Filmes de Advogados: O Guia Definitivo Para Maratonar e Rir Enquanto o Mundo Real Pega Fogo
Filmes de advogados são praticamente uma terapia coletiva — você assiste, vibra e no fundo pensa: se fosse aqui no Brasil, ia ter recurso até 2030. E enquanto a TV Senado entrega mais entretenimento que reality show, a gente revisita clássicos como Suits, Better Call Saul e até Doze Homens e Uma Sentença para lembrar que, pelo menos na ficção, a justiça acontece em menos de 2 horas.

Filmes de advogados são aquele tipo de conteúdo que a gente ama — seja você nerd ou não. Tem coisa mais animada do que uma boa série ou filme com um advogado brilhando na tela? Eles são os mestres em virar jogo, dar nó na cabeça do júri e convencer até quem já tinha opinião formada. São heróis do drama jurídico e, cá entre nós, dão vida ao nosso imaginário de um jeito que até faz a gente acreditar que, se treinasse um pouquinho, também ganhava um caso no tribunal.
E claro, não dá para negar que essa profissão está mais em alta do que nunca — nas telas e na vida real. Com tudo o que anda acontecendo em Brasília (um verdadeiro cross-over de House of Cards com Vai Que Cola), os advogados estão vivendo sua era de ouro. Imagina o quanto não está girando de dinheiro com tanto escândalo para resolver? Dá até vontade de mudar de profissão… até lembrar do preço da OAB e das noites sem dormir e pensar: melhor só maratonar Suits mesmo. 😂
Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa: esquecer um pouco as tretas reais, pegar a pipoca e roer as unhas com os nossos advogados favoritos das telas. Porque se o caos vai continuar nos próximos capítulos do Congresso, pelo menos na ficção a gente tem a garantia de que o caso se resolve em 45 minutos ou, no máximo, em oito episódios de maratona. Bora para os filmes e séries que provam que o tribunal pode ser tão emocionante quanto qualquer final de temporada de Game of Thrones.
O Auto da Compadecida – O Julgamento Mais Engraçado do Cinema Nacional

Se tem um advogado brasileiro que merece estar nessa lista, é João Grilo. Ok, ele não tem OAB, mas quem precisa de carteira da ordem quando se tem a lábia daquele tamanho? A cena do julgamento no céu é praticamente um crossover de Better Call Saul com A Praça É Nossa: ele argumenta, rebate, faz rir e ainda consegue salvar a própria pele. É o tipo de momento que lembra que, no Brasil, para sobreviver, você precisa ser criativo — seja na vida real ou no tribunal.
Se tem um filme brasileiro que consegue falar de lei, justiça, safadeza e redenção com o melhor tempero do humor nacional, é O Auto da Compadecida (2000). Aliás, quem não se identifica com João Grilo e Chicó tentando se virar nos 30 para não cair na desgraça, que atire a primeira pedra (mas cuidado, porque pode dar processo!). A genialidade de Ariano Suassuna está justamente em transformar um sertão cheio de injustiça em um palco de risadas e reflexões — e, convenhamos, tem cena de julgamento mais icônica do que aquela em que o próprio diabo e Nossa Senhora aparecem para interceder?
Essa história é praticamente um tribunal celestial com direito a juiz, acusação e defesa, só que com a pitada arretada de humor nordestino. É como se Suassuna tivesse previsto os tempos de CPI e julgamento transmitido ao vivo na TV — só que, em vez de gravata e terno, temos Chicó dizendo não sei, só sei que foi assim e João Grilo inventando cada mentira melhor que a anterior.
O mais incrível é que O Auto da Compadecida não só diverte, mas mostra o quanto a justiça, seja ela divina ou humana, mexe com a nossa imaginação. A gente torce, fica tenso, dá risada e ainda termina com a sensação de que, no fim, o certo vai vencer — mesmo que seja com jeitinho brasileiro.
🎭 Ficha técnica rapidinha para você já procurar no streaming:
- Direção: Guel Arraes
- Ano: 2000
- Elenco: Matheus Nachtergaele (João Grilo), Selton Mello (Chicó), Fernanda Montenegro (Nossa Senhora), Marco Nanini (o Bispo), Rogério Cardoso (Padre João), Lima Duarte (Major Antônio Moraes), Denise Fraga (Dora) e Diogo Vilela (o Diabo).
- Prêmios: Ganhou o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro em 2001 nas categorias Melhor Direção, Melhor Ator (Matheus Nachtergaele), Melhor Roteiro e Melhor Filme (!!!).
