Final Fantasy XII: Revenant Wings
Final Fantasy XII: Revenant Wings é muito mais do que um simples spin-off; ele representa a expansão direta de um dos universos mais ricos da Square Enix. Lançado originalmente em 2007 no Japão e em 2008 no ocidente, o título marcou o início do projeto Ivalice Alliance, uma iniciativa da desenvolvedora para aprofundar as histórias situadas no mundo de Ivalice. Ao contrário do seu antecessor no PlayStation 2, este jogo foi projetado especificamente para as capacidades portáteis e sensíveis ao toque do Nintendo DS.
Trailer
Desenvolvimento e Produção por Trás do Título
O jogo foi co-desenvolvido pela Square Enix em parceria com a Think & Feel. A direção ficou a cargo de Motomu Toriyama e Takanari Ishiyama, enquanto a produção foi liderada por Eisuke Yokoyama. Segundo registros da Wikipedia e portais como o Nintendo Blast, a ideia inicial era criar um jogo original e acessível para o DS, mas a Square Enix decidiu transformá-lo em uma sequência de Final Fantasy XII devido ao sucesso do jogo original.

Visualmente, o game adotou um estilo mais cartunesco e colorido, utilizando sprites em 2D sobre cenários pré-renderizados, o que permitiu que o hardware do Nintendo DS exibisse dezenas de unidades simultâneas na tela sem grandes perdas de performance.
Enredo: O Despertar do Continente Lemurés
A história de Final Fantasy XII: Revenant Wings se passa aproximadamente um ano após o encerramento do jogo original. Vaan finalmente realizou seu sonho de se tornar um Pirata do Céu e possui sua própria aeronave, acompanhado por sua fiel parceira Penelo. A aventura começa quando a dupla, acompanhada pelos jovens Kytes e Filo, descobre o lendário continente flutuante de Lemurés.

Neste local isolado do resto de Ivalice, eles conhecem a raça dos Aegyl — seres humanoides com asas que vivem sob a proteção de cristais mágicos. No entanto, a paz de Lemurés está ameaçada por piratas gananciosos e pela misteriosa figura do Judge of Wings (Juiz das Asas), que busca roubar o Auralith, a fonte de energia vital do continente. Vaan e seus amigos devem então unir forças com o Aegyl Llyud para proteger este novo mundo.
Estilo de Jogo: Estratégia em Tempo Real (RTS)
Diferente do sistema de combate ADB (Active Dimension Battle) do PlayStation 2, Final Fantasy XII: Revenant Wings utiliza um sistema de Estratégia em Tempo Real simplificado. O jogador controla grupos de personagens e criaturas invocadas através da tela sensível ao toque, utilizando a stylus para selecionar unidades e direcionar ataques.
O Sistema de Invocação e Yarhi
A mecânica central de combate gira em torno das Auracites, que permitem invocar criaturas conhecidas como Yarhi (equivalentes aos Espers ou Summons). O jogo utiliza um sistema de “Pedra-Papel-Tesoura” para equilibrar os combates:

Além disso, o icônico sistema de Gambits retorna, mas de forma reduzida. Cada personagem pode ter um único Gambit configurado para automatizar ações básicas, permitindo que o jogador se concentre na estratégia macro do campo de batalha.
Personagens e o Retorno de Rostos Conhecidos
Embora Vaan e Penelo sejam os protagonistas centrais, o elenco é composto por uma mistura equilibrada de novos e velhos conhecidos:
Legado e Recepção
Final Fantasy XII: Revenant Wings foi bem recebido pela crítica na época, acumulando notas sólidas em sites como IGN e GameSpot. O jogo foi elogiado por sua trilha sonora, composta por Hitoshi Sakimoto e Kenichiro Fukui, que rearranjaram temas clássicos do FFXII para o hardware do DS. De acordo com fontes como a Fandom Wiki e o RPGFan, o título é considerado uma excelente porta de entrada para quem nunca jogou um RTS, mantendo a profundidade narrativa característica da série Final Fantasy.

Para os fãs de Ivalice, o jogo oferece um encerramento satisfatório para o arco de desenvolvimento de Vaan, transformando o jovem sonhador de Rabanastre em um verdadeiro herói dos céus.
Fontes consultadas: Wikipedia, Fandom (Final Fantasy Wiki), Nintendo Blast e GameVicio.

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