Resident Evil Requiem Metacritic
Resident Evil Requiem finalmente teve seu embargo de críticas levantado, e os fãs de survival horror já podem respirar aliviados — ou talvez prender a respiração de medo. O novo capítulo da lendária franquia da Capcom chegou ao Metacritic e ao OpenCritic com notas que consolidam a nova direção da série, equilibrando o terror visceral da era Winters com o dinamismo cinematográfico que consagrou os remakes recentes.
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As Notas de Resident Evil Requiem no Metacritic
Até o momento, a versão de PlayStation 5 de Resident Evil Requiem ostenta uma média sólida de 88 no Metacritic, baseada em mais de 80 análises. Embora o número varie ligeiramente entre as plataformas, a recepção tem sido majoritariamente positiva. No Xbox Series X, o jogo alcançou impressionantes 92, enquanto a versão de PC figura com 87 e a aguardada versão para o Nintendo Switch 2 surpreende com uma média de 90.

Comparativamente, Resident Evil Requiem posiciona-se em um patamar de elite dentro da franquia. Ele superou títulos amados como Resident Evil 7: Biohazard (86) e Resident Evil Village (84). No entanto, ainda permanece um degrau abaixo das obras-primas absolutas da série, como o Resident Evil 2 Remake (91) e o aclamado Resident Evil 4 Remake (93). Para muitos críticos, essa pontuação reflete um jogo que tenta abraçar dois mundos distintos, obtendo sucesso na maioria das frentes, mas enfrentando pequenos problemas de ritmo.
Um Conto de Dois Protagonistas: Leon e Grace
Um dos pontos mais elogiados em Resident Evil Requiem é a sua estrutura narrativa e de gameplay baseada em dois protagonistas: o veterano Leon S. Kennedy e a novata Grace Ashcroft. A crítica foi unânime em dizer que essa dualidade oferece uma experiência completa que o jogo anterior, Village, apenas arranhou na superfície.
O Equilíbrio entre Terror e Ação
As seções de Leon são descritas como o auge da ação tática e do combate bombástico, evocando a nostalgia de Resident Evil 4 sem parecer datado. Por outro lado, a campanha de Grace Ashcroft foca no terror psicológico puro e na vulnerabilidade, lembrando os momentos mais tensos de Resident Evil 7. Veículos de peso como o IGN e o GamesRadar destacaram que essa mistura “reconcilia duas visões contrastantes da saga”, permitindo que o jogador sinta o empoderamento do combate e o desespero da sobrevivência em um único pacote.
Desempenho Técnico e Visuais de Próxima Geração
O uso da RE Engine em Resident Evil Requiem atingiu um novo patamar de fidelidade. No PS5 e Xbox Series X, o jogo oferece suporte a Ray Tracing avançado e mantém uma taxa de quadros estável de 60 FPS, mesmo em cenários complexos com muitos inimigos. No PC, tecnologias como DLSS 3 e FSR garantem que a experiência seja fluida até em resoluções 4K.

A grande surpresa, contudo, é a versão do Switch 2. Com uma otimização impecável, o console da Nintendo entrega visuais que rivalizam com as máquinas da Sony e Microsoft, provando que o hardware é capaz de lidar com os títulos AAA mais exigentes da atualidade. A iluminação volumétrica e as texturas de pele dos personagens foram citadas como as melhores já vistas na série.
O Encerramento da Saga Winters e o Legado de 30 Anos
Para quem acompanhou a jornada de Ethan Winters, Resident Evil Requiem serve como o ponto final definitivo para esse arco, ao mesmo tempo que abre portas intrigantes para o futuro. A Capcom conseguiu amarrar pontas soltas que datam de décadas atrás, celebrando os 30 anos de história da franquia de forma emocional e sangrenta.
Entretanto, nem tudo são flores. Alguns críticos, como os do Gamekult e Region Free, apontaram um “excesso de fan service” em certos momentos, sugerindo que o jogo às vezes se apoia demais em referências ao passado em vez de inovar. Ainda assim, com notas mínimas na casa dos 7/10, o consenso é que o “pior” de Requiem ainda é superior à média do mercado.
Veredito Final: Vale a Pena Jogar?
Com uma média que beira os 90 pontos, Resident Evil Requiem é um triunfo para a Capcom. Ele consegue a façanha de ser um jogo de entrada acolhedor para novos jogadores e um banquete de lore para os veteranos. Se você busca uma narrativa cinematográfica, combates satisfatórios e momentos de puro horror, o título é obrigatório na sua coleção.

O jogo será lançado oficialmente em 27 de fevereiro de 2026, e a expectativa é que ele se torne um forte candidato ao prêmio de Jogo do Ano (GOTY), disputando espaço com outros gigantes que ainda estão por vir.
Fonte: polygon.com
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