Studio Ghibli no streaming
Enquanto fãs do mundo todo maratonam os clássicos do Studio Ghibli na Netflix ou Max, os espectadores no Japão enfrentam uma realidade totalmente diferente: no país de origem do estúdio, essas animações icônicas não estão disponíveis em nenhuma plataforma de streaming.
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A postura rígida do estúdio contra o mercado digital doméstico força os fãs japoneses a recorrerem a mídias físicas (DVDs), relançamentos nos cinemas ou exibições na TV aberta. Mas qual é o real motivo por trás dessa decisão?
O fator “evento nacional” na TV aberta
Kenichi Yoda, atual Presidente e CEO do Studio Ghibli (e veterano da Nippon TV, acionista majoritária do estúdio), explicou em entrevista à Bloomberg que a TV linear ainda possui um papel cultural único no Japão.
- Audiência compartilhada: Quando um filme do Ghibli é transmitido na TV aberta, ele se torna um evento nacional simultâneo.
- Clima de festival: Toda a população assiste e comenta ao mesmo tempo, criando uma celebração coletiva que o streaming individual não consegue replicar.
A descrença no futuro do streaming
Além do fator cultural, há uma visão estratégica cética por parte da liderança histórica do estúdio. Toshio Suzuki, lendário produtor e cofundador do Ghibli ao lado de Hayao Miyazaki, não vê futuro promissor para o modelo de negócios das plataformas digitais.
Segundo revelou Goro Miyazaki, diretor e filho de Hayao, Suzuki acredita que os serviços de streaming logo deixarão de ser vantajosos e caminham para o fracasso. O produtor estaria, na verdade, empolgado para descobrir qual será a próxima tecnologia a surgir após o declínio do streaming.
Fundado em 1987, o Studio Ghibli é um gigante cultural, responsável por quatro das dez maiores bilheterias da história do cinema japonês e vencedor de dois prêmios Oscar de Melhor Animação.
O que você acha dessa estratégia do Studio Ghibli de valorizar a TV e a mídia física em vez do streaming? Deixe sua opinião nos comentários!
Fonte: ovicio.com.br
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