Resident Evil Requiem PC performance
Resident Evil Requiem PC performance – Capcom continua a refinar sua maestria técnica com a RE Engine, entregando um dos títulos visualmente mais impressionantes da franquia até hoje. Com o retorno triunfal de Leon S. Kennedy e a introdução da analista do FBI Grace Ashcroft, o jogo divide sua experiência entre ação desenfreada e horror de sobrevivência puro, exigindo tanto dos reflexos do jogador quanto do hardware do computador.
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A Evolução da RE Engine e o Suporte ao Path Tracing
A RE Engine tem sido a espinha dorsal de quase todos os sucessos da Capcom desde Resident Evil 7, mas em Requiem, ela atinge um novo patamar de fidelidade. O grande destaque desta versão é a implementação do Path Tracing completo, uma técnica de renderização que simula o comportamento real da luz, afetando sombras, reflexos e iluminação global de forma integrada. Diferente do Ray Tracing tradicional, que muitas vezes é aplicado apenas em superfícies específicas, o Path Tracing em Resident Evil Requiem transforma a atmosfera, tornando os ambientes internos quase fotorrealistas.

Entretanto, essa beleza tem um custo altíssimo. Nos nossos testes, o impacto no desempenho ao ativar o Path Tracing foi brutal. Mesmo em hardware de ponta, a queda de quadros é imediata, consolidando o recurso como o verdadeiro “assassino de performance” do jogo, reservado apenas para quem possui as GPUs mais modernas do mercado.
Desempenho em Diferentes Níveis de Hardware
PCs Portáteis e Entrada: A Sobrevivência do ROG Ally e RTX 4050
Para quem joga em dispositivos como o Asus ROG Ally ou laptops equipados com a RTX 4050, a experiência é surpreendentemente sólida, desde que as expectativas sejam moderadas. Com configurações no “Normal” e Ray Tracing desativado, o jogo mantém uma média estável acima dos 60 FPS em 1080p. O uso de upscaling, como o DLSS ou o novo FSR Redstone da AMD, torna-se obrigatório nesses cenários para garantir que os tempos de quadro (frame times) permaneçam consistentes durante os combates intensos.
O Ponto de Equilíbrio: RTX 3060 Ti e o Segmento Mainstream
A RTX 3060 Ti continua sendo a rainha do custo-benefício para 1440p. Em nossos testes, essa GPU conseguiu rodar o jogo com folga no preset High, mantendo médias entre 80 e 90 FPS em áreas urbanas.

No entanto, ao ativar o Ray Tracing em nível “Normal”, notamos instabilidades ocasionais e quedas nos 1% lows, especialmente em cenas com muita fumaça ou efeitos de partículas. Para uma experiência fluida, recomendamos manter o RT desligado ou utilizar o DLSS em modo Qualidade nesta categoria de hardware.
Entusiastas e Ultra High-End: RTX 5090 e DLSS 4
Para os donos de uma RTX 5090, Resident Evil Requiem é o playground perfeito. Em 4K com todas as configurações no máximo e Path Tracing ativado, a placa entrega visuais estonteantes. Contudo, a queda de performance é notável: de 157 FPS com Ray Tracing comum para cerca de 77 FPS com Path Tracing. É aqui que o DLSS 4 e a Geração de Quadros (Frame Generation) entram em cena, permitindo que o jogo ultrapasse novamente a barreira dos 140 FPS sem perda perceptível de qualidade visual. A tecnologia Ray Reconstruction da Nvidia, que é habilitada automaticamente com o Path Tracing, ajuda a limpar o ruído visual, resultando em reflexos cristalinos em superfícies molhadas.
O Dilema da VRAM e Consumo de Memória
Um ponto crítico identificado nesta Resident Evil Requiem PC performance analysis é o alto consumo de VRAM. Em configurações máximas em 4K, o jogo chega a alocar mais de 15 GB de memória de vídeo, podendo chegar a 17 GB com o Path Tracing e Frame Generation ativos.

Isso coloca placas de 8 GB em uma posição difícil, forçando os usuários a reduzirem a qualidade das texturas ou desativarem recursos de iluminação avançada para evitar travamentos (stuttering) severos. Mesmo em 1080p, o jogo flerta com o limite de 10 GB de alocação, sugerindo que a era das placas de 8 GB está chegando ao fim para os títulos AAA mais exigentes.
Impacto da Perspectiva no Desempenho
Resident Evil Requiem permite alternar livremente entre a primeira e a terceira pessoa, e curiosamente, isso afeta a taxa de quadros. Jogar em primeira pessoa tende a ser cerca de 10% menos exigente, já que o motor gráfico não precisa renderizar os detalhes complexos do modelo do personagem principal, incluindo o novo sistema de renderização de fios de cabelo (Hair Strands), que é particularmente pesado na protagonista Grace Ashcroft. Em terceira pessoa, o impacto visual é maior, mas exige mais poder de processamento bruto da GPU.
Conclusão Técnica: Otimização Exemplar
Apesar do peso do Path Tracing, Resident Evil Requiem é um triunfo de otimização. A Capcom conseguiu equilibrar requisitos mínimos acessíveis com um teto visual extremamente alto para entusiastas.
O tempo de compilação de shaders no início do jogo é rápido, durando cerca de 30 segundos, o que evita os problemas de travamento durante a gameplay que assolaram outros lançamentos recentes em Unreal Engine 5. Se você possui um PC que atende aos requisitos recomendados, encontrará uma das experiências mais imersivas e tecnicamente polidas de 2026.
Fonte: pcgamer.com
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