Em entrevista à CBS News, o criador e diretor de Avatar, James Cameron, fez declarações enfáticas sobre o uso de Inteligência Artificial (IA) generativa na criação completa de personagens.

Apesar da ferramenta “gerar um ator, uma performance do zero com um simples texto, ela é o oposto“ do que James buscou em Avatar: Fogo e Cinzas, novo filme da série que estreia em 18 de dezembro. A alegação foi dada após a comparação com produções anteriores de James, consideradas um marco tecnológico no cinema:
“Durante anos, houve a impressão de que ‘ah, eles estão fazendo algo estranho com computadores e substituindo atores’, mas quando você analisa a fundo e vê o que estamos fazendo, é uma celebração do momento entre ator e diretor”.
Um amor antigo: James Cameron e a Inteligência Artificial
O diretor considera a gestão de atores e a geração de personagens dois extremos diferentes. E não é a primeira vez que James manifesta suas opiniões em relação às trocas IA x seres humanos; desde 2023, o cineasta já comentava — de forma quase conspiratória — sobre os perigos da ferramenta.
“Eu amo a tecnologia, mas é uma relação de amor e ódio. Estou me dedicando a aprender sobre ferramentas da IA generativa para poder incorporá-la na minha arte, mas rejeito completamente a premissa de que a IA possa substituir atores, cineastas e tudo mais”, disse o produtor para Rolling Stone.
Após dois anos, o cineasta mantém a mesma opinião; busca se aprofundar na tecnologia, principalmente para a redução de custos destinados aos efeitos visuais. Mas no que James nomeia de “Ato Criativo Sagrado”, permanece irredutível em optar pelo humano.
Qual a sua opinião?