Bloodborne Fan Remake
O aguardado Bloodborne Fan Remake, conhecido tecnicamente como “Bloodborne Top Down Arena”, teve seu desenvolvimento abruptamente interrompido após uma intervenção jurídica direta da Sony Interactive Entertainment. O projeto, liderado pelo desenvolvedor francês Maxime Foulquier, era uma das poucas esperanças da comunidade de ver o universo de Yharnam revitalizado com novas tecnologias, mas esbarrou nas rígidas políticas de proteção de propriedade intelectual da gigante japonesa.
O Fim de Bloodborne Top Down Arena: O Que Aconteceu?
Maxime Foulquier, um desenvolvedor independente que já havia ganhado notoriedade por tentar recriar o jogo na Unreal Engine 5, decidiu mudar a perspectiva para um estilo “top-down” (visão aérea) para evitar conflitos diretos com o material original. No entanto, mesmo essa abordagem estilizada não foi suficiente para acalmar os advogados da Sony. Segundo Foulquier, ele recebeu uma carta de “cease and desist” (cessar e desistir) que o obrigou a remover todos os vídeos, assets e referências diretas à marca Bloodborne.

O desenvolvedor expressou sua profunda decepção nas redes sociais, classificando a decisão da Sony como “absurda”, especialmente considerando que o projeto era um trabalho de amor sem fins lucrativos. A interrupção do Bloodborne Fan Remake ocorre em um momento de extrema sensibilidade para os fãs da FromSoftware, que aguardam há quase uma década por qualquer sinal de vida oficial da franquia, seja um porte para PC, um remaster a 60fps ou uma sequência.
A Reação de Maxime Foulquier e o Impacto na Comunidade
Em seu comunicado, Foulquier revelou que manteve o silêncio sobre a ação judicial por algum tempo, mas decidiu vir a público após as recentes movimentações internas da Sony. A interrupção do projeto não foi apenas um golpe técnico, mas emocional. O desenvolvedor havia investido meses de trabalho na criação de mecânicas de combate que traduzissem a agressividade de Bloodborne para uma perspectiva isométrica, algo que a comunidade recebeu com imenso entusiasmo em prévias anteriores.
O Contexto Frustrante: O Fechamento da Bluepoint Games
A notícia do cancelamento do Bloodborne Fan Remake ganhou ainda mais peso devido à coincidência com informações sobre o fechamento da Bluepoint Games. Por anos, a Bluepoint foi considerada a candidata ideal para um remake oficial de Bloodborne, dado o sucesso estrondoso que tiveram com Demon’s Souls no lançamento do PS5. Com o estúdio fora do cenário, os fãs sentem que a Sony está não apenas impedindo que a comunidade crie conteúdo, mas também fechando as portas para uma produção profissional de alto nível.
Sony e a “Limpeza” da Marca: Um Sinal de Bloodborne no Horizonte?
Uma teoria recorrente entre os entusiastas de tecnologia e modding, como Lance McDonald, é de que a Sony está realizando uma “limpeza de terreno”. Nos últimos meses, não apenas o projeto de Foulquier foi derrubado, mas também mods de 60fps e o famoso “Bloodborne Kart” (que precisou ser renomeado para Nightmare Kart e ter toda a identidade visual alterada).
Historicamente, quando uma empresa começa a derrubar projetos de fãs de forma tão agressiva, pode ser um indicativo de que um anúncio oficial está próximo. A lógica corporativa sugere que a Sony não quer que resultados de busca por “Bloodborne Remake” ou “Bloodborne 60fps” levem a projetos amadores quando eles eventualmente lançarem o seu próprio produto. No entanto, para uma base de jogadores que vive de “copium” (esperança excessiva) há anos, essa agressividade jurídica é vista mais como um desrespeito ao legado do jogo do que uma estratégia de marketing.
O Legado de Bloodborne e a Barreira dos 30 FPS
Lançado em 2015, Bloodborne continua sendo um dos títulos mais aclamados do PlayStation 4. Entretanto, ele sofre com problemas técnicos datados, principalmente o frame pacing e a trava de 30 quadros por segundo. Enquanto quase todos os outros grandes exclusivos daquela era receberam patches para o PS5 ou versões para PC (como God of War, Horizon Zero Dawn e Ghost of Tsushima), Bloodborne permanece intocado.

A insistência da Sony em impedir que o Bloodborne Fan Remake de Maxime Foulquier prosperasse só reforça o mistério: por que a Sony protege tão ferozmente uma marca que ela parece não ter interesse em atualizar? Se o objetivo é proteger o valor comercial da IP para um futuro lançamento, o silêncio ensurdecedor da empresa está drenando a paciência até dos caçadores mais leais de Yharnam.
Conclusão: O Que Esperar Agora?
Para Maxime Foulquier, o caminho agora é seguir os passos de Lilith Walther (criadora de Nightmare Kart) e possivelmente transformar seu trabalho em algo original, inspirado na estética vitoriana e no horror cósmico, mas sem os nomes registrados pela Sony. Para os fãs, resta apenas esperar pela conferência de 10 anos do jogo em 2025/2026, na esperança de que a Sony finalmente transforme toda essa energia jurídica em um anúncio real.
O cancelamento deste Bloodborne Fan Remake serve como um lembrete amargo de que, no mundo dos games, a paixão dos fãs muitas vezes colide com as realidades frias do direito autoral. Enquanto o projeto “Top Down Arena” morre em sua forma original, o desejo por Bloodborne parece mais vivo e desesperado do que nunca.
Fonte: eurogamer.de

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