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DIA MUNDIAL DO ROCK: A História Gritada, Vivida e Amplificada em Alto e Bom Som

Aumenta o som, porque hoje é dia de rock, bebê! No Dia Mundial do Rock, além de fazer um tour pela história que mudou a música (e o mundo!), ainda vamos te contar por que nós, roqueiros de coração, temos um dia todinho só nosso! Então segue com a gente, aperte os cintos, porque essa viagem vai ser louca — e em alto e bom som!
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DIA MUNDIAL DO ROCK e as Revoluções Que Vieram com a Guitarra Ligada no Talo

Aumenta o som, porque hoje é dia de rock, bebê! No Dia Mundial do Rock, além de fazer um tour pela história que mudou a música (e o mundo!), ainda vamos te contar por que nós, roqueiros de coração, temos um dia todinho só nosso! Então segue com a gente, aperte os cintos, porque essa viagem vai ser louca — e em alto e bom som!

DIA MUNDIAL DO ROCK: A História Gritada, Vivida e Amplificada em Alto e Bom Som 1

Aumenta o som porque hoje é dia de rock, bebê!!!
Sim, meus caros nerds retrô ou novinhos do TikTok, vamos falar — mais uma vez — de música, estética, grito e revolta! Claro que estamos falando dele: o inconfundível, barulhento, apaixonante rock’n’roll. E sim, essa é uma das pautas que mais amo! Mesmo puxando toda a sardinha pro meu amado grunge, hoje vamos embarcar juntos numa viagem no tempo, desbravando os anos de estrada do bom e velho rock.
E se você não sabia que temos um dia todinho só nosso, segura firme, porque a gente vai te contar por que sim, isso é cultura!

O rock nunca foi só música. Foi grito, revolução, atitude, estética, comportamento. De jaquetas de couro a solos incendiários, de protestos contra guerras a canções de amor com distorção, o rock moldou gerações e criou um universo inteiro de referências. E é por isso que, no dia 13 de julho, o mundo inteiro gira ao som das guitarras em celebração ao Dia Mundial do Rock.

A data surgiu para homenagear um evento histórico: o Live Aid, festival beneficente que aconteceu em 1985, reunindo nomes como Queen, U2, David Bowie e Led Zeppelin em dois palcos simultâneos — Londres e Filadélfia. Mais de 1,5 bilhão de pessoas assistiram ao vivo pela TV. Desde então, esse dia virou símbolo da união do rock em nome de uma causa — e da força cultural de um estilo que nunca se contentou em ser só entretenimento.

DIA MUNDIAL DO ROCK: A Explosão nos Anos 50 – Onde Tudo Começou com Um Refrão e um Rebolado

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O DIA MUNDIAL DO ROCK não existiria sem a faísca que acendeu tudo lá nos anos 50, quando os Estados Unidos viram nascer um som que unia o blues dos negros, o country dos brancos e a inquietação dos jovens. Era elétrico, dançante, provocador. Era Chuck Berry tocando guitarra com a perna dobrada, era Little Richard gritando Tutti Frutti como se fosse um trovão e, claro, Elvis Presley mexendo o quadril e fazendo as mães cobrirem os olhos das filhas. Isso não era só música, era revolução com penteado e jaqueta de couro.

Foi nessa década que o rock virou símbolo de juventude, rebeldia e cinema. Quem nunca viu ou ouviu falar de Blackboard Jungle (1955), o filme que tocava Rock Around the Clock de Bill Haley & His Comets, considerado um dos primeiros rocks da história? Ou Amar a Toda Prova (Loving You, 1957), com Elvis vivendo praticamente ele mesmo, um garoto do interior virando astro? O cinema virou o palco da explosão do rock, e a juventude dos anos 50 correu pras salas escuras pra ouvir seus ídolos no volume máximo da telona.

E mesmo que o conceito de videoclipe como conhecemos ainda fosse engatinhando, muitos artistas da época já faziam performances filmadas para a TV — verdadeiros proto-clipes, cheios de estilo e pose. Dá pra achar no YouTube Elvis em preto e branco, cercado por backing vocals e closes dramáticos, ou Chuck Berry mostrando que o palco era mais que um lugar pra tocar — era onde se fazia história. Era um ensaio geral para o que viria nas décadas seguintes, com vídeos que pareceriam filmes inteiros. Um Led Zeppelin na frente, um Queen na retaguarda… mas tudo começou aqui.

O rock nasceu como música, mas cresceu como imagem. A atitude dos anos 50 inspirou gerações de cineastas, figurinistas, videomakers e fashionistas. Aquela calça justa, aquele topete gigante, aquele olhar de “não dou a mínima” — tudo isso virou ícone estético eterno. E foi nesse cenário que o rock deixou de ser um som proibido para virar estilo de vida, gerando suspiros, escândalos e… uma nova cultura mundial.