- Onde assistir: Disponível no Globoplay e para aluguel no Prime Video.
E é por isso que começamos por ele: porque se é para falar de advogados, julgamentos e tretas (seja no céu ou em Brasília), nada melhor do que começar com o clássico que transformou a lei do sertão em um espetáculo de humor, emoção e filosofia popular.
Suits: Quando a Advocacia Vira Série de Moda e Drama Judicial

Saímos direto do tribunal celestial de Ariano Suassuna, onde Chicó e João Grilo quase convenceram até o diabo com seus argumentos, para os escritórios chiquérrimos de Manhattan em Suits. Agora, em vez de julgamento no céu, temos advogados desfilando ternos de três peças e ganhando casos só no carão e na lábia. Se João Grilo tivesse um Harvey Specter do lado, ele não só ganhava a causa, como saía com um contrato de marketing para vender os milagres da Compadecida. 😆
Se tem uma série que fez meio mundo achar que ser advogado era glamouroso, cheio de diálogos rápidos e ternos bem cortados, é Suits (2011–2019). Nada de café frio em escritório mofado ou pilhas infinitas de processo: em Suits, o tribunal parece um palco da Broadway e os advogados parecem saídos de uma revista de moda. Harvey Specter (Gabriel Macht) é praticamente o Tony Stark da advocacia — sarcástico, confiante e sempre com uma carta na manga — e Mike Ross (Patrick J. Adams) é o gênio sem diploma que engana geral e vira o estagiário mais interessante de Nova York.
É impossível não rir da ironia dessa série: Mike passa anos se virando sem nunca ter feito faculdade de Direito, enquanto no Brasil a gente sofre só para pagar a inscrição da OAB e ainda roer as unhas esperando o resultado do exame. Se o Xandão (sim, o nosso Alexandre de Moraes) tivesse poder lá, Mike já tinha sido desmascarado no primeiro episódio. 😂 Mas é justamente essa trama cheia de segredos que prende a gente: cada episódio é uma batalha jurídica misturada com guerra de egos, e cada vitória dá aquela sensação de “eu venceria também se tivesse um Harvey Specter do meu lado.
Além de toda a tensão, Suits também entrega muito humor, romances no escritório e momentos icônicos. Quem nunca quis soltar um you just got Litt up! igual ao Louis Litt quando finalmente consegue vencer uma treta? E claro, não podemos esquecer da Donna (Sarah Rafferty), a secretária mais lendária de todas as séries — metade advogada, metade oráculo, e cem por cento rainha.
📺 Ficha técnica rápida para você maratonar:
- Criação: Aaron Korsh
- Ano: 2011–2019
- Elenco principal: Gabriel Macht (Harvey Specter), Patrick J. Adams (Mike Ross), Meghan Markle (Rachel Zane), Sarah Rafferty (Donna Paulsen), Rick Hoffman (Louis Litt), Gina Torres (Jessica Pearson).
- Prêmios: Indicações ao People’s Choice Awards e ao Screen Actors Guild Awards, e ganhou o coração de todo mundo que sonha em ser advogado estiloso.
- Onde assistir: Disponível na Netflix e no Prime Video.
Se O Auto da Compadecida nos mostra um tribunal celestial com humor nordestino, Suits é o equivalente americano cheio de estilo e drama, como se Brasília fosse substituída por Manhattan. Só que aqui, no lugar de João Grilo, temos Harvey jogando xadrez 4D com os casos mais cabeludos da cidade.
Justiça: Quando o Drama Brasileiro Dá Aula de Tribunal

Depois de passar um tempo em Nova York com Harvey Specter e Mike Ross, é hora de pegar o voo de volta para o Brasil — sem classe executiva, porque aqui o glamour é outro. 😂 Troque os ternos italianos por paletós amassados, os escritórios com vista para Manhattan pelo fórum da sua cidade e prepare-se para Justiça da Globo, onde o drama é tão real que parece que você está vendo o jornal das 20h, só que com mais close dramático e trilha sonora de novela.
Se tem algo que a Globo sabe fazer é prender a gente no sofá, e Justiça (2016) é o melhor exemplo. A minissérie tem aquele formato inovador que dá gosto de acompanhar: quatro histórias interligadas, cada uma exibida em um dia da semana, mostrando como uma decisão pode mudar completamente a vida de alguém. É quase como maratonar quatro séries diferentes ao mesmo tempo, mas com um roteiro tão bem amarrado que no final tudo faz sentido — e você fica com a cabeça fritando.
