Greve na Ubisoft
A greve na Ubisoft eclodiu nas ruas de Paris nesta quinta-feira, 12 de fevereiro, refletindo uma tensão crescente entre a força de trabalho e a diretoria da gigante francesa.
Centenas de funcionários, convocados por sindicatos como o STJV (Syndicat des Travailleurs et Travailleuses du Jeu Vidéo), organizaram um protesto massivo em frente à sede da empresa para contestar os recentes planos de reestruturação e a direção tecnológica da companhia.
O conflito entre o talento humano e a IA generativa
Um dos principais pilares do protesto é o investimento acelerado da empresa em IA generativa. Os funcionários argumentam que, enquanto a Ubisoft busca reduzir custos através da automação de processos criativos, o valor artístico e a estabilidade dos empregos estão sendo seriamente ameaçados. “A IA não deve substituir o desenvolvedor, mas sim servir como ferramenta opcional”, afirmaram representantes sindicais durante a manifestação.

A revolta dos colaboradores acontece em um momento delicado, onde as ações da Ubisoft enfrentam uma queda significativa no mercado financeiro. Para os manifestantes, a liderança está tentando compensar erros estratégicos e financeiros sacrificando o bem-estar e a segurança dos profissionais que constroem as franquias de sucesso da casa.
Reestruturação e incertezas no futuro da Ubisoft
Além das preocupações com a tecnologia, a greve na Ubisoft foca na falta de transparência sobre os planos de demissões e cortes de gastos. Após um ano de lançamentos mornos e cancelamentos de projetos internos, o clima de instabilidade tomou conta dos estúdios franceses. O sindicato exige melhores condições de trabalho, aumentos salariais que acompanhem a inflação e garantias de que o investimento em novas tecnologias não resultará em uma onda de demissões em massa.
Impacto na indústria e próximos passos
Este movimento em Paris é visto como um termômetro para a indústria global de jogos em 2026. Com outras grandes publishers também flertando com a automação agressiva, a resistência dos funcionários da Ubisoft pode inspirar novas mobilizações em outros estúdios pelo mundo.

Até o momento, a cúpula da Ubisoft não emitiu um comunicado oficial detalhando como pretende responder às demandas urgentes apresentadas hoje nas ruas.
Fonte: mashable.com
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