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TOCA RAUL: O Maluco Beleza que Ainda Faz o Brasil Pensar, Gritar e Sonhar

TOCA RAUL: O Maluco Beleza que Ainda Faz o Brasil Pensar, Gritar e Sonhar 1
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TOCA RAUL e Dá o Play na Liberdade: O Legado que Vai Muito Além do Rock

TOCA RAUL. A frase que virou grito, piada, oração e resistência. Mesmo depois de 34 anos de sua morte, Raul Seixas segue vivo em palcos, playlists, memes, protestos e agora também nas telas, com a estreia da nova série do Globoplay. No último dia 28 de junho, ele teria completado 79 anos — e, se estivesse entre nós, provavelmente estaria dizendo que nasceu há 10 mil anos atrás e ainda estava começando. No embalo do Dia Mundial do Rock, a gente revisita a história do Maluco Beleza que nunca deixou de cantar a liberdade — mesmo quando foi silenciado.

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TOCA RAUL! Grita o cara de jeans rasgado na última fileira do show, enquanto alguém com camiseta do Pink Floyd responde com um aceno cúmplice. No meio do som das guitarras, da fumaça no ar e da rebeldia em alto volume, Raul Seixas ainda é o profeta do impossível, o Elvis do sertão, o roqueiro místico que uniu baião, anarquia e filosofia de bar. Nos anos 70, quando o Brasil andava sob a sombra da ditadura, ele surgia com o peito aberto e a cabeça cheia de ideias: falava de sociedade alternativa, de ouro de tolo, de voar como mosca na sopa do sistema. Não era só música — era manifesto, era delírio coletivo.

TOCA RAUL também é grito de quem ainda acredita em sonho. Em 2025 no mês em que o Maluco Beleza completaria 79 anos e ganha série no Globoplay, seu legado volta a ecoar como disco de vinil girando no toca-discos da memória nacional. Ele não precisava de autotune, só de um gravador, um terno marrom e um microfone ligado direto na alma. Entre livros de ocultismo, parcerias com Paulo Coelho e brigas com censores, Raul ensinou que sonho que se sonha só é só um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade. E cá estamos, sonhando junto até hoje. Porque Raul, meu amigo… Raul não passou. Raul ficou.

TOCA RAUL: O Som da Liberdade que Nunca se Calou

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TOCA RAUL porque ele nunca cantou para agradar. Cantou para acordar. Enquanto muitos se acomodavam, ele vinha com o dedo na ferida e a guitarra no peito, falando de um Brasil que fingia não se ver. Suas letras eram como cartas abertas aos inconformados: Faça o que tu queres, pois é tudo da lei. Frase roubada de Aleister Crowley? Sim. Mas também uma provocação direta ao sistema que tentava encaixotar cabeças e amordaçar corações. Raul não apenas gritava — ele libertava.

TOCA RAUL porque enquanto a censura cortava palavras, ele dava um jeito de mandar seu recado. Com Paulo Coelho como parceiro e a mente fervendo de ideias, criou uma obra que misturava rock, esoterismo, crítica social e um humor debochado que até hoje desconcerta. Raul era aquele sujeito que falava de coisas sérias dando risada, e ria de coisas tristes fazendo todo mundo pensar. Era ao mesmo tempo filósofo de boteco e messias psicodélico. Um Elvis com alma de Lampião.

TOCA RAUL porque ninguém jamais entendeu tão bem o brasileiro perdido entre o querer e o poder. Em um país de ouro de tolo, ele escancarava as ilusões: diploma na parede, carro na garagem, carne no prato… e alma sufocada. Sua música era trilha sonora para quem queria pular da engrenagem. E quando ele cantava Pare o mundo que eu quero descer, a vontade era real — mas também era grito de guerra para seguir em frente, do nosso jeito.

TOCA RAUL, porque ele foi um dos poucos que teve coragem de viver como pensava. Não se dobrou, não se moldou, não se vendeu. Viveu intensamente, errou muito, amou demais e se despediu cedo. Mas deixou um eco que não se cala. Mais do que um cantor, Raul foi um movimento. E como todo movimento de verdade, não termina quando o corpo cai. Termina quando a ideia morre. E a de Raul… ainda pulsa. Pulsa forte.

TOCA RAUL e a Sociedade Alternativa que Ele Inventou (e a Gente Acreditou)

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TOCA RAUL porque ele não queria um lugar no sistema — queria outro sistema. Com Paulo Coelho ao lado e Aleister Crowley nas entrelinhas, Raul Seixas criou a tal da Sociedade Alternativa, um manifesto sonoro onde cada um podia ser o que quisesse, sem pedir licença nem seguir manual. Não era apenas uma música, era quase uma seita — uma utopia libertária embalada por acordes de guitarra e filosofia de calçada. Um espaço imaginário onde o amor era livre, a mente era aberta e o pensamento era revolucionário.

TOCA RAUL porque, entre o misticismo e a anarquia, ele desenhou um novo tipo de brasilidade. Misturava sertão com psicodelia, filosofia com baião, cangaço com rock’n’roll. Não era para entender, era para sentir. A Sociedade Alternativa era uma resposta à caretice institucional e à repressão que rondava os anos de chumbo. Enquanto muitos silenciavam, Raul gritava: Viva! Viva! Viva a Sociedade Alternativa! — e quem ouvia sentia que, pelo menos ali, naqueles três minutos de música, estava livre.