Aumenta o som bb, vamos viajar por Liverpool, Woodstock e o Mundo em Transe

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O ROCK não seria completo sem passar pela explosão criativa, lisérgica e política dos anos 60 e 70 — décadas em que o rock saiu do churururu pra virar instrumento de revolução cultural global. E tudo começou com quatro garotos de Liverpool que tinham mais franjinha do que noção do que estavam prestes a fazer. Os Beatles mudaram a música, a moda, o comportamento e até a forma como se faziam shows. De Love Me Do a let It Be, eles deixaram a histeria adolescente pra trás e mergulharam em álbuns-conceito, experimentações e letras que falavam de paz, amor e viagens (das boas… e das nem tanto).
(E convenhamos, naquela época as mães deviam ficar menos surtadas com as filhas apaixonadas pelos Beatles — que pareciam bons moços— do que se elas aparecessem ouvindo Jimi Hendrix, né? Digamos que os Beatles eram tipo o Justin Bieber da primeira fase, bem comportadinhos… no começo.)

Enquanto isso, do outro lado do Atlântico, os Estados Unidos ferviam em conflitos civis, guerra do Vietnã e protestos nas ruas. A resposta? Woodstock. Em 1969, mais de 400 mil pessoas se reuniram em um campo lamacento pra viver três dias de amor, lama e guitarras distorcidas.
E olha… até hoje me espanta que o pessoal daquela época ainda conseguisse ficar chocado com alguma coisa. Tipo… caramba, vocês estavam em Woodstock! Era o berço da vibe “sexo, drogas e rock’n’roll”, tudo ao vivo e sem Wi-Fi. Foi lá que o mundo viu Jimi Hendrix tocar o hino americano como um grito de dor. Janis Joplin pegava o caos interno e transformava em soul rasgado. E o The Who? Ah, eles quebraram tudo — literalmente. Palco, guitarras, bateria, regras. O rock virou catarse coletiva: uma mistura de protesto, poesia, suor e desobediência amplificada.

Foi nessa era que o rock ficou mais visual, mais performático, mais transcendental. Os palcos viraram templos. Os shows, rituais. E os músicos, quase deuses. A influência do cinema também explodiu aqui: filmes como Easy Rider (1969), com trilha sonora de Steppenwolf e The Byrds, mostravam que rock e tela grande andavam juntos — e bem altos. Os clipes começavam a ganhar mais força também, com bandas como The Doors gravando vídeos sombrios, cheios de closes, poesia e psicodelia. Era um roqueiro com alma de cineasta — e vice-versa.

E entre as viagens ácidas e os protestos nas ruas, surgiam também os monstros do rock pesado e progressivo: Led Zeppelin, Pink Floyd, Black Sabbath. Eles não só inovaram no som, mas elevavam a experiência visual com luzes, projeções, fumaça, lasers e figurinos, como se cada show fosse uma ópera espacial ao vivo. Os clipes e produções cinematográficas iam ficando cada vez mais ousados, e o rock tomava forma como arte completa — uma que fazia você pensar, dançar e surtar ao mesmo tempo.

Gritos, Glam e Grunge — A Diversificação que Mudou Tudo

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O DIA MUNDIAL DO ROCK também me leva direto praquele momento em que o rock deixou de ser só espetáculo e virou desabafo cru, visceral, meio sujo e completamente verdadeiro. Era o início dos anos 90, quando o brilho exagerado do glam rock dava lugar a flanelas surradas, acordes arrastados e letras que pareciam ter saído direto do fundo da alma. Foi ali, em Seattle, que tudo começou a mudar: Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chains… aquela galera gritava de um porão úmido do mundo por algo que ninguém sabia explicar direito — mas que todo mundo sentia.

Eu conheci o grunge em 1995, já depois da morte do Kurt Cobain. Foi justamente no dia que marcou um ano sem ele, que me deparei com duas meninas na praça chorando e bebendo vinho Sangue de Boi. Achei a cena estranha — até entender o porquê. Uma delas me entregou um fone de discman e, naquele momento, eu ouvi algo que mudaria minha vida. O som do Nirvana não era só música. Era um grito abafado, uma tristeza que dava forma às minhas próprias dores, um tipo de protesto emocional que fazia todo sentido. Foi ali que eu entendi o que era se sentir parte de alguma coisa — mesmo sem saber exatamente o quê.

