Fire Punch
Fire Punch é a prova viva de que a mente de Tatsuki Fujimoto, criador de Chainsaw Man, opera em uma frequência totalmente diferente do resto da indústria. Se você acha que as aventuras de Denji são bizarras, o primeiro mangá serializado do autor leva o conceito de “caos” a um patamar que muitos consideram perturbador e sombrio demais para o mainstream.
Conteúdo
Lançado na Shonen Jump+, a obra serviu como um laboratório sem filtros para o estilo anárquico de Fujimoto. Em um mundo congelado e pós-apocalíptico, acompanhamos Agni, um protagonista condenado a queimar eternamente devido a uma benção — ou maldição — de regeneração infinita combinada com chamas que nunca se apagam.
O rascunho do caos que gerou Chainsaw Man

Muitos fãs que migraram de Chainsaw Man para Fire Punch sentem um choque térmico literário. Enquanto a história do Homem-Motosserra possui um ritmo frenético de ação e comédia ácida, sua antecessora mergulha fundo em temas de niilismo, vingança extrema e dilemas morais que beiram o desconfortável.
O impacto de Fire Punch foi tão forte que moldou a liberdade criativa que o autor teria mais tarde. A recepção mista, mas fascinada, permitiu que ele refinasse sua loucura para criar algo mais acessível — porém ainda insano — em sua obra seguinte.
Apesar da obscuridade e do tom carregado, o mangá é essencial para entender a evolução de um dos maiores nomes do entretenimento japonês atual. É uma leitura obrigatória, desde que você tenha estômago para encarar o fogo que consome Agni e todos ao seu redor.
Você teria coragem de encarar as páginas de Fire Punch ou prefere manter a sanidade com Chainsaw Man?
Fonte: cbr.com
Qual a sua opinião?