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Stranger Things: A Origem, Bastidores e o Sucesso do Fenômeno

Stranger Things: A Origem, Bastidores e o Sucesso do Fenômeno
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Se você esteve na internet nos últimos anos, é impossível não ter sido impactado pelo tsunami cultural chamado Stranger Things. A série, que mistura nostalgia oitentista, RPG de mesa e ficção científica de primeira qualidade, não só salvou a Netflix em um momento crucial, como redefiniu o que esperamos de um blockbuster televisivo. Mas você sabe como tudo começou? Prepare seu waffle, pegue seu walkie-talkie e vamos viajar para o Mundo Invertido para descobrir a origem dessa obra-prima.

A Origem de Stranger Things: O Projeto Montauk

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Antes de conhecermos Hawkins e seus segredos, a série tinha um nome e uma premissa ligeiramente diferentes. Originalmente, o projeto dos Irmãos Duffer (Matt e Ross) chamava-se “Montauk”. A história seria ambientada em Long Island, Nova York, inspirada em teorias da conspiração reais do “Projeto Montauk”, que supostamente envolvia experimentos governamentais com crianças, viagens no tempo e guerra psicológica durante a Guerra Fria.

O caminho para o sucesso não foi fácil. Acredite se quiser, o roteiro foi rejeitado por mais de 15 emissoras de TV a cabo antes de chegar à Netflix. O motivo? Ninguém acreditava que uma série protagonizada por crianças, mas focada em um público adulto (e sombrio), funcionaria. Os executivos diziam: “Ou vocês transformam isso em uma série infantil, ou focam apenas no detetive Hopper investigando”. Felizmente, os Duffer bateram o pé, a Netflix comprou a visão, e Stranger Things nasceu.

Bastidores da 1ª Temporada: A Magia do Casting

O coração da série sempre foi o elenco. A química entre Mike, Dustin, Lucas e Will não foi acidental. Os criadores testaram centenas de crianças. Mas foi a fita de audição de Millie Bobby Brown que mudou tudo. Para o papel de Eleven, ela precisou mostrar uma gama de emoções absurda com pouquíssimas falas.

Stranger Things | Erros de gravação da Temporada 1 | Netflix

O Sacrifício de Eleven

Um fato curioso dos bastidores é o famoso corte de cabelo. Millie estava relutante em raspar a cabeça. Para convencê-la, os Irmãos Duffer mostraram uma foto da Charlize Theron como Furiosa em Mad Max: Estrada da Fúria. Eles disseram: “Veja como ela é durona e incrível”. Millie topou, e o resto é história da cultura pop.

O Retorno de Winona Ryder

Outra jogada de mestre foi trazer Winona Ryder como Joyce Byers. Winona era a própria personificação do cinema dos anos 80 e 90 (Beetlejuice, Edward Mãos de Tesoura). Tê-la no set não só legitimou a vibe retrô, como trouxe uma atuação visceral que ancorou a loucura sobrenatural na realidade dolorosa de uma mãe desesperada.

5 Curiosidades Nerds sobre Stranger Things

Como um bom nerd, você gosta de detalhes técnicos e referências, certo? Aqui vão algumas pérolas da produção:

  • A Fonte do Título: A tipografia vermelha neon da abertura é a ITC Benguiat, a mesma fonte usada nas capas originais dos livros de Stephen King nos anos 80. Uma homenagem direta ao mestre do terror.
  • Efeitos Práticos: Na primeira temporada, o monstro (Demogorgon) não era apenas CGI. Eles usaram um animatrônico e um ator vestindo um traje prático sempre que possível para dar textura e realismo às cenas mais escuras.
  • Dungeons & Dragons: O jogo não é apenas um passatempo na série; ele serve como a “pedra de roseta” para os garotos entenderem o que está acontecendo. O Demogorgon e o Devorador de Mentes são nomes tirados diretamente do bestiário de D&D para explicar o inexplicável.
  • Referências Visuais: A série é uma colcha de retalhos de Spielberg (E.T., Os Goonies), John Carpenter (O Enigma de Outro Mundo) e Wes Craven (A Hora do Pesadelo).
  • O Tanque de Privação: Para as cenas onde Eleven entra no vácuo mental, foi usada uma mistura de mais de 500 kg de sal de Epsom para fazer a atriz flutuar naturalmente na piscina inflável.
  • Por que a série explodiu em sucesso?

    O sucesso de Stranger Things pode ser atribuído ao “algoritmo da nostalgia”, mas reduzir a série a isso é injusto. Ela triunfou porque focou em personagens marginalizados (os nerds, a esquisita, o policial quebrado) se tornando heróis.

    Além disso, o formato “filme de 8 horas” da Netflix permitiu um boca a boca instantâneo. A série não subestimou a inteligência do público e entregou mistério, terror genuíno e coração. Hoje, ela não é apenas um show; é uma franquia multimídia que mantém o legado dos anos 80 vivo para uma geração que nem sequer viveu naquela época.

    E você, já maratonou a série hoje ou está com medo das luzes piscarem na sua casa?

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    Escrito por
    Esdras Reis

    Fundador do site Galáxia Nerd e GIG streaming, apaixonado por jogos, filmes, animes e música.

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