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Ozzy Osbourne: A Voz que Inspirou Gerações Deixa um Silêncio Cheio de Reverência

Ozzy Osbourne: A Geração que o Viu Surgir nos Anos 70 Agora Baixa a Cabeça em Luto e Gratidão
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Ozzy Osbourne: A Geração que o Viu Surgir nos Anos 70 Agora Baixa a Cabeça em Luto e Gratidão

No mês do Dia Mundial do Rock, o Príncipe das Trevas se despede da Terra e sobe ao palco eterno.
Ozzy Osbourne, que nos anos 70 abriu os portões do heavy metal com sua voz única e presença sombria, agora faz silêncio aqui — mas só pra que a guitarra soe mais alto lá no céu. Uma geração inteira reverencia, com luto e gratidão, o homem que transformou o barulho em hino.

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Ontem, dia 22/07, chegou a notícia que deixou gerações inteiras de roqueiros em luto — e em off. Não posso negar: eu fui uma delas. A notícia me pegou desprevenida, como um soco no estômago, e o impacto foi grande demais pra simplesmente sentar e escrever. Parecia que eu tinha perdido um familiar que morava aqui em casa… E, de certa forma, perdi mesmo. Me lembrei da mesma sensação que tive quando soube que Kurt Cobain tinha ido tocar com os grandes lá de cima. Mas agora, com o coração um pouco mais calmo, venho aqui deixar as nossas sinceras homenagens para o homem que mudou o cenário do rock and roll com irreverência, teatralidade e uma coragem que só os imortais do palco têm.

Nos anos 70, enquanto o mundo ainda tentava entender o que era o rock pesado, um grito vindo de Birmingham atravessou os alto-falantes e virou hino para uma geração. Era sombrio, era sujo, era poderoso — e tinha nome e sobrenome: Ozzy Osbourne. Ao lado do Black Sabbath, ele não apenas criou um estilo. Ele abriu uma fenda no tempo, por onde escapou uma nova forma de sentir a música: mais crua, mais real, mais intensa. Para muitos, era o começo do fim da inocência sonora. Para outros, o início de uma devoção que atravessaria décadas.

Hoje, quem viveu aquele tempo — ou apenas cresceu reverenciando seus ecos — sente como se o palco tivesse ficado vazio demais. Não importa se você é da geração grunge, punk, emo ou alternativa: Ozzy era daqueles poucos que vinham antes de tudo. Que a gente ouvia com respeito. Que a gente citava com orgulho. E agora, com o coração apertado e os olhos marejados, o mundo inteiro abaixa o volume só por um instante. Em luto. Em gratidão.

🎸 Capítulo 1 – O Garoto que Ouvia Beatles e Roubava Calça Jeans

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Vamos para onde tudo começou…

Se Renato estivesse entre nós, talvez já tivesse composto uma ópera punk chamada Metais Pesados, Corações Partidos e ela teria uns 12 minutos de duração, uns 4 refrões tristes e um solo de guitarra suja com cheiro de fumaça e história. Porque contar a vida de Ozzy Osbourne — o menino de Birmingham que virou mito — exige muito mais que um parágrafo: exige intensidade, contradição e aquele tipo de honestidade que só o rock consegue traduzir.

Mas antes das homenagens chorosas, das guitarras distorcidas e do vinho barato com gosto de memória, a gente precisa olhar pra onde tudo começou. Quem era esse menino antes de virar o Ozzy? Como surgiu aquele olhar perdido e aquela energia que parecia puxada das entranhas do subúrbio industrial?

Antes de ser o Príncipe das Trevas, Ozzy era só o John. John Michael Osbourne. Nascido em 3 de dezembro de 1948, em Aston, um bairro operário de Birmingham, na Inglaterra. Uma região tão cinzenta quanto as fábricas que rodeavam sua casa e tão dura quanto o sotaque que ele nunca perdeu. Era pobre, era disléxico, sofria bullying na escola e se virava como dava. Bom… esse parece o retrato de todo adolecente que acaba se refugiando no rok para esquecer das loucuras do mundo real. Já foi encanador aprendiz, entregador e até presidiário – sim, Ozzy foi preso por roubar roupas e, segundo ele, só porque esqueceu as luvas e deixou digitais.

Mas nem a prisão, nem o trabalho braçal ou os perrengues de infância impediram o moleque de ouvir algo diferente no rádio: os Beatles. Quando escutou She Loves You, ele diz que tudo mudou. Foi ali que nasceu o desejo. Não de fama. Mas de fugir. Fugir da dureza da vida, do chão da fábrica, do destino escrito com graxa. Queria um palco. Queria um microfone. Queria gritar o que ninguém dizia. E queria muito mais do que um emprego estável – queria fazer barulho.