TOCA RAUL porque ele foi além do palco: virou símbolo de contracultura, virou tatuagem, virou mantra de jovens que nunca nem ouviram falar em ditadura, mas sentem na pele a vontade de escapar dos padrões. Não foi à toa que suas músicas foram censuradas, que ele foi fichado, seguido, exilado e até internado. Mas ele ria, gargalhava, zombava de tudo — até da própria dor. Porque no fundo sabia que liberdade, mesmo que apenas cantada, já era um ato político.

TOCA RAUL, porque até hoje tem gente tentando viver esse sonho. Tem quem monte comunidade, quem leia Raul como se fosse manual de vida, quem use suas frases em legendas de foto ou em discursos de formatura. A Sociedade Alternativa talvez nunca tenha se concretizado como país — mas virou estado de espírito. E como todo bom delírio coletivo, ela sobrevive porque, em algum lugar dentro da gente, a gente ainda quer acreditar nela.

TOCA RAUL e as Curiosidades que Provam que Ele Era Único (mesmo!)

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TOCA RAUL porque nenhum outro artista brasileiro conseguiu ser tão irreverente, profundo, esquisito e popular ao mesmo tempo. E por trás das letras geniais e da imagem de maluco beleza, Raul colecionava histórias inacreditáveis. Algumas viraram lenda. Outras, são tão verdadeiras quanto a barba desgrenhada dele nos palcos.

📌 Ele quis ser escritor antes de ser cantor.
Raul era rato de biblioteca e queria ser um grande autor. Inclusive, traduziu sozinho livros de ficção científica nos anos 60 — por hobby!

📌 Gravou um disco infantil com letras subversivas.
O álbum A Criança Interior trazia mensagens filosóficas e espirituais disfarçadas em músicas “fofas”. Uma verdadeira lavagem cerebral do bem para crianças (e adultos).

📌 Quase foi padrinho de Paulo Coelho no satanismo.
Os dois mergulharam fundo em rituais esotéricos nos anos 70. Chegaram a fazer parte de ordens ocultistas. Mas Raul cansou e pulou fora — Paulo seguiu e depois virou escritor best-seller. Vai entender…

📌 Foi casado cinco vezes — uma delas com uma americana que o levou para os EUA.
Raul morou por um tempo em Nova York, lavou pratos e conheceu o estilo de vida americano que tanto criticava em suas músicas. Voltou com mais raiva do american way of life do que nunca.

📌 Seu maior sucesso foi censurado várias vezes.
Músicas como Sociedade Alternativa, Ouro de Tolo e Como Vovó Já Dizia passaram pela tesoura da ditadura. Mas Raul sempre dava um jeito de dizer o que queria — nem que fosse com metáforas e sorrisos maliciosos.

📌 Morreu aos 44 anos — mas até isso virou mistério.
A causa oficial foi pancreatite, mas até hoje surgem teorias: overdose, negligência médica, conspiração… E, claro, tem quem diga que ele não morreu, só foi morar com Elvis em alguma galáxia do rock.

TOCA RAUL nas Telas – A Série do Globoplay que Revive o Mito com Corpo e Alma

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TOCA RAUL e agora… assiste também! A nova série biográfica do Globoplay é um presente para fãs de todas as idades — e uma porta de entrada poderosa para quem só conhece o grito Toca Raul! sem saber direito quem foi esse gênio maluco que sacudiu a música brasileira. Interpretado com entrega e profundidade por Ravel Andrade Raul ganha carne, contradição, afeto e fúria. O ator está simplesmente espetacular: parece que Raul reencarnou só pra contar ele mesmo sua própria história.

TOCA RAUL porque a série vai além dos palcos. Ela mostra o Raul produtor musical, aquele que descobria talentos, criava arranjos, pensava em álbuns como obras completas — muito antes de ser o ídolo cultuado. Também revela o início da amizade intensa (e caótica) com Paulo Coelho, com direito a viagens esotéricas, pactos espirituais e ideias tão ousadas que pareciam roteiros de ficção. Mas eram reais — e muito mais interessantes do que qualquer invenção.

TOCA RAUL porque o elenco é de tirar o chapéu — ou melhor, o colete de couro. A série é estrelada por nomes como: João Pedro Zappa, Chandelly Braz, Caroline Abras,entre outros. Cada ator mergulha de cabeça em personagens que rodearam Raul nos momentos mais insanos e mais humanos da vida. Das relações afetivas aos embates com o mercado fonográfico, tudo é contado com ritmo, emoção e aquele toque lisérgico que não pode faltar.

TOCA RAUL porque até nos detalhes a série acerta: figurinos de época impecáveis, ambientações que fazem a gente sentir o cheiro do vinil e da rebeldia no ar, além de curiosidades deliciosas — como os bastidores da gravação de Ouro de Tolo ou o dia em que Raul foi internado à força. É mais do que uma homenagem: é uma viagem completa pela mente e pela alma de um artista que ainda incomoda, emociona e inspira. O mito virou série. E ficou à altura.

Por hoje é só, pessoal…

Mas se bateu a saudade do som, da filosofia maluca ou da barba doida do Raul, você já sabe o que fazer: TOCA RAUL! Dá o play nas músicas, mergulha na série, posta aquela frase que nunca envelhece e compartilha com quem ainda não entendeu por que esse nome ecoa tanto tempo depois. Raul não foi só um cantor — foi um código, uma senha secreta para quem nunca quis ser igual aos outros.

E se você curtiu essa viagem no tempo, espalhe! Mande praquele amigo que grita Toca Raul! em todo show, ou pra quem nunca entendeu a piada. Comenta, compartilha, toca no coração de alguém. Porque como ele mesmo dizia: Sonho que se sonha só é só um sonho, mas sonho que se sonha junto é realidade. E a gente ainda tem muito Raul pra sonhar — e pra tocar.


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