Japão fecha 60 sites ligados à pirataria
Japão fecha 60 sites ligados à pirataria – O Japão elevou o tom no combate à pirataria global de animes, mangás. Em um movimento estratégico revelado no início desta semana, a Content Overseas Distribution Association (CODA) anunciou ter desmantelado uma das maiores redes de distribuição ilegal da internet, responsável pela operação do célebre portal Bato.to.
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O endurecimento das medidas não é por acaso. Em 2025, a pirataria causou um rombo estimado em US$ 38 bilhões à indústria de anime. A gravidade do cenário se torna nítida quando comparada a 2022, quando os prejuízos somavam US$ 13 bilhões. Esse salto de quase 300% em apenas três anos reflete a explosão de popularidade do gênero, mas também acende um alerta vermelho para os estúdios japoneses e autoridades internacionais.
Operação internacional teve origem na China

De acordo com o comunicado oficial da CODA, a ofensiva do Japão ocorreu em solo chinês:
“No dia 19 de novembro de 2025, o Departamento de Segurança Pública de Xangai, na China, realizou uma busca na residência de um homem que vive na Região Autônoma Zhuang de Guangxi, sob suspeita de violação de direitos autorais. O suspeito é acusado de operar o maior site de pirataria de mangás do mundo, o BATO.TO (incluindo aproximadamente 60 sites relacionados, como xbato.com, bato.to e mangapark.io), e de distribuir ilegalmente mangás japoneses e outras obras sem autorização dos detentores dos direitos, após traduzi-las para mais de 50 idiomas, incluindo o inglês. O homem foi detido, interrogado e posteriormente liberado sob fiança. Ele admitiu operar todos os sites relacionados e deve ser formalmente indiciado em momento oportuno”.
A declaração continua:
“As autoridades já apreenderam seus computadores pessoais e continuam investigando os dados dos servidores, a estrutura operacional dos sites e informações sobre indivíduos envolvidos em sua operação. A CODA também confirmou que pessoas envolvidas na administração desses sites, bem como na publicação e tradução de conteúdos por meio de canais relacionados nas redes sociais, estão localizadas em vários países ao redor do mundo. Por isso, a CODA continuará suas investigações por meio de cooperação internacional. Embora o grupo de sites tenha continuado a operar de forma limitada temporariamente após a detenção do suspeito, para fins de preservação de provas, as partes envolvidas anunciaram posteriormente o encerramento dos serviços nas redes sociais. Até 19 de janeiro, foi confirmada a desativação de todos os 60 sites”.
Pirataria supera gigantes do streaming

Embora o operador tenha sido liberado sob fiança após admitir os crimes, o cerco do Japão continua. As autoridades apreenderam servidores e computadores, iniciando uma investigação internacional para identificar colaboradores e tradutores espalhados pelo mundo. O resultado prático foi definitivo: até 19 de janeiro, todos os 60 sites da rede foram desativados.
Dados do final de 2024 indicam que os maiores sites piratas superam, em volume de tráfego, gigantes do streaming oficial como Crunchyroll e Disney+. Esse fenômeno mostra que, apesar da expansão dos serviços legítimos, a infraestrutura da pirataria ainda detém uma fatia massiva do engajamento do público.
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