E fez.

⚡️ Capítulo 2 – O Som que Assustava Anjos e Criou um Deus do Rock (versão expandida)

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Ahhh, eu me lembro da primeira vez que ouvi Black Sabbath…
Eita que som pesado! Confesso: me deu até medo. Vai que eu ia pro inferno só de ouvir aquilo — porque os acordes, como se dizia na época, eram maravilhosamente infernais. Era diferente de tudo que se ouvia. Era sombrio, era lento, era denso. E ao mesmo tempo, era hipnotizante.

Naquela mesma época, o mundo já estava sendo embalado por bandas como The Doors, com seu som místico e transcendental que parecia vir de outra esfera, e Led Zeppelin, que nos fazia viajar para um universo paralelo só de ouvir. Não precisava usar nada — só fechar os olhos e deixar a guitarra te levar pra um lugar que ninguém sabia onde era.

E foi no meio dessa onda de brisa, lisergia e poesia, que saiu o grito do Ozzy.
Um grito rasgado, brutal, quase cru.
Ele não te convidava pra viajar — ele te arrastava pra realidade sombria, te jogava no chão de fábrica de Birmingham, no vício, na dor, na fúria de uma juventude sufocada. Enquanto todos flutuavam, ele rasgava a brisa, vivendo igualmente a ideologia de sexo, drogas e rock’n’roll, mas com um pé mais firme no lado sombrio da lua.

Foi assim que Black Sabbath nasceu — com Ozzy, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward, todos trabalhadores das fábricas britânicas, fazendo música como quem joga um martelo no mundo.

🔥 Capítulo 3 – A Fênix do Metal

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Ahhh, Ozzy…
Esse homem, que parecia ter saído de um filme de terror inglês com trilha sonora própria, conseguiu fazer o impossível: salvar o meu aniversário de 15 anos.
Naquela época, por mais roqueira que eu fosse, ainda sonhava com um vestido fofo, umas amigas dançando igual e talvez até uma valsa com o paizão. Mas a festa não rolou. Só que, ainda bem, eu tinha um tio MARAVILHOSO, o Nilso Lima, da Rádio Criativa, que sabia exatamente do que uma garota rebelde precisava: um CD do Ozzy e um pôster do Iron Maiden.

E tudo mudou.

Meu pai, visionário, me deu um som de CD naquele dia — presente de gente grande! E quando o Nilso colocou No More Tears pra tocar… foi como se aquela música tivesse sido feita pra mim. Aliás, detalhe: ela foi lançada no dia do meu aniversário. Coincidência? Nada. Era destino. A partir dali, meu coração era oficialmente do nosso macabro e inexplicavelmente galã Ozzy, que, por mais estranho que tentasse parecer, era sim o queridinho das groupies. Eu queria tanto ser uma… Mas a minha mãe, sempre vigilante, dizia que isso era coisa de macaca de auditório, e pronto, lá se ia meu sonho de viver na estrada com o Príncipe das Trevas. Kkkkkk

Depois da demissão do Black Sabbath em 1979, muita gente achou que Ozzy ia desaparecer nos próprios vícios. Mas como toda boa lenda, ele fez o contrário: renasceu. Ao lado de Sharon, que virou empresária, amor da vida e salva-vidas emocional, ele montou uma nova banda e lançou em 1980 o disco Blizzard of Ozz, com faixas icônicas como Crazy Train e Mr. Crowley. A voz dele estava mais forte do que nunca, e a guitarra de Randy Rhoads elevava tudo a um novo patamar. Nascia ali o Ozzy solo, mais livre, mais insano e — pasme — mais bem-sucedido do que nunca.

Foi nessa fase que surgiram hinos que atravessaram gerações, e claro, momentos bizarros que ajudaram a eternizar a figura pública que Ozzy virou: o homem que mordeu a cabeça de um morcego em pleno palco, que caiu de quadriciclo, que quase morreu algumas dezenas de vezes… e que, mesmo assim, nunca perdeu o posto de ídolo.

