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Por que “O Cavaleiro dos Sete Reinos” tem episódios tão curtos? Produtor explica decisão criativa

Desde sua estreia, O Cavaleiro dos Sete Reinos trouxe um novo respiro ao universo televisivo criado ...

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O Cavaleiro dos Sete Reinos

Desde sua estreia, O Cavaleiro dos Sete Reinos trouxe um novo respiro ao universo televisivo criado a partir da obra de George R. R. Martin. Ambientada décadas antes dos eventos de Game of Thrones, a produção acompanha as aventuras de Dunk e Egg e rapidamente conquistou elogios da crítica e números expressivos de audiência.

Mas, junto com o entusiasmo, surgiu uma dúvida recorrente entre os espectadores: por que os episódios são tão curtos?

O Cavaleiro dos Sete Reinos

Agora, o produtor executivo Ira Parker esclareceu os motivos por trás da escolha narrativa que definiu a primeira temporada.

Uma temporada enxuta por escolha, não por limitação

A discussão ganhou força após o quarto episódio ter sido exibido mais cedo por conta da programação do Super Bowl. O capítulo, que aprofunda as consequências do confronto entre Dunk e Aerion Targaryen e revela oficialmente a identidade de Egg, recebeu uma recepção extremamente positiva, alcançando nota 9,7 no IMDb e figurando entre os episódios mais bem avaliados do universo televisivo de Westeros.

Ainda assim, a principal crítica do público permaneceu a mesma: os capítulos parecem curtos demais.

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A primeira temporada conta com apenas seis episódios, cada um com duração entre 30 e 35 minutos — um contraste significativo com os tradicionais episódios de aproximadamente uma hora que marcaram Game of Thrones e A Casa do Dragão.

Em entrevista à GQ, Parker explicou que essa decisão foi deliberada. Segundo ele, a equipe criativa quis preservar a essência das histórias de Dunk e Egg, especialmente da novela O Cavaleiro Andante, que serve como base para a primeira temporada.

O desafio de adaptar um monólogo interior

“O Cavaleiro Andante” é uma obra relativamente curta, com cerca de 84 páginas. Grande parte da narrativa se desenvolve a partir do monólogo interno de Dunk, algo que funciona de maneira natural na literatura, mas representa um desafio significativo na televisão.

Parker destacou que o protagonista é um dos personagens mais introspectivos de Westeros, frequentemente mergulhado em dúvidas e reflexões. Traduzir esse “monólogo interior” para a linguagem audiovisual exigiu escolhas cuidadosas.

A solução foi apostar em uma narrativa mais contida, focada na construção de mundo e no desenvolvimento gradual dos personagens, sem recorrer a expansões artificiais para preencher tempo de tela.

Menos é mais: evitando o excesso narrativo

Segundo Parker, houve preocupação inicial sobre como transformar a novela em uma série televisiva. Em muitos casos, adaptações de franquias consolidadas acabam alongando histórias para atender a demandas comerciais ou padrões de duração já estabelecidos.

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O produtor revelou que esperava alguma pressão para seguir o formato tradicional de temporadas longas com episódios de uma hora. No entanto, a HBO permitiu que a equipe mantivesse a estrutura enxuta.

A decisão foi contar a história exatamente no ritmo que ela exige, sem estender arcos narrativos além do necessário. O objetivo era evitar que a série se tornasse inchada ou perdesse o foco emocional que caracteriza as aventuras de Dunk e Egg.

Fidelidade à obra original

Desde as primeiras conversas sobre a adaptação, George R. R. Martin enfatizou a importância de preservar o espírito da obra original. Em vez de ampliar excessivamente a trama para atender a um padrão televisivo mais longo, a equipe optou por respeitar os limites da narrativa literária.

Essa abordagem contrasta com experiências anteriores do universo de Westeros, nas quais expansões narrativas e desvios criativos geraram debates intensos entre os fãs.

Ao manter a temporada concisa, “Um Cavaleiro dos Sete Reinos” reforça seu caráter mais intimista e centrado nos personagens, priorizando relações, diálogos e conflitos pessoais em vez de batalhas grandiosas ou múltiplas linhas narrativas paralelas.

Uma experiência diferente dentro de Westeros

Para parte do público, a duração reduzida pode causar estranhamento inicial. No entanto, a proposta da série parece clara: oferecer uma narrativa mais direta e concentrada, alinhada ao material de origem.

Em um universo conhecido por intrigas políticas extensas e guerras épicas, a jornada de Dunk e Egg se destaca justamente pela simplicidade estrutural e pelo foco humano.

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Se a fórmula continuará nas próximas temporadas ainda não foi confirmado oficialmente, mas o sucesso crítico sugere que a escolha criativa encontrou respaldo tanto na equipe quanto na audiência.

No fim das contas, a resposta para os episódios curtos é simples: a história pediu isso, e, desta vez, o estúdio ouviu.

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Escrito por
Emanoelly Rozas

Jornalista, publicitária, carioca, ruiva, leonina, motoqueira, dona de pet e filha do Carvalho. Informo a galera sobre esportes, cultura pop e algumas críticas de cinema. Conto histórias que estão na rotina do cidadão, do meu jeitinho carioca.

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