Filmes e Séries

Pixar: Por que os novos filmes não têm o mesmo encanto dos antigos?

Pixar: Por que os novos filmes não têm o mesmo encanto dos antigos? 1
Compartilhar

A Nova Pixar Não Encanta

A Nova Pixar Não Encanta – A Pixar Animation Studios é sinônimo de inovação e emoção no mundo da animação, com clássicos como Toy Story, Procurando Nemo e Up que marcaram gerações. No entanto, os novos filmes da Pixar, como Elio, Coco, Turning Red e Luca, parecem não carregar o mesmo brilho dos antigos.

A razão principal? Uma mudança significativa na abordagem criativa, que muitos chamam de a Era Humana da Pixar.

A transição para a Era Humana

No início, os filmes antigos da Pixar conquistavam o público com narrativas universais centradas em personagens não humanos, como brinquedos (Toy Story), peixes (Procurando Nemo) ou carros (Carros). Essas histórias exploravam emoções humanas através de perspectivas únicas, criando uma conexão profunda com públicos de todas as idades. A originalidade dessas tramas, combinada com a inovação tecnológica, colocou a Pixar no topo da indústria da animação.

A Nova Pixar Não Encanta

Por outro lado, os novos filmes da Pixar, a partir de obras como Coco e Soul, adotaram uma abordagem mais centrada em personagens humanos e suas experiências culturais ou pessoais. Elio, o mais recente lançamento da Pixar (20 de junho de 2025), exemplifica essa tendência, trazendo uma história de ficção científica com forte foco em identidade e relações humanas. Essa mudança, apelidada de Era Humana, reflete uma busca por narrativas mais intimistas, mas que, para alguns fãs, carecem do apelo universal dos primeiros sucessos.

Diferenças criativas e narrativas

A Era Humana da Pixar é marcada por histórias que exploram temas como família, identidade cultural e autodescoberta. Filmes como Turning Red, dirigido por Domee Shi, e Luca, de Enrico Casarosa, destacam-se por sua autenticidade emocional e estética vibrante. No entanto, essas tramas mais específicas podem não ressoar com todos os públicos, ao contrário dos filmes clássicos da Pixar, que tinham uma abordagem mais ampla e acessível.

Pixar: Por que os novos filmes não têm o mesmo encanto dos antigos? 2

Além disso, a Polygon aponta que os novos filmes frequentemente se inspiram em experiências pessoais dos diretores, o que traz frescor, mas também limita a universalidade. Por exemplo, Coco mergulha na cultura mexicana, enquanto Turning Red reflete a experiência de uma adolescente sino-canadense. Essa especificidade enriquece as narrativas, mas pode alienar parte do público que busca a simplicidade emocional de um Monstros S.A. ou Os Incríveis.

O impacto no público e na crítica

Apesar da mudança, os filmes recentes da Pixar continuam a receber elogios da crítica. Elio, dirigido por Domee Shi, Adrian Molina e Madeline Sharafian, é descrito como ambicioso, com uma trama cheia de ideias, embora alguns achem que “tem ideias demais”. A qualidade técnica permanece impecável, com a Pixar utilizando a tecnologia RenderMan para criar visuais deslumbrantes, como os vistos em Inside Out 2 e Elemental.

No entanto, a nostalgia pelos filmes antigos persiste. Muitos fãs sentem falta da época em que a Pixar parecia infalível, lançando sucesso após sucesso com histórias que transcendiam barreiras culturais. A Era Humana, embora inovadora, enfrenta o desafio de reconquistar esse apelo global enquanto mantém sua autenticidade.

O futuro da Pixar

Com futuros lançamentos como Hoppers, Toy Story 5, Gatto e Coco 2 previstos para os próximos anos, a Pixar parece equilibrar sequências de suas franquias clássicas com novas histórias originais. A pergunta que fica é: conseguirá a Pixar recapturar a magia dos filmes antigos enquanto abraça a Era Humana?

Pixar: Por que os novos filmes não têm o mesmo encanto dos antigos? 3

Para os fãs, a resposta pode estar na habilidade da Pixar de continuar inovando, seja revisitando o encanto universal de seus primeiros sucessos ou aprofundando as narrativas humanas que definem sua nova fase. Uma coisa é certa: a Pixar seguirá sendo uma força criativa na animação, moldando o futuro do cinema com suas histórias emocionantes.

Compartilhar

Qual a sua opinião?