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Crítica – Sem Coração, um filme que nos puxa para a maré dos sentimentos

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Crítica – Sem Coração, um filme que nos puxa para a maré dos sentimentos

O cinema nacional é repleto de obras-primas, algumas conseguiram até ultrapassar as margens dos blockbusters e alcançar diversas partes do mundo. São filmes que usam do cinema como uma forma de exagerar as normas, de brincar com a realidade e retratar temas tão sensíveis, mas que são invisíveis aos olhos nus. Hoje, dia 19 de junho, comemoramos o Dia do Cinema Brasileiro, um dia totalmente dedicado para reconhecer o talento artístico que possuímos e que é totalmente puro de originalidade.

Com suas formas de reinventar o cinema, o filme Sem Coração, de Nara Normande e Tião, aparece para nos contar uma história que abraça o silêncio e abre portas para uma juventude em descoberta. Sem Coração é um perfeito exemplo de como o cinema nacional é um enorme potencial para alcançar níveis absurdos. É um filme que precisa ser visto para que possamos entender que no mundo existe uma calmaria em que podemos escutar cada batida do coração e perceber que estamos vivos.

Imagem de uma mulher branca de cabelos escuros no filme Sem Coração
Crítica – Sem Coração, um filme que nos puxa para a maré dos sentimentos

Sem Coração participou da mostra competitiva Orizzonti do 80º Festival de Cinema de Veneza, foi premiado no Festival do Rio e ganhou o prêmio da Associação Brasileira dos Críticos de Cinema (Abraccine) de melhor filme da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2023. O filme tem entre seus produtores o cineasta Kléber Mendonça Filho e sua mulher, a produtora francesa Emilie Lesclaux.

Sinopse

Sem Coração é um filme que se passa durante o verão de 1996, no litoral de Alagoas. A história gira em torno de Tamara, que está aproveitando suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de partir para estudar em Brasília. Um dia, ela ouve falar de uma adolescente apelidada de “Sem Coração” por causa de uma cicatriz que tem no peito.

Enredo

O filme Sem Coração é repleto de sentimento, desde a raiva até o desejo. Nara Normande e Tião colocaram em cena adolescentes que estão em suas fases de descobrir o próprio corpo e como eles agem no mundo ao seu redor. É um filme que nos mostra claramente as dúvidas, os medos, as incertezas e a vontade de arriscar. Estamos de cara com a materialidade da descoberta.

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Crítica – Sem Coração, um filme que nos puxa para a maré dos sentimentos

Personagens principais

Tamara (Maya de Vicq) é uma menina que logo logo sairá da sua cidade do interior de Alagoas para ir fazer faculdade em Brasília. Nesse universo de mudança, em brincadeira pela vila com seu irmão e seus amigos, Tamara conhece outra menina que possui o apelido de “Sem Coração” (Eduarda Samara) . Sem Coração trabalha andando de bicicleta e realizando entregas de peixe para o seu pai, o seu apelido foi dado, a contragosto, por causa de uma cicatriz que possui em seu peito.

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Crítica – Sem Coração, um filme que nos puxa para a maré dos sentimentos

Veredito

Sem Coração é um filme perfeito para todos os brasileiros. Generalizo, pois Sem Coração precisa ser visto, principalmente, para levar nossos olhares para o cinema que acontece fora do eixo Rio-São Paulo. O Brasil é enorme em território e em arte. Sem Coração vai nos tirar o ar, e quando a gente menos esperar, estaremos boiando com a maré.

Onde assistir

O filme entrou para o catálogo da Netflix no início de junho de 2024.

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