Mega Man X Snes
Mega Man X Snes não foi apenas uma sequência para o console de 16-bits da Nintendo, mas uma reinvenção completa que definiu o gênero de ação em plataforma nos anos 90.
Conteúdo
Lançado originalmente em dezembro de 1993 no Japão (como Rockman X), o título trouxe uma narrativa mais madura e mecânicas de gameplay que são referência até hoje. Sob a supervisão de Keiji Inafune e do produtor Tokuro Fujiwara, a Capcom buscava distanciar a nova série da estética infantil da era 8-bit.
A Origem de Zero e a Troca de Protagonistas
Um dos fatos mais curiosos do desenvolvimento de Mega Man X envolve o personagem Zero. Originalmente, Keiji Inafune desenhou Zero para ser o protagonista principal da série.

No entanto, temendo que os fãs não reconhecessem o personagem devido à sua aparência drasticamente diferente do Mega Man clássico, a Capcom decidiu criar um novo herói, o X, que mantivesse a silhueta familiar. Zero foi então relegado ao papel de mentor, tornando-se um dos personagens mais icônicos da história da Capcom.
O design de X foi focado na evolução. Diferente do herói estático, o sistema de Light Capsules permitia que o jogador encontrasse upgrades de armadura, algo que mudou a forma como explorávamos os mapas.
Dados de Vendas e Impacto no Mercado

O sucesso comercial foi imediato. De acordo com os dados oficiais da Capcom (Platinum Titles), Mega Man X Snes vendeu mais de 1,16 milhão de unidades em todo o mundo apenas em sua versão original de Super Nintendo.
Esse desempenho financeiro consolidou a franquia “X” como o pilar principal da empresa durante a década de 90, gerando sequências diretas e spin-offs. O jogo provou que havia demanda para títulos de plataforma com maior profundidade técnica e narrativa.
Curiosidades e Segredos de Bastidores
Você sabia que o Hadouken de Street Fighter está escondido no jogo? Para desbloqueá-lo, o jogador precisa ter todos os itens e visitar uma área específica na fase do Armored Armadillo cinco vezes sem levar dano.

A trilha sonora também é um marco. Composta pela equipe Alph Lyla, liderada por Setsuo Yamamoto, o jogo utilizou samples de guitarra elétrica que levavam o chip de som do SNES ao limite, criando uma atmosfera de rock futurista única.
Outro detalhe técnico importante: ao contrário de suas sequências X2 e X3, o primeiro Mega Man X não utilizava chips especiais no cartucho (como o C4), dependendo puramente do poder de processamento nativo do Super Nintendo para entregar seus efeitos de parallax e sprites detalhados.
Hoje, Mega Man X permanece como um exemplo de game design perfeito, equilibrando dificuldade progressiva com uma curva de aprendizado intuitiva que dispensa tutoriais textuais.
Qual a sua opinião?