FATO OU FAKE – Ozzy Osbourne, o Mito e o Homem

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Naquela época, nosso queridinho já era odiado e amado por diferentes gerações: alguns pais simplesmente não suportavam o Ozzy e faziam questão de passar adiante sua má fama — que, vamos combinar, ele também adorava alimentar. Outros até curtiam o som, mas não queriam que suas filhas se empolgassem demais com o Príncipe das Trevas. No meu caso, era do tipo aqui em casa não gostamos do Ozzy, então eu precisei baixar a jornalista mirim e fui uma das primeiras a inventar o fato ou fake, mesmo sem saber! Afinal, se eu quisesse continuar ouvindo meu som de boas no quarto, precisava limpar a barra do cara. Vesti minha capa de detetive, fui atrás das informações e — pasmem — descobri ainda naquela época (e agora confirmei com orgulho) que Ozzy não era satanista, não comia morcegos de verdade por diversão, e ainda colocava a filha pra estudar em colégio religioso. Missão dada, missão cumprida. Pode voltar o som!

Ozzy era satanista?

❌ FAKE.
Apesar da estética sombria, letras pesadas e cruzes viradas ao avesso que o cercavam, Ozzy Osbourne nunca foi satanista. Ele mesmo disse em várias entrevistas que nunca teve envolvimento com ocultismo e que seu papel era “entretainer, não pregador do mal”. Inclusive, ele usava um crucifixo no pescoço e já declarou ter medo de espíritos e coisas do além. Vai vendo. 😂


Ozzy mordeu a cabeça de um morcego?

✅ FATO (mas com contexto bizarro).
Sim, ele mordeu a cabeça de um morcego em 1982, mas… achava que era de borracha! Um fã jogou o bicho no palco durante um show, e Ozzy, achando que era só um brinquedo, fez o que sempre fazia: chocou o público. Quando percebeu que o bicho era real, saiu do palco e foi direto tomar vacina contra raiva. Resultado: mais uma lenda criada, contra a vontade dele.


Ozzy comia morcegos ou animais em rituais?

❌ FAKE.
Ele nunca participou de nenhum ritual e não comia animais como parte de performances recorrentes. O caso do morcego foi um acidente que virou mito. Também há uma história de ele ter mordido a cabeça de uma pomba durante uma reunião com a gravadora, mas aí foi só maluquice mesmo, tentando chamar atenção (e conseguiu!).


A filha de Ozzy estudou em colégio religioso?

✅ FATO!
A Kelly Osbourne estudou sim em escola católica quando era mais jovem. Sharon, mãe dela, sempre tentou dar uma estrutura mais “normal” possível dentro do caos da fama. Inclusive, Sharon já disse que fazia questão de manter os filhos com alguma rotina, mesmo sendo casada com o Príncipe das Trevas. 🤘😇


Ozzy era odiado pelos pais de família e amado pelas mães de fã-clube?

✅ MEIO FATO, MEIO LENDA.
Ozzy chocava os mais conservadores, sim, principalmente nos anos 80, quando foi acusado de influenciar jovens a se suicidarem (absurdo que ele negou com dor). Por outro lado, nos bastidores, sempre foi descrito como carinhoso, engraçado e até tímido, conquistando muito mais fãs com o tempo — inclusive mães! Kkkkk

Capítulo 4 – O Casamento com Sharon, o Reality e o Ozzy Pop Star que Ninguém Esperava

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Haaaa, o amor… até nas esferas infernais ele aparece e muda tudo! Sim, meus companheiros de rock’n’roll e nerdssies de plantão: Sharon chegou arrebatando Ozzy! Foi ela quem ajudou o Príncipe das Trevas a colocar seu nome de vez no cenário do rock, com estrutura, amor e — pasmem — um lar! A cara de brava dela já entregava que quem segurava as pontas era ela mesma. Afinal, tinha que ser alguém firme pra trazer Ozzy de volta ao mundo real depois das turnês. E se no reality ela mandava, dizem que fora das câmeras então… era mais ainda! E sabe o que é mais doido? Acho que foi isso que ele mais curtiu: ter um porto seguro. Um amor raiz, com barraco e tudo, mas que resistiu a overdose, rehab, fama e família. E vamos combinar? Tá aí um casal que deu certo sim! Eu, como boa romântica que sou, adoro histórias de amor. E a deles é uma inspiração… meio torta, mas real demais pra gente não amar.

O casamento de Ozzy e Sharon começou como um furacão e seguiu como uma tempestade elétrica — com faíscas, trovões e muito amor. Eles se casaram em 1982, e desde então, Sharon não foi só esposa: foi empresária, parceira, produtora, conselheira, general e anjo da guarda (às vezes, tudo isso no mesmo dia). Foi ela quem acreditou que Ozzy poderia seguir uma carreira solo depois de ser chutado do Black Sabbath. E não só acreditou: organizou tudo, segurou os contratos, fechou turnês, e praticamente montou o império Ozzy Osbourne que conhecemos hoje.