Claro que eu já tinha ouvido rock antes. Cresci com minha mãe ouvindo Queen, Led Zeppelin, Pink Floyd… som pesado, psicodélico, viajado. Mas naquela época, aquilo ainda não fazia tanto sentido pra mim quanto sentar num canto, com fone no ouvido e ficar triste ouvindo Nirvana sem motivo aparente. Meio emo antes do emo existir, sabe? E o mais louco é que a gente também usava o uniforme não-oficial: calça rasgada, All Star velho, camisa xadrez amarrada na cintura. Se você reparar bem, tem uma galera até hoje que se veste assim. Porque rock é estilo, e estilo é identidade.

E não era só Nirvana. Tinha também Pearl Jam — que, inclusive, fez um show incrível aqui no Brasil no ano passado —, Alanis Morissette, Blur, Radiohead, Smashing Pumpkins… Era um tempo em que a gente era meio perdido, mas se encontrava naquelas músicas. E toda vez que eu escuto “Come as You Are”, sinto que volto pra aquele dia na praça, pra aquele primeiro gole de vinho barato, pra aquele fone de ouvido compartilhado com desconhecidas que viraram irmãs de dor. E quer saber? É sempre bom voltar um pouquinho pra se perder de novo.

E o Rock Chegou no Brasil Falando Português!

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O DIA MUNDIAL DO ROCK também tem sotaque, gíria e muito swingue — porque, sim, o rock chegou no Brasil falando português, com pegada tropical e cabelão armado! Quem nunca sonhou em conhecer a Rua Augusta, hein? Eu cresci ouvindo Erasmo Carlos cantando que descia a Augusta a 120 km por hora, e achava aquilo o ápice da rebeldia nacional. E não é que era mesmo? Esse pico já era babado muito antes de virar point de alternas e pub suado. Tinha algo ali… e o rock brasileiro tava tomando forma.

Minha mãe sempre dizia que o Roberto Carlos era o bom moço da turma. Mas ele era o rei, né? Um rei com terno engomado, voz suave e coração rebelde disfarçado. E do lado dele, Erasmo, mais despojado, mais roqueiro raiz, e Wanderléa, com aquela cabeleira gigante que virava referência de estilo. Eles formavam a santíssima trindade da Jovem Guarda, aquele momento mágico em que a galera brasileira entendeu que dava pra fazer rock com sotaque, com gíria, com charme local. Era um rock diferente, mas era rock do mesmo jeito: com atitude e gritaria.

E olha que incrível: Serginho Groisman tá homenageando essa galera toda em grande estilo! Porque não tem como falar de rock nacional sem citar esses nomes que abriram as portas, bateram o cabelo (ou o topete!) e mostraram que dava pra fazer música jovem, dançante, apaixonada e com muito estilo aqui também. A TV, os programas de auditório, os festivais da Record… tudo era um palco gigante pra essa revolução roqueira brasileira.

Depois deles, veio uma leva imensa: Mutantes, Secos & Molhados, Raul Seixas (que já ganhou matéria só pra ele, né?), e tantos outros que transformaram o rock nacional em algo único, misturado, poético e, ao mesmo tempo, debochado. E tudo isso sem perder a alma do rock: falar com a juventude, cutucar a sociedade e fazer barulho — com ou sem guitarra Fender. E se hoje a gente tem gente cantando sobre política, amor, revolta e saudade em cima de uma base de rock, foi porque esses caras e minas abriram caminho de peito aberto e microfone em punho.

O Grito de Brasília e a Rebeldia com CPF

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O DIA MUNDIAL DO ROCK me lembra também que a rebeldia brasileira ganhou sotaque candango, cabelo espetado e um microfone carregado de revolta. Foi ali, no meio da poeira planejada de Brasília, onde tudo parecia distante e frio, que nasceu um dos movimentos mais importantes da música nacional. Uma galera jovem, entediada com a rotina de superquadras e prédios iguais, começou a fazer barulho — e não era só barulho musical, era barulho contra o sistema. Surgia ali o Aborto Elétrico, banda que depois viraria Legião Urbana, Capital Inicial ( que na minha opinião é uma das melhores bandas brasileiras, fora que o Dinho é o meu crush da adolecência, rsrsr) e outros nomes que marcaram pra sempre a nossa história.

Eu sempre achei incrível como aqueles meninos, ainda tão novos, conseguiam escrever letras tão profundas, tão políticas, tão existenciais. O Renato Russo, por exemplo, parecia mais um cronista do que um cantor. Era poesia suada, cheia de dor e lucidez. Canções como Que País é Este?, Faroeste Caboclo ou Eduardo e Mônica não eram apenas hits — eram manifestações sociais embaladas com guitarra. E o mais bonito: cantavam tudo em português, sem medo, sem querer parecer gringo. Era um movimento que dizia: aqui também tem revolta, também tem dor, e também temos voz.

