Diablo II
Diablo II não é apenas um jogo; é o alicerce sobre o qual quase todos os Action RPGs (ARPG) modernos foram construídos. Lançado oficialmente no dia 29 de junho de 2000, após um desenvolvimento intenso que atravessou o final dos anos 90, o título da Blizzard North elevou o patamar da indústria.
Conteúdo
De fato, a obra conseguiu refinar a fórmula de seu predecessor, introduzindo sistemas de progressão e itemização que são replicados até hoje. Consequentemente, o título se tornou um fenômeno cultural, vendendo milhões de cópias em poucas semanas e definindo o que os fãs esperam de um jogo de fantasia sombria.
O Nascimento de uma Lenda: Blizzard North e os Anos 90
A jornada para a criação de Diablo II começou logo após o sucesso estrondoso do primeiro título em 1996. Sob a direção visionária de David Brevik, Erich Schaefer e Max Schaefer, a Blizzard North buscava expandir o universo de Santuário além dos limites de Tristram. Durante a década de 90, o estúdio enfrentou desafios técnicos monumentais para criar um mundo semi-aberto com geração procedural eficiente. Além disso, o período de desenvolvimento foi marcado por um intenso crunch, onde a equipe trabalhou incansavelmente para garantir que a sequência fosse maior e mais sombria.

Dessa forma, a transição dos anos 90 para o novo milênio marcou o ápice da Blizzard como potência criativa. A direção focou em expandir as classes de personagens, oferecendo cinco opções iniciais (Amazona, Bárbaro, Paladino, Necromante e Maga) que apresentavam árvores de habilidades distintas. Nesse sentido, o jogo abandonou o sistema de magias baseadas em livros do primeiro título em favor de uma especialização estratégica. Portanto, cada escolha do jogador tinha um peso real na eficácia do herói contra as hordas do Inferno Ardente.
Gráficos e Estética: O Terror Gótico em 2D
Embora tenha sido lançado em uma era onde o 3D começava a dominar o mercado, Diablo II optou por sprites 2D pré-renderizados de alta qualidade. Essa decisão artística permitiu que o jogo mantivesse um nível de detalhe e atmosfera que muitos títulos poligonais da época não conseguiam alcançar. Ademais, a paleta de cores desaturada e o design de monstros grotescos reforçavam o tom de terror gótico, tornando a experiência visualmente imersiva e assustadora.

A trilha sonora composta por Matt Uelmen é outro pilar fundamental. Com o uso de violões de doze cordas e sintetizadores atmosféricos, a música criava uma sensação constante de isolamento e perigo iminente. Consequentemente, o impacto audiovisual de Diablo II estabeleceu uma identidade única para a franquia, diferenciando-a dos mundos de alta fantasia coloridos que predominavam no gênero RPG.
O Estilo de Jogo e o Sistema de Loot
O gameplay de Diablo II é frequentemente descrito como viciante devido ao seu ciclo de recompensa perfeitamente calibrado. O sistema de itens introduziu raridades variadas, desde itens mágicos e raros até os cobiçados itens de conjunto (Set) e únicos. Adicionalmente, a introdução do Cubo Horádrico permitiu uma camada extra de experimentação, possibilitando a criação de receitas e a melhoria de equipamentos. Por outro lado, a árvore de habilidades incentivava o planejamento a longo prazo, forçando os jogadores a entenderem a fundo as sinergias entre poderes.
Diablo II: Resurrected – O Retorno Triunfal
Em 2021, a Blizzard lançou Diablo II: Resurrected, uma remasterização fiel desenvolvida pela Vicarious Visions. Ao contrário de um remake completo que altera as mecânicas, Resurrected funciona como uma camada gráfica 3D moderna rodando sobre o código original de 25 fps. Isso permitiu que a jogabilidade permanecesse idêntica, enquanto oferecia suporte para resoluções 4K e áudio 7.1 remasterizado. De fato, os fãs veteranos celebraram a inclusão do Baú Compartilhado e a progressão cruzada entre plataformas como PlayStation, Xbox, Switch e PC.

Entretanto, o maior trunfo de Resurrected foi a capacidade de manter a essência do clássico enquanto introduzia melhorias de qualidade de vida. Além da fidelidade visual, a Blizzard começou a dar suporte contínuo ao jogo através de temporadas competitivas (Ladder), algo que não acontecia de forma significativa há décadas no título original.
Novas Atualizações: Zonas de Terror e Sunder Charms
As atualizações mais recentes transformaram o meta-jogo de forma drástica. Com o Patch 2.5, a Blizzard introduziu as Zonas de Terror (Terror Zones), eventos por tempo limitado onde certas áreas do mapa são fortalecidas com monstros de nível mais alto. Consequentemente, isso permitiu que os jogadores subissem de nível até o 99 de maneira mais orgânica e variada, sem depender exclusivamente de repetidas corridas contra o Baal.
Adicionalmente, os Patuás Destroçantes (Sunder Charms) foram implementados para resolver um problema antigo: as imunidades dos monstros na dificuldade Inferno. Com esses itens, personagens focados em um único elemento, como uma Maga de Fogo, podem finalmente causar dano a inimigos anteriormente imunes. Nesse contexto, o Patch 2.7 trouxe ajustes finos na estabilidade do servidor e melhorias em classes menos utilizadas, como a Assassina de artes marciais, que recebeu novos bônus de dano e usabilidade.
Nova Classe: Reign of the Warlock
Recentemente, visando celebrar 30 anos da franquia, o game recebeu uma expansão inédita chamada Reign of the Warlock. Aobra recebeu uma nova classe — o Bruxo — planejada para revitalizar o jogo.

O Bruxo é uma classe focada em invocações demoníacas e manipulação de força vital, marcando a primeira vez em mais de duas décadas que Diablo II receberia um conteúdo de classe inédito.
Por que Diablo II ainda é Respeitado pelos Fãs?
A longevidade de Diablo II se deve à sua profundidade técnica e à liberdade dada aos jogadores. Diferente de jogos modernos que limitam a personalização para evitar erros, o clássico da Blizzard permite que o jogador crie builds extremamente específicas e poderosas através do sistema de Palavras Rúnicas (Runewords). Além disso, a economia baseada em trocas entre jogadores (Trade) cria uma comunidade vibrante onde itens raros, como a runa Ber ou o amuleto Mara’s Kaleidoscope, possuem valor real.

Em resumo, o jogo representa uma era de design onde o desafio e a descoberta eram os motores principais. Seja através da nostalgia dos anos 90 ou da modernidade de Resurrected, Diablo II continua sendo o padrão ouro. Certamente, o respeito que o jogo impõe na indústria é um testemunho de que, quando a direção artística e a mecânica central são sólidas, o tempo apenas fortalece o legado de uma obra-prima.
Qual a sua opinião?