E aí veio The Osbournes, o reality show mais insano e, ao mesmo tempo, mais cativante da TV dos anos 2000. Estreando em 2002 na MTV, o programa mostrava a vida do clã Osbourne sem filtro: palavrões, confusões, cachorros descontrolados e um Ozzy tentando operar o controle remoto com cara de quem tinha acordado de um pesadelo psicodélico. E a gente amava cada segundo disso! Era impossível não se apaixonar pela dinâmica bizarra e caótica daquela família. Sharon era a chefe suprema, Kelly e Jack eram os filhos rebeldes e engraçados, e Ozzy… era o Ozzy. Perdido, fofo, esquisito e absurdamente real.

Esse reality humanizou o Príncipe das Trevas como ninguém imaginava. Foi aí que muita gente viu que, por trás das lendas de morcegos e rituais, existia um homem comum — com dificuldade de operar o micro-ondas, que tomava bronca da esposa e se preocupava com os filhos. Ozzy virou ícone pop de uma forma inesperada. Saiu das sombras do metal para o sofá da sala de estar das famílias americanas (e brasileiras), onde virou meme antes mesmo dos memes existirem.

E quer saber o mais doido? Ele gostou. Sim, Ozzy gostou de ser pop star! Não abandonou o rock, claro — mas aprendeu a rir de si mesmo, a brincar com a própria imagem, e mostrou que até o maior dos mitos pode ser também um velhinho perdido no quintal procurando os cachorros. Ele virou referência de autenticidade num mundo cada vez mais fake. E isso, meus caros, é mais punk do que qualquer grito no palco.

Capítulo 5 – As Turnês de Despedida que Nunca Foram Despedida (e ainda bem!)

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Depois de eu ouvir várias vezes sobre a aposentadoria do Ozzy, me chegou a notícia: ele ia fazer um show em São Paulo. Poxa, eu não poderia perder por nada! Naquela época, eu nem morava mais em Sampa, estava no interior, mas mesmo assim, atravessei a rodovia, peguei carona de uma cidade para outra, passei por canaviais, cavalos e tratores — tudo em tempo recorde — só para, enfim, ver o Sr. Ozzy em ação. Afinal, vai que dessa vez era a última mesmo! Não poderia perder essa oportunidade. E simmm, meus caros… lá estava eu no Allianz Parque, esperando ansiosa para ver não mais o príncipe, mas o rei das trevas… de bengala! Preciso falar da emoção que senti. Quando aquele senhorzinho entrou no palco, pensei: “Que bom que eu vim!”. Ele chegou calmo, com cara de “vou cantar sentado só pra vocês me verem mesmo”, mas de repente… ele abriu os braços, aquela capa voou e BUMMMM! Lá estava Ozzy, mais vivo que quando tinha 20 anos! Me arrepiou até a alma. Aquela voz. Aquela força de viver. Graças a Deus eu estava lá!

Desde os anos 90, Ozzy vem anunciando sua última turnê. A primeira foi a No More Tours, em 1992, quando muita gente acreditou que ele realmente penduraria a capa e os morcegos. Mas não. Anos depois, veio a ironicamente nomeada No More Tours II, e seguimos firme ouvindo ele dizer tchau e depois voltar como se nada tivesse acontecido. Ozzy é tipo aquele tio que diz só mais uma cerveja e vou embora, e no fim já está cantando Legião Urbana no karaokê da padaria às 2h da manhã. A diferença é que ele canta muito melhor.

E cada vez que ele voltava, os fãs explodiam de felicidade — com razão! Porque ver Ozzy ao vivo não é só ver um show: é assistir à história viva do rock, com toda a sua esquisitice, emoção, teatralidade e intensidade. É ver que o corpo pode até envelhecer, mas o espírito do rock não se rende à idade. Mesmo com problemas de saúde, cirurgias, bengala e tudo mais, ele insistia em subir no palco e entregar o que ainda tinha — e ainda era muito!

Aliás, essa resistência só aumentava a devoção dos fãs. Porque não era só sobre música: era sobre o símbolo que ele se tornou. Um homem que sobreviveu a si mesmo, ao mundo, aos críticos e ao tempo. E talvez seja isso que faça a gente continuar comprando ingresso toda vez que ele anuncia a “última turnê” de novo. Porque, no fundo, ninguém quer que Ozzy se despeça. Ele é eterno.

Capítulo Final – O Último Ato do Príncipe: Despedidas, Homenagens e o Legado Imortal de Ozzy

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Ozzy Osbourne anunciou diversas aposentadorias ao longo da carreira. Foram despedidas cheias de emoção, mas que sempre acabavam com ele voltando aos palcos como quem diz: Achei que dava pra parar, mas a música não deixou. Ainda assim, quando em 2023 ele declarou oficialmente que não poderia mais fazer turnês por conta da saúde, o baque foi real. Foi como ver um trovão se calando. O mundo sentiu.

