeom (Jeff), a banda nasceu em Hongdae, bairro conhecido por ser o coração alternativo de Seul. Antes dos palcos lotados e das turnês mundiais, havia apresentações pequenas, dificuldades financeiras e incertezas sobre o futuro. O documentário relembra esse período inicial, quando a música era sustentada mais pela paixão do que por qualquer estrutura da indústria.

Sammy é o vocalista principal e guitarrista da banda. Sua história ganha destaque ao longo do documentário, especialmente por sua trajetória anterior em programas de talento como o K-Pop Star, formato semelhante ao X Factor. A exposição precoce e as expectativas criadas por realities ajudam a contextualizar a pressão enfrentada por jovens artistas que entram cedo na engrenagem do entretenimento sul coreano. Sammy surge como uma figura sensível e reflexiva, alguém que carrega o peso das escolhas e da responsabilidade artística.

Dojoon, guitarrista e vocalista, traz ao grupo uma presença mais reservada, mas igualmente fundamental na construção da identidade sonora da banda. Hajoon, responsável pela bateria, e Jaehyeong, baixista, completam a formação com uma química que vai além da música. O documentário evidencia que The Rose não funciona apenas como um projeto musical, mas como uma relação construída na base da amizade, confiança e resistência conjunta.

Pontos altos do documentário do The Rose

Um dos pontos mais marcantes abordados no filme é o sistema de trainees do k-pop. A rotina conhecida como 10 por 10, com treinamentos que iam das 10 da manhã às 10 da noite, revela o nível de exigência imposto aos artistas em formação. Ao trazer esse contexto, o documentário ajuda a entender o contraste entre o modelo industrial altamente padronizado e o desejo da banda de manter autenticidade artística.

The Rose começou sua trajetória dentro dessa estrutura, mas também enfrentou conflitos contratuais que impactaram diretamente o grupo, além do alistamento militar. O filme mostra como esses desafios contribuíram para um período de pausa forçada e reestruturação, culminando em um retorno que simboliza mais do que um comeback musical. Representa uma retomada de controle sobre a própria narrativa.

Come Back to Me funciona, assim, como um retrato da banda para além do rótulo de grupo de k-pop. O documentário apresenta o The Rose como artistas que transitam entre o pop, o rock alternativo e o indie, mas que acima de tudo priorizam honestidade emocional em suas composições. As entrevistas revelam vulnerabilidade, inseguranças e também o desejo constante de continuar criando, mesmo diante de um sistema que muitas vezes cobra perfeição absoluta.

Para quem acompanha a ascensão da cultura coreana no cenário global, o documentário oferece uma perspectiva humana sobre o que acontece nos bastidores. Mais do que celebrar sucessos, ele evidencia o processo, o desgaste e a determinação de quatro músicos que transformaram dificuldades em identidade artística.

The Rose Come Back to Me é, acima de tudo, uma narrativa sobre persistência. E ao acompanhar de perto a história de WoosungDojoonHajoon e Jaehyeong, o público entende que o verdadeiro retorno não é apenas aos palcos, mas à própria essência da banda.

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Escrito por
Vitória Souza

Sou apaixonada por filmes, séries e teatro musical, onde a arte encontra a emoção na medida certa. No Galáxia Nerd, compartilho análises, curiosidades e noticias sobre esses universos, para quem, como eu, valoriza cultura pop com conteúdo de verdade.

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