Justiça tem um clima bem diferente de Suits. Nada de ternos impecáveis ou advogados soltando frases de efeito: aqui, o tribunal é cru, realista, e as consequências são pesadas. É impossível não sentir o estômago embrulhar ao ver personagens sendo julgados, pagando pelos erros ou tentando escapar da própria consciência. O mais interessante é que a série consegue fazer a gente questionar se justiça é realmente igual para todo mundo.
A narrativa é quase um grande tabuleiro de xadrez moral. Cada episódio mostra que decisões pequenas têm peso gigante e que, às vezes, a lei não é suficiente para reparar o dano. É aquele tipo de série que faz você levantar do sofá e começar a discutir com quem está do lado, como se fosse final de BBB: Você teria feito isso?, Mas será que ela merece?, E se fosse você no lugar dela?.
Outro ponto que faz Justiça brilhar é o elenco estelar. Cada personagem tem profundidade e uma interpretação de cair o queixo. Leandra Leal, Débora Bloch, Adriana Esteves, Cauã Reymond e Jesuíta Barbosa são apenas alguns dos nomes que entregam atuações intensas e fazem a gente esquecer que está vendo uma ficção.
Por fim, Justiça é para quem gosta de reflexão pesada, mas também de emoção. Não é aquele tipo de série que você assiste enquanto mexe no celular. Aqui, ou você mergulha de cabeça na trama, ou vai perder os detalhes que tornam tudo tão impactante. É quase uma catarse coletiva sobre o que significa pagar pelos nossos atos — no tribunal e fora dele.
📺 Ficha técnica rápida para você assistir:
- Criação: Manuela Dias
- Ano: 2016
- Elenco principal: Adriana Esteves (Fátima), Débora Bloch (Elisa), Cauã Reymond (Maurício), Jesuíta Barbosa (Vicente), Leandra Leal (Kellen).
- Prêmios: Venceu o Troféu Imprensa 2017 como Melhor Série/Microssérie e recebeu diversos prêmios de crítica, incluindo o APCA.
- Onde assistir: Disponível no Globoplay.
Legalmente Loira: A Loira Mais Inteligente do Tribunal

Se um dia você ouviu aquela música Loira Burra e achou que ser loira era sinônimo de falta de inteligência, Legalmente Loira (2001) veio para jogar purpurina nessa ideia e mostrar que aparência não tem absolutamente nada a ver com capacidade. Elle Woods (Reese Witherspoon) é a rainha que pegou o estereótipo da patricinha fútil e transformou em um dos personagens mais icônicos do cinema.
A trama começa como se fosse uma comédia romântica básica: Elle leva um fora do namorado, que quer uma namorada mais séria para combinar com a carreira de político. Mas em vez de chorar ouvindo Sandy & Junior no repeat (como a gente faria na época), ela decide passar na temida Harvard Law School para provar que pode ser tão séria quanto qualquer outra pessoa. E, claro, ela passa — com direito a look rosa e discurso motivacional.
O melhor de Legalmente Loira é que ele é engraçado sem ser bobo, e inspirador sem ser piegas. Elle mostra que inteligência não precisa vir com terno cinza ou cara de poucos amigos. Ela usa seu conhecimento de moda para resolver um caso no tribunal de forma genial, e a cena dela apresentando o argumento final é daquelas que dá vontade de levantar do sofá e aplaudir.
Além de ser divertido, o filme é uma verdadeira aula sobre perseverança, disciplina e confiança. Elle passa por olhares tortos, preconceitos e até humilhações, mas se recusa a deixar que isso a defina. É quase uma terapia coletiva para todo mundo que já foi subestimado — e uma ótima lembrança de que você pode ser quem você é e ainda assim arrasar na sua área.
Legalmente Loira virou um clássico cult e até ganhou continuação, musical na Broadway e está com uma terceira parte confirmada. Elle Woods virou um ícone feminista pop e mostrou que a melhor vingança é viver bem — e, de preferência, passar na OAB de Harvard. 💅
📺 Ficha técnica rápida para você assistir:
- Direção: Robert Luketic
- Ano: 2001
- Elenco principal: Reese Witherspoon (Elle Woods), Luke Wilson (Emmett), Selma Blair (Vivian), Jennifer Coolidge (Paulette), Victor Garber (Professor Callahan).
- Prêmios: Indicado ao Golden Globe de Melhor Atriz para Reese Witherspoon e ao MTV Movie Award, vencendo Melhor Performance Feminina.
