Filmes Essenciais Abraccine
Filmes Essenciais Abraccine – Quem é fã de cinema nacional, provavelmente já ouviu falar da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema) e suas listas de “melhores filmes“. Mas o que muita gente não percebe é que, escondidos entre os grandes clássicos históricos, estão tesouros do cinema de gênero que fariam inveja a qualquer produção de Hollywood.
Conteúdo
De lobisomens em São Paulo a viagens no tempo no Distrito Federal, preparamos um guia definitivo para você desbravar o lado mais fantástico da nossa sétima arte.
Mestres do Medo: O Legado de Zé do Caixão e Além
Falar de terror no Brasil sem citar José Mojica Marins é um pecado cinematográfico. Ele não apenas criou o icônico Zé do Caixão, mas estabeleceu as bases do gênero no país.
À Meia-Noite Levarei Sua Alma (1964): O ponto de partida. Aqui conhecemos o coveiro niilista em busca da “mulher superior”. É o nosso “Drácula” ou “Frankenstein”, um marco indispensável.

Esta Noite Encarnarei no Teu Cadáver (1967): A sequência que elevou o nível, com uma direção de arte impressionante e a famosa (e perturbadora) cena do inferno colorizada.

O Despertar da Besta (1970): Para quem curte algo mais psicodélico e experimental, este filme flerta com o bizarro e o proibido, desafiando a censura da época.

Destaque Moderno: Nem só de clássicos vive o terror. As Boas Maneiras (2017) prova que o gênero está vivíssimo, trazendo uma história de lobisomem urbana que mistura drama social com efeitos práticos de primeira linha.

Fantasia e Folclore: O Realismo Fantástico
A fantasia brasileira não precisa de elfos ou dragões europeus; ela se alimenta da nossa própria riqueza mística e folclórica.
Macunaíma (1969): O “herói sem nenhum caráter” vive uma odisseia repleta de metamorfoses e gigantes comedores de gente. É uma explosão de criatividade visual que redefine o que pode ser uma jornada fantástica.

Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976): O auge do realismo fantástico. Quem nunca quis que um desejo fosse tão forte a ponto de trazer um espírito de volta para uma “visita física”?

O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969): Glauber Rocha entrega uma estética operística onde o cangaço encontra o mito. É quase uma fantasia épica de espada e sandália (ou melhor, peixeira e gibão).

Ficção Científica: Satírica, Política e Distópica
A ficção científica nacional costuma usar o “e se?” para olhar para a nossa própria realidade de ângulos inesperados.
Branco Sai, Preto Fica (2014): Este é obrigatório para fãs de sci-fi cerebral. O filme utiliza viagem no tempo para tratar de traumas reais e repressão policial. É o nosso “Afrofuturismo” ganhando as telas com uma força política descomunal.

O Homem do Sputnik (1959): Para quem gosta de uma boa sátira retrofuturista, esta comédia brinca com a corrida espacial e a paranoia da Guerra Fria quando um satélite cai em pleno quintal brasileiro.

E aí, qual desses você vai maratonar primeiro? Conta pra gente nos comentários!
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