Netflix
A Netflix decidiu adotar uma postura ainda mais rígida em relação ao mercado tradicional de cinema. Em entrevista recente ao The New York Times, Dan Lin, o presidente da divisão de filmes da plataforma, deixou claro que o streaming não pretende ceder às pressões de Hollywood.
A nova política de Dan Lin na Netflix
Segundo o executivo, a empresa aceitou que perderá grandes talentos em prol de manter seu modelo de negócios focado no catálogo digital. Lin foi categórico ao definir o perfil de profissionais com quem a companhia não pretende mais fechar parcerias.
“Existe um grupo de cineastas que ainda quer lançamento nos cinemas. Esses são cineastas com os quais aceitamos que simplesmente não vamos trabalhar”, disparou o chefe da Netflix.
Exceções e conflitos nos bastidores
Embora a plataforma tenha aberto exceções históricas recentes — como a janela de exibição de 54 dias garantida para As Crônicas de Nárnia, de Greta Gerwig —, Dan Lin reforçou que esses casos são raridades absolutas e não uma mudança de estratégia.
Essa inflexibilidade já custou projetos de peso para a gigante do streaming:
- Zach Cregger: Migrou seu filme de ficção científica The Flood para a Warner Bros. após a recusa de exibição nos cinemas.
- Joseph Kosinski: Recusou dirigir o filme de F1 pela falta de um plano para as telonas.
- Emerald Fennell: Preferiu uma proposta financeira menor de outro estúdio para garantir a estreia de Wuthering Heights nos cinemas.
- Irmãos Duffer: Deixaram um projeto de filme na plataforma rumo à Paramount pelo mesmo motivo.
Para o segundo semestre, produções como Cliff Booth, de David Fincher, e Here Comes the Flood, de Fernando Meirelles, terão apenas exibições limitadas de duas semanas para se qualificarem ao Oscar.
O que você acha dessa postura rígida da plataforma? Prefere ver os grandes lançamentos no conforto de casa ou faz questão da experiência do cinema? Deixe seu comentário!
Fonte: Google News
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