- Onde assistir: Disponível no Prime Video e no Apple TV+ para aluguel/compra.
E cá entre nós, o Brasil já tem suas próprias “Elle Woods” no Congresso. Temos deputadas e senadoras que arrasam nos discursos, quebram estereótipos e mostram que lugar de mulher é onde ela quiser — inclusive no plenário. Uma delas, inclusive, também estudou em Harvard (olha aí o paralelo perfeito!) e prova que inteligência, preparo e carisma podem andar de mãos dadas com autenticidade. Imagina se mais parlamentares tivessem a confiança de Elle Woods e a coragem de bancar suas ideias sem medo de críticas? Talvez até os debates fossem mais produtivos — e com direito a uma dose extra de estilo. 💅
Erin Brockovich: Quando a Justiça Veste Jeans e Salto Alto

Nada de terno cinza ou escritório cheio de diplomas: Erin Brockovich (2000) é a prova de que para fazer justiça você só precisa de coragem, uma boa dose de intuição e, no caso da Erin, um armário cheio de minissaias e saltos que desafiariam qualquer dress code de tribunal. O filme é baseado em uma história real e mostra a jornada de Erin (Julia Roberts), uma mãe solteira que consegue um emprego em um pequeno escritório de advocacia e acaba descobrindo um dos maiores escândalos ambientais da história dos EUA.
O mais incrível é que Erin não tinha diploma de Direito, mas tinha faro para problemas. Ela começa a investigar estranhos casos de doenças em uma pequena cidade e descobre que uma grande companhia de energia estava contaminando a água local com cromo-6, um produto químico extremamente tóxico. Daí para frente, ela se transforma em uma verdadeira detetive — e advogada honorária — unindo os moradores, juntando provas e levando o caso até o tribunal.
Esse é aquele tipo de filme que faz você levantar do sofá e pensar: eu também quero mudar o mundo!. Erin mostra que inteligência não é só ter títulos, é ter garra e determinação. Julia Roberts entrega uma das melhores atuações da carreira, misturando humor, sarcasmo e emoção na medida certa. Não é à toa que esse papel rendeu a ela o Oscar de Melhor Atriz.
O filme também faz uma crítica social afiada. Mostra como grandes corporações tentam se safar de suas responsabilidades e como, muitas vezes, as pessoas comuns precisam lutar contra sistemas gigantescos para fazer valer seus direitos. É um lembrete poderoso de que a justiça só existe quando alguém decide ir atrás dela.
Assistir Erin Brockovich é quase uma terapia coletiva para quem acha que não tem poder para mudar nada. Erin é gente como a gente — fala o que pensa, erra, levanta e segue — e prova que com esforço, disciplina e coragem, dá para vencer até os maiores gigantes.
📺 Ficha técnica rápida para você assistir:
- Direção: Steven Soderbergh
- Ano: 2000
- Elenco principal: Julia Roberts (Erin Brockovich), Albert Finney (Ed Masry), Aaron Eckhart (George).
- Prêmios: Vencedor do Oscar de Melhor Atriz (Julia Roberts) e indicado a outras quatro categorias, incluindo Melhor Filme.
- Onde assistir: Disponível no Prime Video e no Apple TV+ para aluguel/compra.
E Por Hoje É Só Pessoal…
Depois de passearmos pelo tribunal celestial de O Auto da Compadecida, pelos escritórios de luxo de Suits, pelo drama pesado de Justiça, pelo glamour cor-de-rosa de Legalmente Loira e pela luta real de Erin Brockovich, dá para concluir que advogados — reais ou fictícios — sempre têm o poder de virar o jogo. E se tem um lugar onde a gente anda precisando de advogados dignos de roteiro de cinema, esse lugar é Brasília. Com tantas CPIs, anistias e tretas políticas, parece que cada semana tem um novo episódio dessa novela chamada Congresso Nacional. 😂
Então fica aqui o convite: bora se engajar, acompanhar, rir (porque se não rir a gente chora) e cobrar que a vida real tenha finais tão satisfatórios quanto os das séries e filmes que amamos. Quem sabe um dia a gente não veja um Harvey Specter brasileiro, uma Elle Woods tupiniquim ou até um João Grilo versão século XXI resolvendo nossos BOs em plenário? Até lá, seguimos torcendo, comentando e, claro, maratonando tudo de novo para lembrar que, pelo menos na ficção, a justiça chega no final. 🎬⚖️
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