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Primeiro exclusivo do PlayStation 5 em 2026 decepciona a crítica e inicia o ano com recepção negativa

O calendário de 2026 mal começou para o PlayStation 5 e já trouxe um tropeço inesperado. O primeiro jogo exclusivo do console neste ano não conseguiu corresponder às expectativas e acabou se tornando um dos lançamentos mais criticados do início da temporada

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Code Violet Decepciona no PS5

Code Violet Decepciona no PS5 – O título em questão é Code Violet, desenvolvido pela TeamKill Media. Lançado de forma relativamente discreta, o jogo não chamou atenção no período pré-lançamento e agora ganha visibilidade por um motivo pouco desejável.

A recepção da crítica especializada tem sido amplamente negativa, e a reação do público também indica frustração.

Um início de ano que contrasta com as grandes promessas da Sony

O desempenho de Code Violet chama ainda mais atenção quando comparado ao que a Sony Interactive Entertainment planeja para o restante de 2026. O ano promete ser robusto para o PlayStation 5, com lançamentos aguardados como Saros, Marvel’s Wolverine, além de Phantom Blade Zero e Marathon.

Code Violet Decepciona no PS5

A expectativa é que esses títulos representem o verdadeiro peso da estratégia da Sony para o console neste ano. Justamente por isso, o primeiro exclusivo de 2026 acabar decepcionando gera um contraste incômodo. Mesmo sendo um projeto menor e independente, o rótulo de exclusivo do PlayStation 5 costuma carregar uma expectativa mínima de qualidade técnica e criativa.

Um jogo que passou despercebido desde o anúncio

Se Code Violet soa desconhecido para muitos jogadores, isso não é coincidência. O jogo teve divulgação limitada, poucos trailers e praticamente nenhuma presença em grandes eventos da indústria. Desde o anúncio, permaneceu fora do radar da maioria do público, o que já indicava que se tratava de uma produção de menor escala.

Ainda assim, sua proposta despertou curiosidade. O jogo se passa no século XXV, em um futuro no qual um cataclismo tornou a Terra inabitável. O jogador assume o papel de Violet Sinclair, uma viajante do tempo que desperta no Complexo de Bioengenharia Aion, um ambiente dominado por dinossauros pré-históricos e forças hostis.

A premissa remete imediatamente a comparações com Dino Crisis, clássico da Capcom que marcou o gênero survival horror. No entanto, segundo a crítica, as semelhanças parecem parar na ideia inicial.

Comparações inevitáveis e execução problemática

Descrito por muitos como um revival moderno de Dino Crisis, Code Violet não consegue sustentar essa associação quando analisado mais de perto. As críticas apontam que o jogo falha justamente onde deveria se destacar. Combate pouco refinado, exploração repetitiva e problemas técnicos recorrentes comprometem a experiência.

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No Metacritic, o jogo registra atualmente uma média de 40/100, classificação que indica uma recepção “geralmente desfavorável”. Trata-se de uma pontuação baixa mesmo para padrões de jogos independentes, e ainda mais delicada por se tratar de um exclusivo de console.

Críticas duras da imprensa especializada

Algumas das análises mais comentadas vieram de veículos influentes. A IGN, em texto assinado por Jarrett Green, classificou Code Violet como “um jogo ruim”, citando ficção científica excessivamente clichê, texturas borradas e inúmeros bugs que chegam a impedir o progresso.

A Push Square foi ainda mais direta, chamando o jogo de “uma bagunça”, destacando combate fraco, exploração entediante e sérios problemas técnicos. Já a Game8 afirmou que o título “definitivamente não vale o preço”.

Essas avaliações consolidaram rapidamente a percepção negativa em torno do jogo.

Resposta da desenvolvedora gera controvérsia

Diante da enxurrada de críticas, a TeamKill Media decidiu se pronunciar publicamente. Em uma publicação na rede social X, o estúdio afirmou que não desenvolve jogos pensando em críticos, mas sim em fãs que compram e apoiam seus projetos.

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Segundo a desenvolvedora, Code Violet teria se tornado “o maior sucesso do estúdio até hoje”, com jogadores se divertindo com a jogabilidade “datada” e de estilo retrô. A equipe agradeceu o apoio do público e destacou que o lançamento completo ainda estava por acontecer.

A declaração, no entanto, não foi recebida de forma unânime. Muitos jogadores questionaram a narrativa de sucesso, especialmente diante das avaliações disponíveis.

Jogadores também demonstram insatisfação

Apesar do discurso otimista da TeamKill Media, os números na PlayStation Store sugerem um cenário mais complexo. Atualmente, Code Violet possui uma média de 3 estrelas, com 46% das avaliações classificadas como 1 ou 2 estrelas.

Isso indica que parte significativa do público que adquiriu o jogo também se mostra insatisfeita, reforçando a distância entre a resposta oficial do estúdio e a percepção geral dos jogadores.

Um começo simbólico e um alerta para 2026

Ser o primeiro exclusivo do PS5 em 2026 acabou dando a Code Violet um peso simbólico que talvez o jogo nunca tenha pretendido carregar. Mesmo não representando o núcleo da estratégia da Sony para o ano, ele se torna um termômetro inicial.

Não é o começo que muitos esperavam. Ainda assim, dificilmente esse tropeço isolado definirá o restante do calendário. Com grandes lançamentos no horizonte, a expectativa é que o PlayStation 5 se recupere rapidamente.

Para Code Violet, resta o debate sobre execução, expectativas e comunicação. Para a Sony, fica o lembrete de que exclusividade, sozinha, já não garante boa recepção. Em um mercado cada vez mais exigente, até projetos menores carregam o peso da marca que representam.

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Escrito por
Emanoelly Rozas

Jornalista, publicitária, carioca, ruiva, leonina, motoqueira, dona de pet e filha do Carvalho. Informo a galera sobre esportes, cultura pop e algumas críticas de cinema. Conto histórias que estão na rotina do cidadão, do meu jeitinho carioca.

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