A comoção foi imediata. Roqueirinsubstituível. Zakk Wylde, guitarrista que o acompanhou por décadas, postou uma mensagem dizendo que nunca mais subiria ao palco sem levar um pouco do espírito de Ozzy com ele. Gente como James Hetfield, do Metallica, e até astros mais pop, como Post Malone e Travis Scott, também se manifestaram com reverência diante da perda do mito.

Em Birmingham, a cidade natal dele, a mobilização foi histórica. No dia 30 de junho de 2025, Ozzy e os outros membros originais do Black Sabbath foram nomeados Freemen da City of Birmingham, uma das mais altas homenagens civis, recebidas com orgulho pela comunidade. E sim: desde 2012 existe uma proposta recorrente para renomear o aeroporto de Birmingham como Ozzy Osbourne International Airport. A ideia foi formalizada pelo primeiro empresário do Black Sabbath, Jim Simpson, e ganhou o apoio inicial de vereadores. Mas, apesar do entusiasmo local, o aeroporto explicou que não há planos para essa mudança, nem discussão oficial em andamento thefreelibrary.com+5loudwire.com+5nme.com+5.

Ozzy virou meme, personagem de animação, capa de revista de moda, apareceu em documentários e foi lembrado em murais, exposições e até em um bonde personalizado com seu nome em Birmingham. O “Príncipe das Trevas” transformou-se também em ícone pop — impactando rádio, TV, internet, redes sociais e os corações de fãs de todas as idades, deixando sua marca além dos riffs ensurdecedores.

O legado dele? Ah, meus caros, ele está gravado na alma do rock. Cada banda que mistura o sombrio com o teatral, cada novo artista que entende que ser estranho pode ser genial, cada jovem que pega um microfone pra gritar sua verdade — tudo isso traz um pedaço de Ozzy. Ele mostrou que dá pra cair mil vezes e se levantar mil e uma. Foi família, artista, meme e lenda — tudo ao mesmo tempo, de um jeito que poucos conseguiram.

O fim das turnês não será o fim da história. Documentários, livros, discos eternos e entrevistas ainda contam essa jornada. Quem sabe daqui a 50 anos a gente veja um holograma dele cantando “Crazy Train” num estádio lotado? Seria digno. Ele merece. E a gente também. Porque Ozzy Osbourne nos ensinou algo essencial: ser “das trevas” nem sempre é sinônimo de mal — às vezes, é apenas o grito de quem luta para sobreviver à luz dura demais do mundo real. Assim, o rock nunca mais foi o mesmo depois que ele passou por aqui.

E por hoje é só, pessoal…

Caros amigos rebeldes e apreciadores de música boa, aqui estão nossas sinceras homenagens e despedida para o cara que deixou o heavy metal com esse jeitinho que a gente ama. Um sujeito que escreveu seu nome na história com sangue, suor e muito batom preto, e deixou um legado que vai além da música: ele provou que não basta saber cantar — tem que saber agir, performar, teatrar… e ainda ser um super homem de casa, com todos os seus defeitos minuciosamente perfeitos. 🤘🏽🖤

Ozzy Osbourne nos mostrou que é possível ser autêntico até o fim, mesmo com as quedas, surtos, bengalas, despedidas e retornos. Ele foi e sempre será muito mais que um ícone do rock: ele é um personagem histórico, daqueles que não se apagam da memória da cultura pop.

E se você também já ouviu Crazy Train berrando no seu fone de ouvido enquanto atravessava uma fase difícil, ou se um dia fingiu não gostar só pra evitar tretas familiares (oi, mãe 👋🏽), essa matéria foi feita pra você. E pra mim. E pra todo mundo que sabe que música de verdade não envelhece — ela se eterniza.

Agora eu te convido a manter essa chama viva:
👉 Comente aqui sua lembrança mais louca ou mais doce com as músicas do Ozzy!
👉 Compartilhe com seu grupo de amigos metaleiros (até aquele que virou pai de família mas ainda tem uma camiseta do Black Sabbath guardada no fundo do armário).
👉 Marca aquele amigo que acha que o rock morreu… pra lembrar que o rei das trevas ainda reina nos nossos corações.

Porque, no fim, não é só rock and roll — é sobre viver intensamente e deixar sua marca no mundo.

E se o aeroporto de Birmingham realmente virar Ozzy Osbourne International Airport, bem… que seja com embarque direto para a eternidade do rock. 🛫🎸🔥

Bjs pessoal!


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