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Desde o anúncio de Cyberpunk 2077, muitas pessoas tem passado por uma crise de ansiedade aguardando o lançamento do jogo, o que aumentou bastante a busca por jogos ao estilo cyberpunk. A busca pelos neons rosa e azul, os outdoors animados em Realidade Aumentada e os implantes cibernéticos continua no radar dos jogadores e Akane está aqui para matar a nossa vontade por um bom jogo nessa temática.

Eu sou o Wally e hoje vamos falar um pouquinho sobre Akane, um jogo Brasileiro muito interessante, espero que gostem.

Akane é um jogo indie Brasileiro lançado em setembro de 2018 desenvolvido e publicado pela Ludic Studios. O jogo foi apresentado na Big Festival de 2018, um dos maiores eventos de jogos independentes da América Latina.

Vamos começar explicando um pouco de como funciona o jogo. O jogo usa um sistema arcade de arena com waves, as famosas hordas que tentam te matar a todo custo, similar ao Gauntlet dos fliperamas, Ubermosh (também Brasileiro), Dungeon Defenders e muitos outros.

Mas como esse sistema funciona? É divertido?

Esse sistema arcade com hordas funciona de forma muito simples, você está literalmente em uma área que representa uma arena e você não pode sair dela, ao mesmo tempo que, para avançar no jogo, você será confrontado com hordas de inimigos que atacarão de tempos em tempo, após matar uma horda inteira, uma nova horda virá para que você acabe com todos e assim o jogo avança, com novas adições a cada horda como inimigos novos, chefes, itens e etc.

Em Akane, esse é o centro do jogo, é como ele funciona em sua essência e basicamente o gameplay se resume a isso. Porém, não se engane, o jogo ter uma base simples não o faz ser ruim ou fraco. Eu posso explicar isso contando os detalhes que o jogo possui e que me fizeram ficar tão empolgado para jogar mais e mais e depois escrever esse review.

Começamos com o sistema de missões, assim que iniciamos o jogo, recebemos algumas missões para realizar, porém não são missões obrigatórias, mas sim objetivos que, quando cumpridos, nos garantem novos equipamentos que fornecem novas habilidades e efeitos para obtermos diferentes sessões de jogo a cada tentativa.

Dentre os equipamentos debloqueáveis temos a katana, armas de fogo, botas e cigarros. O cigarro é o único cujo efeito é apenas estético, ele nos dá um rastro neon que se forma enquanto caminhamos pelo cenário, e é bem estiloso para falar a verdade.  Os demais equipamentos permitem o uso de efeitos  especiais, uma das katanas desbloqueáveis, por exemplo, proporciona ao jogador executar um ataque giratório bem ao estilo link de Legend of Zelda. Outra nos dá a habilidade de arremessa-lá em uma direção, mas precisamos pega-lá para que possamos atacar e bloquear.

O que nos leva as habilidades da nossa protagonista. Para enfrentar as hordas de capangas da máfia japonesa, podemos atacar com a katana, atirar com a arma de fogo que selecionamos no menu antes do jogo, também temos um bloqueio que impede tanto ataques a distância quanto ataques corpo a corpo e por fim temos duas maneiras de usar o golpe especial. A primeira forma é gastar apenas uma barra do especial, que é preenchida a cada inimigo morto, que faz a nossa protagonista correr em linha reta matando todos os inimigos em seu caminho durante o trajeto; e a segunda é gastar todas as três barras de especial e, durante alguns segundos, enquanto pressionamos rapidamente o botão de ataque, atacamos todos os adversários que estão aparecendo na tela naquele momento, matando-os no processo.

E com isso voltamos a pergunta do início, é divertido? É bom?

Sim, o jogo é muito divertido e bem feito. O sistema de combate é fluído e simples e aprender, porém difícil de ser masterizado, o que é um ótimo desafio, a trilha sonora é simplesmente épica e casa perfeitamente com a temática cyberpunk; e os gráficos pixel art são ótimos. Um jogo que certamente vale a pena jogar e uma diversão que você sempre pode voltar para tentar chegar cada vez mais longe e desafiar seus amiguinhos para saber quem manja mais de como matar mafiosos.

Outro ponto positivo mas que não interfere diretamente na jogabilidade são as referências que os desenvolvedores colocaram no jogo, são várias, algumas eu posso ter deixado passar durante a jogatina. Mas dentre elas temos a power glove e o tênis de De volta para futuro.

Logicamente o jogo não é perfeito e vou apontar alguns detalhes que me chamaram atenção. Começando pela baixa quantidade de inimigos diferentes; durante uma sessão de jogos, podem aparecer quase uma centena de inimigos na tela, porém, a diversidade deles não é muito alta e por vezes você sente que está matando a mesma pessoa o tempo todo, o que realmente é verdade; o capanga básico sempre vai aparecer vindo de todas as direções.

Outra coisa são as missões que eu citei mais a cima, elas são um tanto quanto complicadas demais e não é algo difícil porém divertido, achei elas um tanto quanto chatas de fazer e eu nem ao menos consegui fazer todas até o momento. Pelo menos essa dificuldade foi algo que eu senti e pode ser que nem todos vão se sentir dessa forma.

E por fim, não é exatamente um defeito, mas acho que o jogo tem muito potencial para se tornar algo maior, poderia ter um enredo interessante, o que eles realmente começaram a fazer com o tutorial do jogo, quando a nossa protagonista era mais nova e precisa demonstrar as técnicas que ela aprendeu em um dojo. Nesse momento temos um resquício de enredo que poderia ser trabalhado e se tornar algo maior. Além da trama imposta no tutorial, o jogo apresenta uma rápida premissa quando iniciamos uma nova partida, utilizando apenas áudio, onde a nossa heroína está fugindo da máfia de moto e claramente ela bate o seu veículo e é forçada a enfrentar as hordas de inimigos; além do que também nos apresenta uma personagem principal com personalidade muito forte com a frase

"Essa noite eu vou morrer aqui e eu vou levar todos esses filhas da p*** comigo".

Como dito antes, não é bem um defeito do jogo, mas sim algo que poderia existir e faria o jogo ser muito melhor, uma trama cyberpunk envolvendo a máfia japonesa utilizando as mecânicas de hordas e diferentes chefes a cada cenário novo seria deveras interessante. Claro que falar é fácil, mas para caso os desenvolvedores estejam lendo isso.... fica a dica do Wally.

E com isso terminamos a nossa primeira review de jogos indies e como eu não gosto de dar nota a jogos, deixo vocês com os pontos positivos e negativos que o jogo possui e fica a cargo de vocês leitores decidirem se vale ou não a pena joga-lo. Você já jogou Akane? Já conhecia? Gostou review? Coloca nos comentários, feedbacks são sempre bem vindos!


Trailer oficial do jogo:


Agora deixo aqui meus links para redes sociais e outros projetos, me procurem lá:


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