The Elder Scrolls 6
The Elder Scrolls 6 é, sem dúvida, um dos projetos mais aguardados da história da indústria dos games.
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Recentemente, novas informações confirmaram que a Bethesda Game Studios continuará a utilizar sua tecnologia proprietária, mas com uma reviravolta significativa: o game será construído sobre uma versão amplamente aprimorada da Creation Engine 2, a mesma base técnica que deu vida ao épico espacial Starfield.
A Evolução Tecnológica: Da Creation Engine ao Futuro de Tamriel
A decisão de manter uma engine interna em The Elder Scrolls 6 costuma dividir a comunidade. Enquanto alguns fãs clamam por uma mudança radical para motores como o Unreal Engine 5, a Bethesda defende que sua tecnologia é o que permite a criação de mundos com o nível de interatividade e persistência que define a franquia.

A transição de Skyrim para Starfield marcou o maior salto tecnológico do estúdio em décadas, e a engine de The Elder Scrolls 6 promete levar esse refinamento ainda mais longe.
O Conceito do “Navio de Teseu” no Desenvolvimento
Bruce Nesmith, ex-designer chefe da Bethesda, explicou em entrevistas recentes que a engine do estúdio funciona como o paradoxo do Navio de Teseu. Peças são trocadas, renderizadores são substituídos e sistemas de física são modernizados, mas a estrutura central permanece focada em ferramentas de criação eficientes. Para The Elder Scrolls 6, isso significa que, embora o DNA de Skyrim ainda esteja lá, quase todos os componentes técnicos foram reconstruídos para a nova geração.
O que a Engine de Starfield Traz para The Elder Scrolls 6?
Starfield introduziu melhorias massivas em iluminação global, animações e modelos de personagens. No entanto, o jogo também foi criticado pelas constantes telas de carregamento devido à sua natureza de exploração planetária. Para The Elder Scrolls 6, a expectativa é que a Bethesda otimize o streaming de dados para permitir um mundo aberto contínuo e orgânico, aproveitando a arquitetura de SSDs dos consoles modernos para eliminar as barreiras que limitavam Skyrim.
Física e Interatividade de Itens
Um dos pilares dos RPGs da Bethesda é a capacidade de interagir com quase qualquer objeto no cenário.

A nova versão da engine em The Elder Scrolls 6 está sendo ajustada para lidar com uma densidade de objetos ainda maior, permitindo que cidades sejam mais populosas e detalhadas, com NPCs que possuem rotinas complexas e reagem dinamicamente a mudanças climáticas e eventos globais.
A Importância da Engine para a Comunidade de Modders
Não se pode falar de The Elder Scrolls 6 sem mencionar a longevidade proporcionada pelos mods. A escolha de aprimorar a Creation Engine em vez de substituí-la é uma decisão estratégica para manter a maior comunidade de criadores de conteúdo do mundo ativa. Como as ferramentas básicas permanecem familiares, milhares de modders poderão começar a trabalhar em melhorias e expansões para o jogo quase que imediatamente após o lançamento.
Gráficos de Próxima Geração e Realismo Visual
Embora a fidelidade visual de Starfield tenha sido um avanço, The Elder Scrolls 6 deve elevar o patamar. Relatos indicam que o sistema de fotogrametria — técnica que utiliza fotos reais para criar texturas e modelos 3D hiper-realistas — será usado em larga escala para recriar as províncias de Hammerfell ou High Rock (locais sugeridos pelo teaser original). Isso garantirá paisagens naturais com um nível de realismo nunca antes visto em um RPG de mundo aberto.
Conclusão: O Caminho para o RPG Definitivo
Embora o lançamento de The Elder Scrolls 6 ainda pareça distante, a confirmação de que o jogo utiliza uma versão turbinada da tecnologia de Starfield é um sinal encorajador.

A Bethesda não está apenas reciclando ferramentas antigas, mas sim refinando um motor que foi pensado especificamente para sustentar a escala e a complexidade que os fãs de Tamriel esperam. O desafio agora será equilibrar essa tradição técnica com as exigências de desempenho e inovação que o mercado atual impõe.
Fonte: gamespot.com
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