Enquanto isso, o Supla chegava com o cabelo descolorido e o sotaque punk importado, mas com uma verdade nacional inegável. Ele trouxe a energia do punk britânico, sim, mas tropicalizou tudo: era anarquia com camiseta regata, era mohawk com pão na chapa, era punk paulista, direto das ruas da capital do caos. E mesmo que muita gente tirasse sarro do jeito Suplístico de ser, o cara abriu espaço pra toda uma estética que não existia por aqui — e fez isso com coragem e muita personalidade.

E claro, nesse mesmo fôlego de revolta e poesia, estava o Cazuza, que embora não fosse de Brasília, carregava a mesma intensidade nas veias. As músicas dele exalavam liberdade, crítica, drama e sensualidade. Ideologia, Brasil (que é abertura da novela das 9 pela segunda vez), O Tempo Não Para… todas pareciam recados diretos pra um país que não sabia se queria mudar ou só fingir que mudava. Essa turma não fazia música pra agradar — fazia pra cutucar, incomodar, provocar. E é por isso que o rock brasileiro é tão poderoso: porque a gente parou de traduzir e começou a gritar com a própria voz.

A Lendária Galeria do Rock — Onde o Estilo Vira Religião

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O DIA MUNDIAL DO ROCK não seria completo sem um passeio por um dos lugares mais icônicos da cultura alternativa brasileira: a Galeria do Rock, em pleno centro de São Paulo. Eu lembro da primeira vez que entrei lá — parecia que eu tinha sido engolida por um universo paralelo de camisetas pretas, tatuagens, mochilas com patches e riffs saindo de todo canto. Era tipo Hogwarts dos roqueiros, só que em vez de varinha, a gente escolhia pulseira de couro e disco de vinil. Ali, o estilo é mais do que roupa: é uma declaração de princípios.

A Galeria surgiu nos anos 60 com o nome de Shopping Center Grandes Galerias, mas foi nos anos 80 e 90 que ela virou realmente o que conhecemos hoje: um ponto de encontro de tribos. Punk, metal, grunge, gótico, indie, alternativo, e até uns perdidos do pop que queriam parecer mais dark só pela estética — todo mundo coexistia ali. As lojinhas apertadas vendiam desde camisetas do Iron Maiden até os primeiros CDs importados de bandas que ainda nem tocavam nas rádios brasileiras. Sem falar nas lojas de skate, estúdios de tatuagem, e, claro, os salões de piercing que eram tipo um rito de passagem.

Pra muita gente, ir à Galeria era tipo ir à missa de domingo — só que com moletom do Nirvana e corrente no pescoço. Era o lugar onde você descobria novas bandas, fazia amizades, comprava seu primeiro vinil (ou sua primeira camiseta do Ramones, mesmo sem conhecer nenhuma música). E até hoje, mesmo com o tempo e a gentrificação tentando dar rasteira, a Galeria resiste. Tá lá firme e forte, cheia de lojas novas e outras que parecem nunca ter saído do lugar. Um museu vivo e pulsante da cultura rock nacional.

Mais do que um ponto comercial, a Galeria do Rock é uma experiência sensorial. Cheiro de incenso e couro, som de ensaio ao fundo, gente tatuada que te trata como se te conhecesse há anos. É o lugar onde o rock não é só música, é ambiente. E mesmo que você não use mais aquele mesmo coturno pesado da adolescência, basta pisar lá dentro pra sentir a alma do rock pulsar de novo — firme, forte, e ainda desafinando as regras da sociedade.

Por hoje é só, pessoal…

Se você chegou até aqui com o coração acelerado e o ouvido coçando por um solo de guitarra, parabéns: você é dos nossos. O rock nunca foi só música — sempre foi movimento, atitude e identidade. E o melhor de tudo é saber que ele continua vivo, pulsando, se reinventando… e sendo celebrado todos os anos no nosso querido e merecido DIA MUNDIAL DO ROCK. Então, veste tua camiseta de banda favorita (mesmo que furada), solta o cabelo, aumenta o som e compartilha essa viagem com quem também vibra por esse universo de gritos, riffs, poesia e rebeldia.

Ah, e se você estiver em São Paulo: anota aí porque amanhã (14 de julho), tem show gratuito do Frejat no Viaduto do Chá! Isso mesmo, uma lenda do rock nacional num dos cenários mais simbólicos da cidade. É o tipo de encontro que mistura história, música e concreto — do jeito que o rock gosta. Então, bora viver isso ao vivo? E enquanto isso… Toca Raul, bebê!


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